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A Hipster Chique

humor . coisas . nerd . fluente em klingon . criativa - ish . comics . opinião

A Hipster Chique

humor . coisas . nerd . fluente em klingon . criativa - ish . comics . opinião

O ÓRFÃO . CAPÍTULO II

CAPÍTULO I

 

P.S. Novo post no blog da rubrica "50 nomes que se dão...". O tema desta semana, Traidores!

 

Na última semana não coloquei o capítulo porque perdi-o nos rascunhos e três horas de escrita e mais de 1500 palavras desapareceram... Mas hoje cá está ele, um novo capítulo e se estás a ler isto é porque nada de mal aconteceu!

 

II

 

 

Bem, mais vale apressar-me porque hoje há jantar de despedida das férias e amanhã é dia de aulas. Só peço para não levar com brilhantes no arroz, porque depois de três meses onde o clube de strip funcionou mais do que a cantina, surpresas serão encontradas no menu...

 

O jantar foi bom, tirando o facto de andar à luta pela última asa de frango com o Jaimi, não porque ele a quisesse, mas porque ele é vegan e então esta é uma das formas de defender os direitos do animal... Enfim, nada que eu não aguentasse, até porque acabei por comer a asa de frango acompanhado pelo olhar de julgamento do Jaimi.

Antes de ir dormir gosto sempre de dar uma vista de olhos no meu blog e escrever algo. Como não sou totalmente anónimo nestas paragens, não queria escrever sobre a situação da asa de frango porque o Jaimi ia levar a mal, então decidi falar um pouco dos meus sentimentos...

 

Entrada #39

Olá...

 

 

Não conseguia escrever, a minha cabeça andava a mil, como sempre. Tenho andado preocupado, vou para o 11º ano e não sei o que quero para a minha vida. Aos 18 anos é costume mandar os rapazes órfãos para casas do campus da Universidade e ai de quem se atreve a dizer que não quer ir. Eu quero ir, mas não sei para que curso e hoje em dia o que tem mais sucesso é Engenharia de Mentes, mas eu não me interesso por codificar mentes de robots para que estes sejam cidadãos funcionais na sociedade.

Quem não quiser ir para a Universidade é automaticamente posto na rua e se não me decidir será esse o meu caminho. Um escanzelado como eu, sem qualquer atributo físico de qualidade, acabarei a trabalhar n'O Varão Saudável a servir cosmos na noite das dragmen, sim, porque aquele local tem especialidade em entretenimento para todos, heterossexuais e qualquer membro do grupo LGBTADDRNF (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Assexuais, Dragqueens, Dragmen, Robotxxx, Ninfos, Francisconas). Segundo o Director do Orfanato no tempo do avô dele era apenas LGBT, mas entretanto outros grupos se juntaram. Para mim é uma estupidez, cada um é como é, não deveria existir rótulos, até porque tenho amigos de todos os grupos.

Vou mas é dormir, tenho de estar pronto para as aulas e para rever os meus amigos.

 

6h59

Desde que colocaram uma cabra a berrar como despertador que consigo acordar um minuto antes de trazerem o animal. A cabra chama-se Fiona porque nasceu com um pequeno problema genético e metade do seu pêlo é verde. É o animal de estimação do Senhor Godofredo, que já cá trabalha há mais de 40 anos.

Uma festinha à Fiona, banho, pequeno-almoço e lá fui eu a caminho da escola com o Jaimi. O Liceu D. Pitéu fica a cinco minutos do orfanato e é uma boa escola. Somos obrigados a andar de farda, pelo menos uma camisa branca e umas calças escuras, porque o que calçamos é à nossa escolha. O nome do liceu, D. Pitéu e o nome da cidade, Pitéu, tem uma lenda que explica a sua origem.

Deixem-me contar-vos:

 

"Era uma vez,

um homem grande, muito grande chamado João. 

João vivia na aldeia de Runa e um dia percebeu que a sua vida precisava de um pouco de aventura.

Em busca de aventuras saiu João da sua aldeia indo parar a uma terra sem nome. Aí, João conheceu Matilde, por quem se apaixonou.

Matilde era treinadora de jibóias e lobos, e um dia naquela terra sem nome, uma jibóia e um lobo juntaram forças e comeram João que cortado a meio foi, para saciar ambos.

Nada previa este fim, mas diz a lenda que Matilde antes de matar os assassinos do seu amor, olhou nos olhos do lobo e da jibóia e viu que João tinha sido um pitéu para ambos. 

Enterrou-os e colocou a seguinte inscrição "Aqui jaz, quem comeu um pitéu"."

 

E assim ficou o nome. Acredito que tal história foi inventada, mesmo com a colocação de uma pedra no alto das escadas da escola e à entrada da cidade com essa mesma inscrição. Como é óbvio nesta cidade são todos muito preguiçosos para pesquisar a sua verdadeira origem.

Nada que atrapalhe os meus dias. 

Estavamos a chegar perto da escola e vimos a Fitipa ao portão. Assim que chegamos perto dela, ela apenas cumprimentou o Jaimi e ignorou-me totalmente. 

"Então, eu não sou gente?!", perguntei.

"Ah, olá. Nem te vi.", respondeu a Fitipa.

"Como assim não me viste? Estou literalmente à tua frente.", disse.

"Desculpa, não te vi. Vou ter com as raparigas, hoje começam os treinos da claque e eu quero manter-me informada.", disse a Fitipa, afastando-se de nós.

 

"Bem... Que foi aquilo?", perguntou o Jaimi.

"Não sei nem quero saber. Miúdas são demasiado complicadas. Vamos mas é para a sala.", disse.

Assim que chegamos à sala de aula, já lá estava o Storbot 5x5, o professor de história. Sempre gostei deste professor, que ao contrário do professor humano sabe mesmo como ensinar. A verdade é que nunca fui contra esta nova lei da substituição dos professores por robots, porque acho que houve melhorias significativas nas notas e no empenho dos alunos, afinal ninguém quer levar um choque eléctrico como castigo.

Quando já estávamos todos na sala e prontos para começar a aula, o Storbot 5x5 faz a introdução do dia...

"Bom dia classe de 2054! Bem-vindos a este novo ano lectivo. Para esta primeira aula vou apresentar-vos alguém que está aqui para vos dar uma palavra de cerca de três minutos. Após esse tempo iremos dar entrada na matéria deste ano lectivo. Apresento-vos sem demora o Doutor Camões Rato.".

E mesmo sem demoras entra um homem na sala de aula. Era o homem mais pequeno que já tinha visto e tinha um ar atrapalhado, confuso e um óculos quadrados que em nada beneficiavam o seu aspecto. Olhou para nós e disse...

"Bom dia. O meu nome é Dr. Rato e estou aqui a convite do director do liceu D. Pitéu..."

"Ninguém o convidou, apenas levou o director Guarda ao limite e ele foi obrigado a deixa-lo falar com pelo menos uma turma para que deixasse de o chatear.", interrompeu o Storbot 5x5. Os storbots tinha uma codificação de mente poderosa que vinha equipada com um detector de mentiras infalível.

"Quem convidou quem não é o importante neste momento. Gostaria apenas de dizer que estou à procura de um assistente para o meu website, "O Website Estranho" e nada melhor que mentes jovens e inteligentes para o trabalho. Por isso vou deixar um panfleto no placard da entrada com informações para as candidaturas ao lugar. Quem estiver interessado já sabe. Alguma dúvida?", perguntou o Dr. Rato.

"Não há tempo para dúvidas. Acabou os três minutos. Por favor dirija-se à saída da sala.", disse o Storbot 5x5, que levava as médias de tempo muito a sério.

"Claro! Já sabem, entrada, placard, informações e candidaturas para o Website Estranho...", disse o Dr. já de saída da sala.

 

Mal o Dr. saiu, o Storbot 5x5 começou a escrever no quadro informações sobre a nova matéria, mas eu fiquei distraído com aquilo que estava a ver pela janela. O Dr. Rato estava a passar um aparelho pelas paredes do edifício com uma máquina estranha e sempre que aquilo apitava ele registava tudo num caderno. Era sem dúvida uma figura bizarra e não parecia bater bem da cabeça.

Voltei a minha atenção para as aulas e aguentei o dia todo sem adormecer. A Fitipa mal falou comigo o dia todo e parecia chateada, algo que preciso de averiguar e o Jaimi foi para os treinos. Segui caminho sem antes passar no tal panfleto do Dr. Rato que era tão bizarro quanto ele.

Decidi ir até ao CPU para navegar um pouco na net e a caminho vi uma mulher aos gritos a ser expulsa do SuperPitéu e parecia ser estrangeira porque não percebia uma palavra do que ela dizia. A discussão estava acessa entre ela e o segurança e eu fiquei sossegado do outro lado da rua a ver se aquilo acalmava porque o CPU era ao lado do SuperPitéu.

A mulher calou-se e sacou do bolso uma máquina estranha, apontou para a cara do segurança que voltou para dentro do supermercado como se nada se tivesse passado. Eu achei aquilo tudo muito estranho, mas ignorei porque podia ser um dos dispositivos inventados pela Mente & Coisas Co., a empresa mais importante cá da cidade que fabricada todo o tipo de tecnologias.

O dono da empresa, Fizvaldo Pitéu é o pai da minha musa, Madonna e um dos homens mais temidos e poderosos da cidade.

 

Finalmente cheguei ao CPU, tirei uma senha, fui para o computador e abri o meu blog na esperança que o meu bloqueio de escritor estivesse resolvido após ter visto tanta coisa estranha durante o dia. Escolhi que ia escrever sobre o Dr. Rato e a mulher que comandou a mente do segurança, uma espécie de paródia. 

Assim que coloquei as mãos no teclado senti uma mão no meu ombro direito e quando me virei vi a mulher que discutia com o segurança...

"Olá. Tudo bem?", disse ela.

Afinal sempre fala a minha língua, pensei...

"Olá. Sim, tudo e consigo?", disse um pouco a medo.

"Também. Queria apenas saber se viste alguma coisa lá fora, em frente aquela loja, assim, estranha, antes de entrares aqui.", disse ela.

Eu percebi o que ela queria saber e para a coisa não ir muito longe disse...

"Não. Não vi nada. Vinha distraído a mexer no meu telemóvel. Porquê?".

"Por nada. Apenas podias ter visto algo, diferente.", insistiu a mulher.

"Não, nada diferente. Sou muito trapalhão e distraído, não vejo nada quando ando na rua.", expliquei.

Sem responder a mulher virou costas e saiu do CPU. Claro que modificou logo a minha ideia de escrever sobre o que vi e fez-me pensar se o que vi afinal foi algo de suspeito...

Estava com tantas coisas na cabeça que resolvi esquecer o assunto, pelo menos por enquanto, escrever no blog sobre o Dr. Rato e regressar ao orfanato.

Assim que cheguei fui tomar banho e pedi dispensa do jantar na sala comum e jantei na secretária do quarto alegando que tinha muito para estudar. Comi e fui para um dos meus locais favoritos do orfanato, o telhado, porque é um local sossegado onde tenho acesso a um céu estrelado e a um silêncio impagável. 

 

Lá pensei no dia que tinha passado, no porquê da Fitipa não me falar, a introdução da aula de história com aquele Dr. e naquela mulher que me fez sentir ameaçado.

Bom começo para quem queria um ano lectivo calmo...

 

 

CAPÍTULO III

 

O ÓRFÃO.jpg

 

 (Esta é a nova série aqui do blog, é um spin-off d'O Sítio sobre a personagem Barry e aqui está o segundo capítulo, uma introdução. Espero que gostem. Um capítulo novo todas as semanas.) 

O ÓRFÃO . CAPÍTULO II

CAPÍTULO I

 

P.S. Novo post no blog da rubrica "50 nomes que se dão...". O tema desta semana, Traidores!

 

Na última semana não coloquei o capítulo porque perdi-o nos rascunhos e três horas de escrita e mais de 1500 palavras desapareceram... Mas hoje cá está ele, um novo capítulo e se estás a ler isto é porque nada de mal aconteceu!

 

II

 

 

Bem, mais vale apressar-me porque hoje há jantar de despedida das férias e amanhã é dia de aulas. Só peço para não levar com brilhantes no arroz, porque depois de três meses onde o clube de strip funcionou mais do que a cantina, surpresas serão encontradas no menu...

 

O jantar foi bom, tirando o facto de andar à luta pela última asa de frango com o Jaimi, não porque ele a quisesse, mas porque ele é vegan e então esta é uma das formas de defender os direitos do animal... Enfim, nada que eu não aguentasse, até porque acabei por comer a asa de frango acompanhado pelo olhar de julgamento do Jaimi.

Antes de ir dormir gosto sempre de dar uma vista de olhos no meu blog e escrever algo. Como não sou totalmente anónimo nestas paragens, não queria escrever sobre a situação da asa de frango porque o Jaimi ia levar a mal, então decidi falar um pouco dos meus sentimentos...

 

Entrada #39

Olá...

 

 

Não conseguia escrever, a minha cabeça andava a mil, como sempre. Tenho andado preocupado, vou para o 11º ano e não sei o que quero para a minha vida. Aos 18 anos é costume mandar os rapazes órfãos para casas do campus da Universidade e ai de quem se atreve a dizer que não quer ir. Eu quero ir, mas não sei para que curso e hoje em dia o que tem mais sucesso é Engenharia de Mentes, mas eu não me interesso por codificar mentes de robots para que estes sejam cidadãos funcionais na sociedade.

Quem não quiser ir para a Universidade é automaticamente posto na rua e se não me decidir será esse o meu caminho. Um escanzelado como eu, sem qualquer atributo físico de qualidade, acabarei a trabalhar n'O Varão Saudável a servir cosmos na noite das dragmen, sim, porque aquele local tem especialidade em entretenimento para todos, heterossexuais e qualquer membro do grupo LGBTADDRNF (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Assexuais, Dragqueens, Dragmen, Robotxxx, Ninfos, Francisconas). Segundo o Director do Orfanato no tempo do avô dele era apenas LGBT, mas entretanto outros grupos se juntaram. Para mim é uma estupidez, cada um é como é, não deveria existir rótulos, até porque tenho amigos de todos os grupos.

Vou mas é dormir, tenho de estar pronto para as aulas e para rever os meus amigos.

 

6h59

Desde que colocaram uma cabra a berrar como despertador que consigo acordar um minuto antes de trazerem o animal. A cabra chama-se Fiona porque nasceu com um pequeno problema genético e metade do seu pêlo é verde. É o animal de estimação do Senhor Godofredo, que já cá trabalha há mais de 40 anos.

Uma festinha à Fiona, banho, pequeno-almoço e lá fui eu a caminho da escola com o Jaimi. O Liceu D. Pitéu fica a cinco minutos do orfanato e é uma boa escola. Somos obrigados a andar de farda, pelo menos uma camisa branca e umas calças escuras, porque o que calçamos é à nossa escolha. O nome do liceu, D. Pitéu e o nome da cidade, Pitéu, tem uma lenda que explica a sua origem.

Deixem-me contar-vos:

 

"Era uma vez,

um homem grande, muito grande chamado João. 

João vivia na aldeia de Runa e um dia percebeu que a sua vida precisava de um pouco de aventura.

Em busca de aventuras saiu João da sua aldeia indo parar a uma terra sem nome. Aí, João conheceu Matilde, por quem se apaixonou.

Matilde era treinadora de jibóias e lobos, e um dia naquela terra sem nome, uma jibóia e um lobo juntaram forças e comeram João que cortado a meio foi, para saciar ambos.

Nada previa este fim, mas diz a lenda que Matilde antes de matar os assassinos do seu amor, olhou nos olhos do lobo e da jibóia e viu que João tinha sido um pitéu para ambos. 

Enterrou-os e colocou a seguinte inscrição "Aqui jaz, quem comeu um pitéu"."

 

E assim ficou o nome. Acredito que tal história foi inventada, mesmo com a colocação de uma pedra no alto das escadas da escola e à entrada da cidade com essa mesma inscrição. Como é óbvio nesta cidade são todos muito preguiçosos para pesquisar a sua verdadeira origem.

Nada que atrapalhe os meus dias. 

Estavamos a chegar perto da escola e vimos a Fitipa ao portão. Assim que chegamos perto dela, ela apenas cumprimentou o Jaimi e ignorou-me totalmente. 

"Então, eu não sou gente?!", perguntei.

"Ah, olá. Nem te vi.", respondeu a Fitipa.

"Como assim não me viste? Estou literalmente à tua frente.", disse.

"Desculpa, não te vi. Vou ter com as raparigas, hoje começam os treinos da claque e eu quero manter-me informada.", disse a Fitipa, afastando-se de nós.

 

"Bem... Que foi aquilo?", perguntou o Jaimi.

"Não sei nem quero saber. Miúdas são demasiado complicadas. Vamos mas é para a sala.", disse.

Assim que chegamos à sala de aula, já lá estava o Storbot 5x5, o professor de história. Sempre gostei deste professor, que ao contrário do professor humano sabe mesmo como ensinar. A verdade é que nunca fui contra esta nova lei da substituição dos professores por robots, porque acho que houve melhorias significativas nas notas e no empenho dos alunos, afinal ninguém quer levar um choque eléctrico como castigo.

Quando já estávamos todos na sala e prontos para começar a aula, o Storbot 5x5 faz a introdução do dia...

"Bom dia classe de 2054! Bem-vindos a este novo ano lectivo. Para esta primeira aula vou apresentar-vos alguém que está aqui para vos dar uma palavra de cerca de três minutos. Após esse tempo iremos dar entrada na matéria deste ano lectivo. Apresento-vos sem demora o Doutor Camões Rato.".

E mesmo sem demoras entra um homem na sala de aula. Era o homem mais pequeno que já tinha visto e tinha um ar atrapalhado, confuso e um óculos quadrados que em nada beneficiavam o seu aspecto. Olhou para nós e disse...

"Bom dia. O meu nome é Dr. Rato e estou aqui a convite do director do liceu D. Pitéu..."

"Ninguém o convidou, apenas levou o director Guarda ao limite e ele foi obrigado a deixa-lo falar com pelo menos uma turma para que deixasse de o chatear.", interrompeu o Storbot 5x5. Os storbots tinha uma codificação de mente poderosa que vinha equipada com um detector de mentiras infalível.

"Quem convidou quem não é o importante neste momento. Gostaria apenas de dizer que estou à procura de um assistente para o meu website, "O Website Estranho" e nada melhor que mentes jovens e inteligentes para o trabalho. Por isso vou deixar um panfleto no placard da entrada com informações para as candidaturas ao lugar. Quem estiver interessado já sabe. Alguma dúvida?", perguntou o Dr. Rato.

"Não há tempo para dúvidas. Acabou os três minutos. Por favor dirija-se à saída da sala.", disse o Storbot 5x5, que levava as médias de tempo muito a sério.

"Claro! Já sabem, entrada, placard, informações e candidaturas para o Website Estranho...", disse o Dr. já de saída da sala.

 

Mal o Dr. saiu, o Storbot 5x5 começou a escrever no quadro informações sobre a nova matéria, mas eu fiquei distraído com aquilo que estava a ver pela janela. O Dr. Rato estava a passar um aparelho pelas paredes do edifício com uma máquina estranha e sempre que aquilo apitava ele registava tudo num caderno. Era sem dúvida uma figura bizarra e não parecia bater bem da cabeça.

Voltei a minha atenção para as aulas e aguentei o dia todo sem adormecer. A Fitipa mal falou comigo o dia todo e parecia chateada, algo que preciso de averiguar e o Jaimi foi para os treinos. Segui caminho sem antes passar no tal panfleto do Dr. Rato que era tão bizarro quanto ele.

Decidi ir até ao CPU para navegar um pouco na net e a caminho vi uma mulher aos gritos a ser expulsa do SuperPitéu e parecia ser estrangeira porque não percebia uma palavra do que ela dizia. A discussão estava acessa entre ela e o segurança e eu fiquei sossegado do outro lado da rua a ver se aquilo acalmava porque o CPU era ao lado do SuperPitéu.

A mulher calou-se e sacou do bolso uma máquina estranha, apontou para a cara do segurança que voltou para dentro do supermercado como se nada se tivesse passado. Eu achei aquilo tudo muito estranho, mas ignorei porque podia ser um dos dispositivos inventados pela Mente & Coisas Co., a empresa mais importante cá da cidade que fabricada todo o tipo de tecnologias.

O dono da empresa, Fizvaldo Pitéu é o pai da minha musa, Madonna e um dos homens mais temidos e poderosos da cidade.

 

Finalmente cheguei ao CPU, tirei uma senha, fui para o computador e abri o meu blog na esperança que o meu bloqueio de escritor estivesse resolvido após ter visto tanta coisa estranha durante o dia. Escolhi que ia escrever sobre o Dr. Rato e a mulher que comandou a mente do segurança, uma espécie de paródia. 

Assim que coloquei as mãos no teclado senti uma mão no meu ombro direito e quando me virei vi a mulher que discutia com o segurança...

"Olá. Tudo bem?", disse ela.

Afinal sempre fala a minha língua, pensei...

"Olá. Sim, tudo e consigo?", disse um pouco a medo.

"Também. Queria apenas saber se viste alguma coisa lá fora, em frente aquela loja, assim, estranha, antes de entrares aqui.", disse ela.

Eu percebi o que ela queria saber e para a coisa não ir muito longe disse...

"Não. Não vi nada. Vinha distraído a mexer no meu telemóvel. Porquê?".

"Por nada. Apenas podias ter visto algo, diferente.", insistiu a mulher.

"Não, nada diferente. Sou muito trapalhão e distraído, não vejo nada quando ando na rua.", expliquei.

Sem responder a mulher virou costas e saiu do CPU. Claro que modificou logo a minha ideia de escrever sobre o que vi e fez-me pensar se o que vi afinal foi algo de suspeito...

Estava com tantas coisas na cabeça que resolvi esquecer o assunto, pelo menos por enquanto, escrever no blog sobre o Dr. Rato e regressar ao orfanato.

Assim que cheguei fui tomar banho e pedi dispensa do jantar na sala comum e jantei na secretária do quarto alegando que tinha muito para estudar. Comi e fui para um dos meus locais favoritos do orfanato, o telhado, porque é um local sossegado onde tenho acesso a um céu estrelado e a um silêncio impagável. 

 

Lá pensei no dia que tinha passado, no porquê da Fitipa não me falar, a introdução da aula de história com aquele Dr. e naquela mulher que me fez sentir ameaçado.

Bom começo para quem queria um ano lectivo calmo...

 

 

CAPÍTULO III

 

O ÓRFÃO.jpg

 

 (Esta é a nova série aqui do blog, é um spin-off d'O Sítio sobre a personagem Barry e aqui está o segundo capítulo, uma introdução. Espero que gostem. Um capítulo novo todas as semanas.) 

O ÓRFÃO . CAPÍTULO I

Bem-vindos ao primeiro capítulo da nova série aqui do blog, "O Órfão", uma espécie de introdução. Espero que gostem!

 

I

 

 

"Bem-vindos a Pitéu! Com uns quantos habitantes e agora TU!"

...é a primeira coisa que se vê quando entramos na minha cidade, Pitéu. Como tal indica ainda somos uns quantos habitantes, mas eu já não faço parte de tal comunidade.
Estou neste momento de viagem para um sítio novo, numa missão para encontrar o meu patrão e como nunca sei o que o desconhecido me prepara, decidi ler o diário da minha história, que se começou a "escrever" há um ano atrás...

 

 

Há um ano atrás...

Oi? Olá?! Ya, eu sou o Bartolomeu, Bartolomeu Querido, mas Barry é como gosto que me tratem.

Vivo no orfanato "Leve 2 Pague 1" desde que me lembro de ser gente e sempre passei despercebido, tão despercebido que nunca ninguém me quis adoptar e eu passei por diversas casas de acolhimento.

Nunca me hei-de esquecer dos Sr. e Sra. Galdino que me queriam alimentar apenas com sementes até perceberem que adoptaram uma criança e não uma galinha ou os Donuts, a família, não os bolos, que se esqueciam de mim cada vez que íamos comprar pacotes de açúcar pequeninos a uns amigos estranhos deles. Nunca tive muita sorte nisso da família e agora vejo-me com 16 anos, a viver num orfanato que oferece melhores promoções que o SuperPitéu, o supermercado mais agitado da cidade.

Hoje é o último dia das férias de Verão e eu estava desejoso por voltar às aulas. A minha escola, Liceu D. Pitéu, era muito moderna, os professores foram substituídos por robots, ou como nós os chamamos Storbots, tinha um bom grupo de amigos, considerava-me um rapaz popular e posso dizer que as aulas eram do outro mundo. 

Mesmo com isto tudo na minha vida sempre senti que não pertencia a esta era de mega tecnologias e a esta cidade, onde muitos dos seus habitantes tinham problemas com os meninos do orfanato.

 

Falando tudo isto a cidade de Pitéu parece um bom local para viver, mas uma crise tinha acabado de chegar à cidade e por isso mesmo muitos dos negócios locais tiveram de fazer parcerias e dividir o espaço comercial para conseguirem continuar em funcionamento.

A cantina do liceu era um desses negócios que ficou afectado com a crise e teve de se unir ao clube de strip "O Varão", logo de dia funcionava como cantina e alimentava os alunos do liceu e há noite era um clube de strip. Para comemorar a parceria mudaram o nome do estabelecimento para ser mais facilmente reconhecido, chama-se agora "O Varão Saudável".

Os negócios que mais sofreram foram o Café Virtual, onde íamos para usar os computadores e tablets para socializar uns com os outros, o Centro de Depilação e a Frutaria, que tiveram de se juntar os três e agora o estabelecimento chama-se "C.P.U."(Cera, Portáteis e Uvas). Sou cliente assíduo do C.P.U. e eles conseguem safar-se com um bom esquema, aquecem a cera nos cpu dos computadores e muita gente aproveita um snack saudável enquanto navega na internet.

Mas mais para a frente falarei sobre outros detalhes desta minha cidade.

 

Eu tenho dois amigos que não trocava por nada deste mundo, o Jaimi Hernandi e a Fitipa Gorda. O Jaimi vivia comigo no orfanato e foi abandonado pelos pais aos cinco anos de idade porque não conseguia controlar o vício de cheirar o dedo grande do pé, algo que hoje em dia está bastante controlado e a Fitipa conheço desde a escola primária, a pobre coitada tem um pai que é vesgo e quando a foi registar em vez de Filipa, escreveu Fitipa, mas ela compensa essa "falha" com os seus conhecimentos de hacker activista. A sua última proeza foi entrar no site dos produtores de bombocas de mentol e conseguir que entregassem um carregamento antes da data prevista no SuperPitéu.

Somos boa gente e na escola todos nos conhecem, o escritor, o desportista e a hacker. Sim, considero-me um escritor, pois tenho um blog onde posto diariamente chamado "O Órfão" e escrevo sobre as pessoas da cidade, novidades, textos e poemas.

Ainda hoje escrevi um pequeno poema para colocar on-line...

 

Chatos

"Mesmo sabendo para onde olhas

A minha alma a ti te quer impressionar

E mesmo com todas aquelas molhas

O guarda-chuva continuo a guardar

 

Os teus olhos olham para o além

Perseguindo todos os matos

Mas na esperança de um amém

Rezo para não ter chatos"

 

Ainda sou um pouco amador e como devem ter reparado, um apaixonado. Sou apaixonado pela Madonna Pitéu, neta do fundador desta cidade, com nome inspirado numa deusa da música que teima em não morrer e de pele lisa, sem entulhos nos poros. Ela anda na minha turma e namora com o Diana, o jogador número um de pinball lá da equipa da escola, um bom rapaz. Mesmo sabendo que não tenho hipóteses com ela, sonho com ela todos os dias, onde estou semi-nu, deitado num prado verde a recitar os meus poemas com um guitarlele.

 

Bem, mais vale apressar-me porque hoje há jantar de despedida das férias e amanhã é dia de aulas. Só peço para não levar com brilhantes no arroz, porque depois de três meses onde o clube de strip funcionou mais do que a cantina, surpresas serão encontradas no menu...

 

 

CAPÍTULO II

O ÓRFÃO.jpg

 

 (Esta é a nova série aqui do blog, é um spin-off d'O Sítio sobre a personagem Barry e aqui está o primeiro capítulo, uma introdução. Espero que gostem. Um capítulo novo todas as semanas.) 

O Sítio . Capítulo XX

CAPÍTULO XX

 

Este capítulo será o último que irei colocar aqui no blog, porque "O Sítio" irá seguir um caminho diferente, irá sair em livro no final do próximo ano. A mesma história, mais detalhes e mais mistérios. Espero que tenham gostado destes vinte capítulos e desta história que não irá acabar aqui.

Para que este meu cantinho não fique sem um pouco de ficção, irei apresentar na próxima semana a nova série que irá fazer parte dos posts semanais. Sem mais demoras, apresento então o último capítulo d'O Sítio, aqui no blog.

 

 

CAPÍTULO, O VIGÉSIMO

 

 

 

A Ema, o Vasco e o Hugo já tinham terminado uma lista gigante de possíveis suspeitos, o Barry trouxe o manuscrito com alguns documentos para tentarmos descobrir o código da cria e eu e o Tobias tínhamos a ideia de um plano para invadir a O.P.I.M..

Por isso parece mesmo que este nosso grupo de amadores, ou S.A.I.D.A.S. como diz o Hugo, vai mesmo cometer suicídio conjunto.

 

Podíamos ter um plano e as coisas pareciam estar a andar para a frente, mas eu estava nervosa. No fundo não passávamos de um bando de adolescentes a tentar invadir uma base secreta de uma organização de força quase militar. 

Mesmo com tudo isto o meu nervosismo estava também ligado ao beijo que o Tobias me deu. Ele fez tanta porcaria nos últimos tempos e deixou-me de pé atrás com isto tudo, que fará se eu misturar sentimentos mais íntimos... Preciso de o tirar da cabeça.

"Jessyca, concordas?", perguntou o Hugo.

"Ah? Não estava a ouvir, desculpa. Concordo com o quê?", perguntei.

"Antes de irmos ao ataque da O.P.I.M. devíamos ir dar uma volta pelo Sítio para tentar identificar outros que tenham a tatuagem de ovo rachado, para diminuir a nossa lista. Dividimo-nos em três grupos de dois e procurávamos em diferentes locais onde a malta da nossa idade se encontra.", explicou o Hugo.

"Boa ideia, sim. Mas não podemos adiar muito o assalto à O.P.I.M.", disse.

"Vamos agora durante o dia procurar potenciais jovens com as tatuagens de ovo rachado e vamos depois do jantar para a O.P.I.M. porque durante a noite não tem tantos agentes e conseguimos fugir melhor. Se nos conseguirmos safar pensamos em decifrar os códigos da cria com a ajuda de quem mais interessa aqui, o Rato e a Maionese", disse o Tobias.

"Concordo! Excelente ideia. Vamos então sair e procurar possíveis não-crias.", disse.

"Ou sortudos!", rematou o Barry.

 

Fizemos três grupos de dois com papéis retirados de uma tigela e nem de propósito fiquei com o Tobias para ir para o parque, o Barry ficou com o Hugo e foram para o café do Xavier e o Vasco com a Ema que ficaram com a biblioteca e sala de estudo.

No parque estavam vários grupos e como ainda estava tempo quente, vestiam pouca roupa, logo podíamos ver bem o pulso de cada um. Levei um bloco de notas e fui apontando os nomes para depois retirar da lista.

  • Gaspar Costelo
  • Branca Fisga
  • Edgar Ganso
  • Tatiana Tavira
  • Miguel Ião
  • Viviana Guarda

Cerca de dez pessoas não tinham tatuagem nenhuma, logo entravam na lista de possíveis crias. Mais à frente no parque reparei que um palco estava montado com um cartaz que anunciava o concerto dos Pingos Soltos, que estavam nesse preciso momento a fazer o sound-check.

Decidimos sentar-nos um pouco e apenas ficamos calados a ouvir a música "Levitar um Porco no Churrasco", uma balada da banda...

 

"Às vezes não sei o que te dizer

Às vezes só fico apenas a olhar

Porque mesmo sentindo demais

Preciso deixar-te ir

 

Eu não sei como te prender

Eu não sei se tu vais ficar

Eu só sei que tu não vais ver

Quando eu levitar um porco no churrasco

No churraaasco, no churraaaasco..."

 

De repente o Tobias olha para mim e eu sabia que ia ser um pouco impossível não falar sobre o que nos aconteceu...

"Tu estás chateada comigo?", perguntou.

"Não. Apenas fiquei um pouco em choque e sinceramente preferia não falar do que aconteceu.", disse.

"Quando podemos falar?", perguntou o Tobias.

"Quando isto tudo estiver resolvido. Porque nós precisamos de estar focados no assalto à O.P.I.M..", disse.

"Combinado. Devíamos ir ter com os outros porque esta música está a fazer-me sangrar dos ouvidos.", disse o Tobias.

Fiquei desagradada com aquela afirmação porque eu adorava esta música, mas ele é estranho e eu não quero pensar nos gostos dele ou nele no geral.

 

Fomos ter com os outros à garagem e em conjunto conseguimos quarenta e seis nomes de pessoas com a tatuagem de ovo rachado que provavelmente nem sabiam porque tinham tal desenho no pulso.

"A Carolina Banana estava de camisola de manga comprida e não conseguimos ver se tinha tatuagem. Ainda lhe perguntamos as horas, mas ela nem respondeu.", disse o Hugo.

"Mas ela supostamente foi raptada. Se fosse a cria a Princesa Maionese tinha descoberto, parado com a busca e não tínhamos ido tão longe.", disse o Tobias.

"Então porque raio estava toda tapada num dia em que estão 39º?", perguntei.

"Não podemos agora perder tempo com isso. Temos de nos preparar para o assalto.", disse a Ema e com razão.

 

Vestimos roupas pretas, preparamos lanternas, o Tobias foi para a O.P.I.M. e ficou combinado que às 21h ele desligava a electricidade e lançava uma granada de fumo na sala principal para ser criada uma emergência que destrancasse a porta das traseiras e fizesse com que todos os agentes fossem para a sala. Tínhamos até às 21h03 para entrar, seguir para as salas de detenção, colocar o código "4391" na porta das celas, retirar a Princesa Maionese e o Dr. Rato e sair pela porta das traseiras.

Estava tudo pronto, eram 20h50 e estávamos à espera do sinal do Tobias...

"Desde que quase matei a minha avó quando me assumi gay que não tinha tanta adrenalina no meu corpo.", sussurrou o Hugo.

"Hugo, não é o momento apropriado.", disse a Ema.

"Calem-se, está quase na hora.", disse.

Mal acabei de falar recebo uma mensagem do Tobias para irmos para a porta das traseiras e assim que lá chegamos ouvimos uma sirene e as portas destrancaram-se automaticamente.

Entramos a correr e ainda vimos um último agente a dirigir-se para a sala principal. Continuamos caminho e a Ema abriu a porta que dava acesso ao túnel das celas.

Chegamos à primeira cela e com o código que o Tobias nos deu abrimos a porta e para surpresa nossa, estava vazia. Seguimos para a outra cela que vazia estava. Não percebemos o que se estava a passar e o Tobias entretanto já se tinha reunido connosco para nos ajudar por isso decidimos entrar numa das celas para procurar por pistas. Assim que entramos todos, uma porta de vidro cai e forma uma barreira nas nossas traseiras.

Tentamos sair de todas as maneiras, mas nada. Ouvimos um barulho e de repente um vulto aproxima-se da porta de vidro... era o Capitão Douradinho Tio Viagem.

"Que grupinho que eu aqui tenho e que desilusão ver que te juntaste aos fracos, Tobias.", disse o Capitão.

"Tira-nos daqui! Nós só viemos salvar o Dr. Rato e a Princesa Maionese que tu ilegalmente prendeste!", respondeu o Tobias.

"Eles são uma ameaça para nós, humanos.", disse o Capitão.

"Vocês querem encontrar a cria para a usar como uma arma!", disse.

"Sim! E nós até temos uma lista de suspeitos que nunca iremos entregar. São cerca de cento e tal pessoas, mas nós vamos conseguir diminui-la porque há certas pessoas aqui na população do Sítio que até podem parecer aliens por certas atitudes, como o Joaquim da Ramada que anda a recolher assinaturas para poder casar com uma boca de incêndio, mas ...", disse o Hugo quando o interrompi, porque ele quando fica nervoso, perde o filtro e a inteligência.

"Uma lista de cento e tal? Ena, tantos. Pois, eu também tenho a minha lista e é bem mais pequena.", disse o Capitão.

"Tem?! Como? Quem está nessa lista?", perguntei.

"Boa pergunta Jessyca! Eu não tinha essa lista até agora. Mas a partir do momento em que esta porta de vidro se fechou e vocês ficaram aí dentro, a minha lista tem agora apenas seis suspeitos. Porque ambas as celas foram programadas para reconhecer os traços genéticos da cria e assim que ela coloca-se um pé aí dentro, automaticamente a cela fechava-se.", explicou o Capitão.

"Está a querer dizer?...", disse.

O Capitão fez uma pausa, olhou para mim e disse...

 

"Sim Jessyca, um de vocês é a cria!"

 

 

E este é o fim da série "O Sítio" aqui no blog! A história completa com mais detalhes, mas mistérios e a revelação da verdadeira identidade da cria irão ser divulgados em livro, que irá ser lançado daqui a um ano.

A nova série que irá substituir "O Sítio", irá ser um spin-off sobre uma das suas personagens que será apresentado na próxima semana. Espero que tenham gostado!

 

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O Sítio . Capítulo XIX

CAPÍTULO XVIII

 

 Este capítulo é especial por um motivo, será dividido em três partes e não serão narradas pela Jessyca, cada uma delas será narrada por três personagens diferentes. Esta escolha terá muito mais lógica lá para a frente. Espero que gostem.

 

 

CAPÍTULO, O DÉCIMO NONO

(Capítulo Especial)

 

 

"Boa. Faz isso! Já chega, temos de tentar decifrar os códigos e fazer um plano definitivo para entrar na O.P.I.M.. Ema, Hugo e Vasco, vocês vão fazer uma lista de possíveis suspeitos de serem a cria, jovens entre os 17 anos, Barry, vai buscar o manuscrito e o Tobias e eu ficamos a fazer um plano de entrada na O.P.I.M..", disse a Jessyca.

 

 

BARRY

 

Afastei-me da casa da Jessyca e ia à casa que tinha alugado no AirSóB buscar o manuscrito, pois tinha trazido vários materiais de pesquisa que eram do Dr. Rato e acho que até poderiam ajudar nesta busca.

Eu já sabia há algum tempo que o Dr. Rato tinha tido uma paixão com a Princesa Maionese e que andavam ambos, em separado, à procura da sua cria e que o primeiro passo que ele queria tomar era encontrar o filho ou filha que ambos tinham em conjunto. Mesmo assim não me recordo de quando ele me fez a tatuagem, mas acredito que o tenha feito para me proteger de possíveis ataques do O.P.I.M..

Ele é como um pai para mim, visto que sou órfão e estive até aos 16 anos num orfanato, antes do Dr. me dar trabalho e um tecto. Todas as pessoas lá da cidade pensam que ele é maluco, eu acho-o genial e vou fazer de tudo para o encontrar.

 

Cheguei a casa e andava à procura do manuscrito...

"Onde é que eu o meti?", falava eu comigo mesmo, algo que penso que o Dr. passou para mim. Trouxe uma mala cheia de documentos, diários e notebooks.

"Encontrei!", gritei assim que pus a mão ao diário que tinha o manuscrito e suas anotações, pois o manuscrito estava escrito em xhosa, uma língua da África do Sul, para protecção de dados. Eu aprendi um pouco de xhosa, mas não o suficiente para uma tradução sem apoio das anotações.

Toc, Toc, Toc... tocaram à porta. Estranho, porque não dei a minha morada a ninguém e devia ser apenas a senhoria da casa a querer saber se estava tudo bem. Arrumei os documentos, guardei o diário e abri a porta... era um homem alto acompanhado por outro vestido com farda da polícia.

"Boa tarde jovem, o meu nome é Capitão Viagem e trabalho para a polícia local. Soube que é novo na cidade e queria dar-lhe as boas vindas e fazer algumas perguntas de rotina. Algo que costumamos fazer com visitantes, turistas, estrangeiros no geral. Podemos entrar?", perguntou.

"Eu estava de saída e com alguma pressa, mas posso ir à Estação de Polícia para falar convosco assim que estiver livre. Pode ser ainda hoje.", respondi. Eu sabia que o nome dele não me era estranho e lembrei-me do nome do chefe do O.P.I.M., Capitão Douradinho Tio Viagem, não podia ser coincidência.

"Insistia que fosse agora. É rápido.", insistiu o Capitão.

"Peço desculpa, tenho mesmo de ir. Com licença.", disse, fechando a porta. Apanhei o máximo de documentos importantes e material do Dr. para uma mochila ou tudo o que pudesse denuncia-lo pois sabia que não poderia voltar cá e que assim que saísse, o O.P.I.M. ia invadir a casa. Saí a correr em direcção à casa da Jessyca após recolha dos documentos. Fiz alguns desvios porque não queria ser seguido.

 

Assim que cheguei a casa da Jessyca, percebi que tinha sido o primeiro a despachar-me na minha tarefa, pois a Ema, o Hugo e o Vasco ainda não tinham acabado de terminar a lista sobre os sujeitos que poderiam ser a cria e a Jessyca e o Tobias estavam lá em cima a discutir planos. Começava a sentir algo pela Jessyca, mas talvez com o Tobias por perto eu estivesse em desvantagem. Então fiquei ali numa mesa à parte da garagem a analisar o manuscrito e tentar pôr tudo em ordem para quando nos juntássemos todos.

 

 

HUGO

 

A tarefa que a Jessyca deu a mim, ao Vasco e à Ema, não era assim tão fácil quanto parecia. Como eu já vivo aqui neste buraco há 17 anos, eu teria de fazer a maior parte do trabalho onde o Vasco inspirava-me a pensar e a Ema apenas dava comigo em doido com a mania do controlo.

"Hugo, faz por ordem de idades! Primeiro os que tem 17 anos e depois os que fizeram 18 anos à menos de 2 meses. Tem mais lógica assim. E não esqueças de nos adicionar.", gritava a Ema, sim, porque ninguém fazia a bicha histérica ladrar mais baixo.

"Ema, querida, sossega sim! Não interessa as idades por ordem, porque nós nem sabemos a data de nascimento do ET e recuso-me a acreditar que os meus pais me adoptaram.", disse.

"Eu não me recuso a acreditar, ó desastre. Porque para que conste, eu fui criada numa sede de uma organização de terroristas que querem lutar com E.T's, por isso nada me espanta se eu for filha de uma Princesa Maionese e um Dr. que nem diploma deve ter com um website ilegal chamado Website Estranho. Eu adoro ketchup, tudo é possível.", disse a Ema.

"Sim, com sorte és tu. Já te imagino com uma palhinha na cabeça, que te irá crescer nesse mar de óleo a que chamas cabelo assim que vires a mamã ET e o papá Doutor juntos.", disse com o meu tom de sempre, sarcástico.

 

"Podem parar os dois?! Isto é ridículo. Vamos tentar pôr o nome de todos os jovens de 17 e 18 anos que não tem tatuagem e ponto. Temos de levar isto a sério.", disse o Vasco.

Eu concordei porque não conseguia dizer não àquela cara linda. Desde o Malaquias, o meu ex e primo em quarto grau, que não me apaixonava por ninguém e o Vasco conquistou-me rápido. Não sabia onde a nossa relação ia ter e como iria fazer se ele tivesse de ir embora, mas gosto tanto dele.

Tenho saudades da normalidade e de quando podia falar com a Jessyca sobre os meus devaneios amorosos. Não conseguia aceitar a ideia de ser um ET, ou o Vasco... Precisamos resolver isto.

 

Peguei numa caneta e comecei a escrever os nomes dos meus colegas de turma e tentei preencher o máximo possível com outros de outras turmas e pessoas que mesmo com 17 e 18 anos já não andavam na escola. Eram cerca de 200 nomes. Seria algo estranho andar a pedir a todos para ver o pulso em busca de tatuagem de ovo rachado ou completo. E perguntar estava um pouco fora de questão.

"E se a cria é alguém que esteve cá, mas já cá não está. O tempo não para só porque andamos nesta missão.", questionou o Vasco.

"Tens razão, mas temos de jogar com as cartas que temos.", disse a Ema.

Entretanto ouvimos a porta da garagem a abrir e era o Barry, que penso que está com um fraquinho pela Jessyca, mas a Jessyca tem uma crush enorme pelo Tobias, que penso que sente o mesmo mas comporta-se como um atrasado mental. Um triângulo amoroso em tempo de guerra, parece o Pearl Harbor dos tempos modernos. Adoro!

Demos uma última vista de olhos na lista e fomos ter com o Barry para ver o manuscrito enquanto o Tobias e a Ema estavam lá em cima a discutir os planos, ou a fazer outras coisas, sabe-se lá.

 

 

TOBIAS

 

Eu não tinha ideia de como ia meter este grupo de amadores dentro da organização super protegida do meu pai, mas ao menos comigo tinham melhores hipóteses e podia estar perto da Jessyca.

Nunca fui uma pessoa de sentimentos e tentei sempre evitar apaixonar-me porque queria ser como o meu pai um dia e focar-me na carreira militar. Até isso me estava a incomodar. Eu achava que o O.P.I.M. era uma organização do bem e que estávamos a proteger a população, mas afinal não, apenas parecem interessados em poder.

"Estás a prestar atenção ao que estou a dizer?!", disse a Jessyca.

"Sim, estou. Estavas a dizer?", perguntei.

"Eu acho que talvez haja uma boa oportunidade de entrarmos pela portas das traseiras, a da emergência.", disse a Jessyca.

"Como?!", perguntei um pouco confuso.

 

"Causando uma emergência claro. Tu tens de causar uma emergência! Nos documentos da O.P.I.M. diz que quando há uma emergência seguida de uma falha de energia o gerador demora cerca de 3 minutos a ligar.", explicou a Jessyca.

"Ok. Então tu queres que eu crie uma emergência e desligue a energia de uma base enorme, de preferência uma que chame os guardas para a Sala Principal. A energia fica em baixo por 3 minutos, vocês os quatro entram pela porta de emergência, libertam a Princesa e o Dr. Rato e saem todos pela mesma porta. Tudo em menos de 3 minutos?", perguntei.

"Sim. Nem mais! Que achas? Achas possível?", perguntou a Jessyca.

"Não acho impossível e isso já é alguma coisa. Precisamos estudar bem o plano e os timings e principalmente que emergência será essa.", respondi.

A cara da Jessyca mudou. Estava a sorrir e eu adorava aquele sorriso e todo aquele positivismo. Estávamos a trocar olhares, contentes com o nosso pré-plano e eu não resisti... beijei-a.

 

Foram apenas alguns segundos, mas foi como se de repente nada se passasse, não houvesses crias, nem Princesas, nem ET's, nada.

"Porque fizeste isto?", sussurrou a Jessyca.

"Desculpa, sei que não devia. Fiquei contente com o nosso plano e deixei-me levar. Desculpa.", expliquei, de certa maneira mentindo. Eu queria fazer aquilo, queria beija-la há muito tempo.

"Tudo bem. Acho que devíamos ir, devem estar todos à nossa espera.", disse a Jessyca com uma cara atordoada...

Saímos do quarto e fomos em direcção à garagem. Lá já estavam todos à nossa espera.

A Ema, o Vasco e o Hugo já tinham terminado uma lista gigante de possíveis suspeitos, o Barry trouxe o manuscrito com alguns documentos para tentarmos descobrir o código da cria e eu e Jessyca tínhamos a ideia de um plano para invadir a O.P.I.M..

Por isso parece mesmo que este grupo de amadores, ou S.A.I.D.A.S. como diz o Hugo, vai mesmo cometer suicídio conjunto.

  

 

CAPÍTULO XX

 

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(Esta é uma série que já faz parte do blog d'A Hipster Chique há algum tempo e aqui está o décimo nono capítulo. Link dos restantes capítulos no inicio.)

O Sítio . Capítulo XVIII

CAPÍTULO XVII

 

 

CAPÍTULO, O DÉCIMO OITAVO

 

 

 

A resposta do Tobias foi algo que não estávamos à espera...

"O bilhete diz, "EU LEMBRO-ME"."

 

O Dr. Rato sabia que era o Príncipe e provavelmente usava o Website Estranho para conseguir informações sobre onde a cria e a Princesa Maionese estavam e as peças do puzzle começavam a encaixar-se.

"Temos de organizar a informação sobre o que sabemos.", disse.

"Tens razão, vamos fazer uma lista...", concordou o Tobias.

"Vamos dar-lhe o nome de "Projecto da S.A.I.D.A.S"!", gritou o Hugo.

"Porquê SAIDAS?", perguntou o Tobias confuso.

"SAIDAS é o nome do nosso grupo desde que saímos do O.P.I.M.. Quer dizer, Somos A Irmandade Do Amável Sítio.", explicou o Hugo.

"Humm, tens a certeza que tu não és a cria? Com tanta ideia do outro mundo.", disse o Tobias com uma gargalhada.

Ninguém achou piada mas o Tobias não deixava de ter razão, a cria podia ser qualquer um de nós neste momento. Com tanta coisa mirabolante, não duvidava se a cria fosse uma galinha.

"Já chega. Vamos fazer a lista...", disse a Ema.

 

 

Projecto da S.A.I.D.A.S.

 

  • O Dr. Rato é o Príncipe (João Hérnia) e sabe disso
  • Através do Website Estranho ele tirava informações sobre a cria e a Princesa Maionese
  • Quem tiver tatuagem de ovo rachado não é a cria
  • Quem tiver tatuagem de ovo inteiro é a cria
  • A Princesa Maionese e o Dr. Rato estão prisioneiros na base do O.P.I.M.
  • O Barry é assistente do Dr. Rato

 

"Alguém tem de falar com o Barry. Ele pode ser um bom aliado.", disse o Vasco.

"Como assim? Apenas sabemos que ele é o assistente do Dr. Rato, não sabemos as suas intenções.", disse o Tobias.

"Eu vou mandar-lhe mensagem para marcar um encontro e tento falar com ele sem lhe dar muitas informações.", disse.

"Não acho isso boa ideia. E se fores vai com alguém.", disse o Tobias.

"Que bom que não mandas.", respondi.

E por ali ficou a nossa conversa. Eu ainda estava um pouco de pé atrás com o Tobias e não conseguia reagir normal. Afastei-me do grupo e mandei mensagem ao Barry...

 

Para: Barry

"Olá Barry. Preciso de falar contigo com urgência. Achas que nos podemos encontrar no café do Xavier?"

 

Esperei por uma resposta e fui pensando no que devia dizer-lhe, porque em parte o Tobias tinha razão, não podíamos confiar assim cegamente no Barry e contar-lhe todos os nossos planos. Pensei que talvez a intenção dele fosse apenas tentar encontrar o patrão, mas tinha de esperar para saber e decidi que iria ser frontal e directa. Recebi uma mensagem...

 

De: Barry

"Olá Jess. Claro que sim. Daqui a dez minutos no café do Xavier. Até já."

 

Assim que vi a resposta anunciei ao grupo que ia ter com o Barry para falar com ele...

"Devias ir com alguém.", insistia o Tobias.

"Não preciso. É num café público e se ele me quisesse fazer mal, já tinha feito.", disse eu confiante.

"Pronto, tu é que sabes.", respondeu o Tobias desagradado com a minha atitude.

Confirmei a quantidade de informação que ia trocar com o Barry com o grupo e fui embora. A caminho do café do Xavier vi a Carolina Banana a falar com um rapaz que não me era estranho e ela estava a discutir com ele de forma violenta. A vaca era histérica, por isso não dava para perceber ao certo a sua intenção. Decidi ignorar e continuar caminho.

Quando cheguei ao Xavier, o Barry já lá estava sentado e fez-me sinal com a mão. Fui pedir uma garrafa de água ao bar e dirigi-me para a mesa.

"Olá Jess. Fiquei surpreso com a tua mensagem e um pouco preocupado com a tua urgência em falar comigo. Que se passa?", perguntou o Barry.

"Olá Barry... Queria falar contigo sobre o Dr. Rato, Dr. Camões Rato. Sei que és assistente dele.", disse sem ter noção da rapidez com que falei e talvez devesse ter sido menos directa.

 

"Bem, não estava à espera dessa tua frontalidade, mas penso que devo reagir como tal. Como sabes que sou assistente dele? Eu vim procura-lo, porque sei que ele veio cá em missão.", disse o Barry.

"Fui eu que o chamei cá. Como descobri não é agora importante. Eu chamei-o cá porque uma tal de Princesa Maionese ameaçou o Sítio com maldições e acontecimentos estranhos estavam a suceder-se. O Hugo encontrou o Website Estranho e o Dr. Rato falou-nos sobre uma lenda da Princesa Maionese e que queria vir cá para saber mais e fazer uma melhor investigação.", expliquei o melhor que consegui.

"Se foste tu que o chamas-te, deves saber onde ele anda, certo?", perguntou o Barry.

"Sei. Mas não sei se te posso contar.", respondi.

"Como assim? Eu só quero saber onde ele está. Ele é como uma pai para mim e eu já trabalho com ele neste negócio há 2 anos. Já percebi que sabes mais do que contas e podes confiar em mim. Só quero mesmo saber onde ele está. Ele deixou de me responder e nunca ficou tanto tempo em blackout comigo.", disse o Barry.

Eu acreditei nele e queria contar-lhe mais, ele pareceu genuinamente preocupado com o Dr. Rato e talvez com mais informação poderíamos ter uma conversa mais esclarecedora. 

Contei-lhe tudo o que se estava a passar, mesmo ele sabendo já de algumas coisas, desde o quadro a arder, ao jogo fulminante dos Galetas, o O.P.I.M., a prisão do Dr. Rato e da Princesa Maionese, o significado das tatuagens, o facto do Dr. Rato lembrar-se que era o Príncipe, do nosso novo grupo S.A.I.D.A.S e até dos planos para entrar na base do O.P.I.M. e libertar os prisioneiros.

O Barry precisou de uns momentos para reflectir e após muitas caras de choque reagiu...

"Está bem. Eu quero ajudar! Conheço o Dr. Rato e sei informações que vocês não tem acesso. Leva-me ao grupo e eu ajudo.", disse.

Eu concordei e saímos do café do Xavier em direcção à minha casa.

 

Quando chegamos estavam todos sentados na garagem à espera...

"Decidi contar ao Barry tudo o que se anda a passar e ele veio ajudar-nos.", disse.

"E como sabes que podemos confiar nele?", perguntou o Tobias.

"Podem confiar em mim. Eu só quero encontrar o Dr. Rato são e salvo. E posso ajudar, sei coisas que vocês não sabem.", respondeu o Barry.

"Tais como?", perguntou o Tobias.

"Tais como eu vos poder dar a certeza de quem é o Dr. Rato. O seu nome verdadeiro é mesmo João Hérnia, ou Príncipe Vago e que a história da Princesa Maionese não é lenda, é verdade e assim que ele saiu da Via do Leite Achocolatado, o encantamento que o Rei fez para lhe tirar a memória desapareceu, mas ele nunca conseguiu lá voltar. Acabou aqui na Terra e desde então criou o Website Estranho e tem andado numa missão para encontrar a Princesa e a cria que tem em conjunto. Eu ajudo-o há dois anos e sei que todas as vezes que ele foi em missão porque havia uma pista da Princesa, ele nunca conseguia nada, até vir ao Sítio.", explicou o Barry.

"Ele já esteve perto de encontrar a cria?", perguntou o Hugo.

"Não, nem ele nem a sua concorrência, o O.P.I.M..", disse o Barry.

O nome chamou-nos à atenção e o Barry contou-nos que desde que o Dr. Rato começou a sua demanda na procura da Princesa e da cria que o O.P.I.M. tenta seguir os seus rastos para encontrar a cria em primeiro.

Tínhamos mais informações, mas uma pergunta a vaguear...

"Mas afinal o que tem a cria assim tão de especial para todos a quererem encontrar o mais rápido possível?", perguntei.

"A cria não sabe que é um alien e é um bem poderoso e quem a encontrar primeiro e tiver acesso a uma consola da verdade pura pode configurar a sua personalidade com um de dois códigos que estão presentes no manuscrito original que conta a lenda. Um dos códigos serve para configurar a personalidade de forma normal e apenas dar-lhe acesso a traços aliens, como super inteligência e força física, outro dos códigos permite configura-la como uma arma, um ser malvado com poderes sobrenaturais e com capacidades letais", respondeu o Barry.

"E o O.P.I.M. tem uma consola da verdade pura, qual o código que quer usar?", perguntou o Tobias.

"Acho que sabes a resposta a essa pergunta.", respondeu o Barry enquanto ambos trocavam olhares.

 

Ficamos assustados e em estado de choque com este desenvolvimento mas tínhamos de agir.

"Como temos acesso aos códigos?", perguntou o Vasco.

"Eu posso arranjar uma cópia do manuscrito original. Mas o Dr. Rato nunca foi capaz de o resolver. Mas podemos tentar.", respondeu o Barry.

"Boa. Faz isso! Já chega, temos de tentar decifrar os códigos e fazer um plano definitivo para entrar na O.P.I.M.. Ema, Hugo e Vasco, vocês vão fazer uma lista de possíveis suspeitos de serem a cria, jovens entre os 17 anos, Barry, vai buscar o manuscrito e o Tobias e eu ficamos a fazer um plano de entrada na O.P.I.M..", disse.

 

Não sei bem o que estávamos a fazer, mas tínhamos de fazer algo. Eu só queria a minha vida normal e calma aqui no Sítio.

 

CAPÍTULO XIX

 

(P.S. Foi uma grande pausa sem escrever O Sítio, mas estou de volta e esta semana sairá na quinta-feira um capítulo especial!)

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(Esta é uma série que já faz parte do blog d'A Hipster Chique há algum tempo e aqui está o décimo oitavo capítulo. Link dos restantes capítulos no inicio.)

O Sítio . Capítulo XVII

CAPÍTULO XVI

 

 

CAPÍTULO, O DÉCIMO SÉTIMO

 

 

Não podia ser coincidência. Ambos tinham a mesma tatuagem no pulso e não se lembravam onde tinham feito e o que significava... Seria algo relacionado com a Princesa Maionese? Será que o Barry está ligado a esta confusão toda?

 

Mesmo não parando de pensar na situação das tatuagens tinha de me focar na nossa entrada clandestina na O.P.I.M. e mesmo não confiando a 100% no Tobias, ele era a nossa única hipótese de sucesso. Já íamos em longa noite de planos e discussões, já tínhamos o mapa mas para entrar lá seria preciso muito mais do que reconhecimento do local.

"Tive uma ideia!", disse o Tobias.

"Conta.", disse.

"Eu ainda tenho poder lá dentro e antes de qualquer coisa penso que devia tentar falar com os prisioneiros em questão e saber também como nos podem ajudar. Afinal estamos a falar de um alien e de um ser humano que estudou aliens a vida toda.", explicou o Tobias.

"E que provavelmente fez mais que os estudar, certo?! Certo?", disse o Hugo rindo-se sozinho...

"Tudo bem. Mas houve confirmação da verdadeira identidade do Dr. Rato?", perguntou o Vasco.

"Sim. Segundo as informações que conseguimos recolher sobre a cria e os dados fornecidos na nave da Princesa Maionese, concluímos que o Dr. Rato é na verdade o Príncipe das histórias, João Hérnia, ou seja, o pai da cria.", disse o Tobias.

"O que planeiam fazer com essa informação? A O.P.I.M. não levava isto a fundo se não tivesse um plano por detrás.", perguntou a Ema.

"Tens razão, há um plano. O pai quer ter acesso a todas as informações possíveis sobre a cria. A ideia seria encontra-la antes da Princesa, agora o porquê, nem ele me diz.", disse o Tobias.

Continuamos a falar do plano do Tobias, que até era bom, mas porque iria querer o Capitão Douradinho Tio Viagem ter acesso à cria antes da Princesa? Bem, uma pergunta de cada vez...

Acabamos a reunião e o Tobias voltou para a O.P.I.M. e no dia seguinte depois das aulas tínhamos combinado uma reunião para falar sobre informações que ele conseguiu com a Princesa Maionese e o Dr. Rato. Já eu, fui dormir que estava bem cansada e tantas coisas na minha cabeça nunca era bom.

 

Acordei antes do despertador, era sexta-feira e como tal eu conseguia cheirar as panquecas de nabo que a minha mãe faz. Lá me levantei, tomei banho e fiz um pequeno show de karaoke na banheira ao som da música dos Pingos Soltos, Levitar Um Porco No Churrasco, fui à garagem e a Ema já tinha saído para a escola e fui tomar o pequeno almoço com os meus pais.

"Ai Jessyca rapariga, agora andas sempre com muitas companhias atrás de ti. Tu vê lá se são más companhias.", disse o meu pai.

"Não pai. São boa gente, não te preocupes.", disse.

"Eu não me preocupo filha, mas se descobrem que somos donos de uma farmácia ainda te pedem medicamentos e essas coisas e sabes que eu não sou dessas confianças. A não ser lá com o Virgem.", foi a resposta do meu pai que veio acompanhada de um olhar de esguelha da minha mãe.

"Sim pai. Vou para a escola que já estou atrasada.", disse.

Como ia distraída a ouvir a minha música, nem dei conta das horas e cheguei atrasada, mas assim que entrei na escola e fui logo para a aula de Matemática Nas Redes Sociais e a aula estava cheia. Tobias, Barry, Ema e Hugo olharam para mim assim que cheguei e todos levaram um pequeno cumprimento.

Sentei-me, levei com um sermão da professora e lá se passou a primeira aula, depois a segunda, a terceira e finalmente saímos. Penso que estávamos todos ansiosos para saber que novidades o Tobias nos trazia.

 

Estava na saída à espera dos outros quando sinto um toque no ombro...

"Olá Jess. Então, nunca mais disseste nada ontem.", era o Barry.

"Olá Barry. Desculpa, foi uma noite complicada. Como estás?", disse.

"Estou bem, ainda ando aqui a conhecer as redondezas. Tens aqui uma cidadezinha muito fascinante.", disse o Barry.

"É verdade.", eu não o queria despachar mas estava mais interessada na reunião que ia ter dentro de momentos, mas o Barry continuou...

"Mesmo. Vocês recebem muitos estrangeiros ou gente de fora? Digamos, tem muito turismo?"

"Temos algum. Tínhamos mais por causa dos Galetas, mas agora como estão em remodelações do estádio e substituição das equipas, não temos assim tantos turistas. Porquê?", perguntei.

"Por nada. Já tinha ouvido falar desta terra pela boca de um amigo e como agora aqui vivo apenas queria saber mais.", respondeu o Barry, sorrindo.

Antes que pudéssemos continuar a conversa, que estava um pouco estranha, vejo a Ema a fazer-me sinal, já na companhia do Vasco, do Hugo e do Tobias.

Despedi-me do Barry, pedi desculpa e meti-me em caminho com os outros para minha casa.

 

A nossa reunião teve lugar no que era definitivamente a sala de reuniões dos S.A.I.D.A.S. segundo o Hugo e assim que nos sentamos todos, direccionamos os nossos olhares para o Tobias, que falou...

"Tenho algumas notícias para vos dar."

"Desenvolve!", disse quase num grito.

"Calma... Então, eles transportaram a nave da Princesa Maionese para as instalações da sede da O.P.I.M. que fica em Ribeiro Baixo, perto do Ribeiro Alto para poderem fazer leituras biométricas de todo o hardware e software que a nave tem. Ainda não consegui descobri o que o meu pai quer fazer com a cria, mas tem algo relacionado com os laboratórios porque todas as pastas confidenciais sobre a mesma estão lá arquivados e quase ninguém tem acesso. Tentei falar com a Princesa, mas não me deixaram, muito menos com o Dr. Rato.", disse o Tobias.

"E não conseguiste mais nada? Podias ter dito isso por mensagem!", disse a Ema.

"Sim, podia, mas não ias querer saber por mensagem que tiveram a confirmação que a cria se encontra de facto no Sítio e há uma maneira de a identificar.", disse o Tobias.

"Como assim? Como soubeste isso e qual é a maneira?", perguntei.

"Eu tive acesso aos ficheiros da Princesa Maionese e por causa de uma coisa que tu me perguntas-te eu acabei por resolver o enigma.", disse-me o Tobias.

"Explica-te...", disse.

"Simples, tu perguntas-te sobre a minha tatuagem e a verdade é que eu não sei porque a fiz, mas descobri o quando. Sei que a tenho há menos de um ano. Agora não fui a nenhuma loja de tatuagens e não sei como a tenho. Mesmo assim depois de fazeres essa pergunta eu lembro-me de ter visto um símbolo parecido nos ficheiros da Princesa Maionese e segundo reza a história a Princesa lançou-se na busca pela cria e para desviar suspeitos, ela marcava os mesmos com tatuagens de ovos rachados até encontrar a sua cria que irá ter uma tatuagem de ovo inteiro.", explicou o Tobias.

"Então isso quer dizer que tu não és a cria?", perguntou o Hugo.

"E não só. Se tens essa tatuagem há menos de um ano, quem te fez? Estiveste em contacto com a Princesa e ela fez-te a tatuagem?", perguntou também a Ema.

"Sim, esta tatuagem ao que tudo indica é um sinal de que não sou a cria. E como fiz contacto com a Princesa há menos de um ano e lhe disse que a ajudava, ela deve ter-me marcado para desviar a possibilidade de eu ser a cria.", disse o Tobias.

 

Eu estava calada e apenas ouvia o que o Tobias contava e uma pergunta começou a rondar a minha cabeça, "Porque raio o Barry tinha a tatuagem?" e como tinha contado isso à Ema, não precisei de abrir a boca, ela tratou disso...

"Jessyca, o Barry tem a mesma tatuagem que o Tobias não tem!? Tu disseste-me no outro dia, depois do vosso encontro.".

"Sim, é verdade, o Barry tem essa tatuagem, mas não sei porquê. Não sei qual a ligação dele com a Princesa Maionese.", disse.

"Não sabes tu, mas sei eu.", disse o Tobias.

"Como assim?", perguntei.

"O Barry, ou Bartolomeu Querido, é nada mais nada menos que o assistente do Dr. Rato.", respondeu o Tobias.

Por muito que estivéssemos a processar tudo o que o Tobias nos estava a contar, realmente a conversa do Barry começava a fazer algum sentido, o amigo que já cá esteve no Sítio é o Dr. Rato e muito provavelmente ele estava à procura dele. Eu contei esta minha teoria ao grupo e todos acreditaram que poderia bem ser o que se estava a passar.

"Mas como tem ele a tatuagem? Esteve em contacto com a Princesa Maionese ou foi o Dr. Rato que lhe fez? Visto que é o Príncipe.", perguntou o Vasco.

"Ele é o Príncipe, mas na história o pai da Maionese tirou-lhe a memória, logo ele não podia ter feito a tatuagem.", disse a Ema.

"Aí está o mais interessante. Mesmo não conseguindo falar com a Princesa ou com o Dr. Rato, tive acesso um pequeno bilhete que foi encontrado no casaco do Dr. Rato.", disse o Tobias enquanto desdobrava um pequeno papel e o colocava na mesa.

No papel podia ler-se "NDIKHUMBULA".

"É suposto sabermos o que isso quer dizer?", perguntou a Ema.

"Não. Eu próprio tive de pesquisar. Isso está escrito em xhosa, uma língua da África do Sul, onde o Dr. Rato andou a fazer pesquisa durante uns tempos.", disse o Tobias.

"E o que quer dizer??", perguntei eu já bastante impaciente.

 

A resposta do Tobias foi algo que não estávamos à espera...

"O bilhete diz, "EU LEMBRO-ME"."

 

 

CAPÍTULO XVIII

 

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(Esta é uma série que já faz parte do blog d'A Hipster Chique há algum tempo e aqui está o décimo sétimo capítulo. Link dos restantes capítulos no inicio.) 

O Sítio . Capítulo XVI

CAPÍTULO XV

 

 

CAPÍTULO, O DÉCIMO SEXTO

 

 

Mas o que era aquela tatuagem e o que significa um ovo de galinha rachado?

 

Afastei-me daquela pergunta que me pairava na cabeça e comecei a pensar no plano para entrar no O.P.I.M. e libertar a Princesa Maionese e o Dr. Rato.

Só de pensar que aquela história que o Dr. Rato contou sobre a Princesa Maionese podia ser verdade e que o Príncipe era ele mesmo deixava-me em choque, no fundo era uma história de amor que ainda podia ter final feliz. Poderiam reencontrar-se e juntarem-se à sua cria. 

Depois de muitos esboços não cheguei a lado nenhum... precisava da ajuda da Ema. Decidi reunir alguns pontos importantes, fazer os trabalhos de casa e ir dormir.

 

Acordei na manhã seguinte com o som do despertador da Ema, o som era uma mistura de vaca com dragão e penso que acordou até os vizinhos da cidade mais próxima. Já que estava acordada comecei a preparar-me para a escola, desci para tomar o pequeno almoço com os meus pais que continuavam sem ter noção do seu próprio desaparecimento.

"Estás muito calada ó Jessyca. Que se passa?", perguntou a minha mãe.

"Nada mãe. Estou apenas um pouco sonolenta. A Ema?", respondi.

"Está bem. A tua amiga já passou por aqui, pegou numa fatia de carne assada e disse que esperava por ti lá fora. E já agora, tens de lhe dizer que aquele barulho de despertador não é barulho para acordar gente.", disse a minha mãe.

"Eu digo-lhe, fica descansada. Até logo.", disse.

Assim que cheguei lá fora a Ema estava já a falar com o Hugo e o Vasco. Aqueles dois já andavam de mãos dadas e eu só torcia para que desta vez o Hugo tivesse sorte.

"Finalmente Jessyca, estávamos à tua espera. A escola hoje fechou. Houve greve dos talhantes e agricultores. Sabes que sem carne e legumes aquela escola não funciona. Temos o dia livre e podemos começar já pela nossa reunião!", informou-me o Hugo.

"Boa! Precisamos meter mãos à obra. Vamos para a minha garagem.", disse.

 

Fomos para a minha garagem e usei a minha velha mesa de ping-peúga como mesa de reuniões. Já não a usava há algum tempo, mas antes passava a vida a jogar com o meu pai. É um jogo onde cada jogador tem uma raquete e tenta acertar com peúgas sujas num caixote que está nos extremos da mesa, quem chegar primeiro às 6 meias colocadas no caixote ganha. Saudades... mas a reunião tinha de começar.

"Vamos lá então. Ideias e planos! Quem tem?", perguntei.

Ficamos todos a olhar uns para os outros e percebemos que ninguém tinha um plano feito e que teríamos de fazer um brainstroming no momento para chegar a algum lado.

"Como vamos começar?", disse o Vasco.

"Acho que pela planta da base. Vocês sabem-na certo?", perguntei à Ema e ao Vasco.

"Há locais que eu não tive acesso e nem sei como estão protegidos.", disse o Vasco.

"Nem eu.", disse a Ema.

"Então quem é que lá dentro tinha acesso à maior parte da base?", perguntei.

"O Tobias, o meu pai, a minha mãe e outro agente sénior. Todos os outros agentes eram espalhados pelas várias secções e por ali ficavam, não tinham mais informações.", disse a Ema.

"Vamos começar pelo que sabemos de certas secções da O.P.I.M..", disse o Hugo.

 

Depois de uma hora de escrita, fizemos esta lista...

  • Fica na Mansão "Custódia"/Viagem, na Rua Principal
  • Base subterrânea com áreas exterior disfarçadas
  • Controlo de entrada com reconhecimento de voz, leitura ocular, impressão digital e leitura de cartão
  • Entrada protegida por dois guardas/agentes
  • Uma saída de emergência que só abre em caso de emergência
  • Duas salas chamadas "X" e "Y" (não se sabe o que contêm)
  • 8 celas protegidas por 5 guardas
  • Dois jardins e um espaço de treino exteriores, protegidos nas entradas com vedação eléctrica

 

"Já não é mau.", disse.

"Sim, mas era ainda melhor se tivéssemos a planta completa, com os detalhes todos.", disse o Hugo.

"Está mesmo fora de questão meter o Tobias ao barulho?", perguntou o Vasco.

"Sim, mas...", disse.

"Mas o quê?", perguntou a Ema.

Continuei...

"Ontem no encontro que tive com o Barry, encontrei o Tobias e ele disse que queria falar comigo, que era importante e que nós não sabíamos tudo.", disse.

"Vamos falar com ele. Marca um encontro e vamos todos. Assim não estás desprotegida e pelo menos ouvimos o que tem a dizer.", disse a Ema.

Após alguma discussão lá concordei em marcar um encontro com o Tobias para saber afinal o que tinha ele de tão importante para me contar. Mandei-lhe uma mensagem e ele disse-me para o encontrar nas traseiras da minha casa, onde havia um jardim de rodénias. Rodénias eram umas flores que apareceram há 5 anos aqui no Sítio. Diz-se serem flores geneticamente alteradas, uma mistura de Rosas com Gardénias.

Era também o jardim onde há noite havia meninas, galdérias como a minha mãe as chamava.

A hora chegou e fomos todos ao encontro do Tobias...

 

"Pensei que virias sozinha.", disse o Tobias.

"Não e ou falas com nós todos, ou não falas com ninguém.", respondi.

"Tudo bem. Tenho quase a certeza que as vossas mentes brilhantes estão a preparar algo para tentarem entrar na O.P.I.M.. Mas não vão conseguir, pelo menos não sem mim.", disse o Tobias.

"Como assim? Afinal estás de que lado?", disse a Ema.

"Estou do lado da verdade. Eu ajudei sim, a prender a Princesa. Fiz jogo triplo com ela, com vocês e com o O.P.I.M., mas apenas porque queria descobrir a verdade. Eu não sei as verdadeiras intenções do O.P.I.M., mas também não sei as verdadeiras intenções da Princesa Maionese e precisava que ela libertasse os reféns. Fazendo-a prisioneira posso ter controlo do que lhe fazem. Há laboratórios e salas secretas dentro do O.P.I.M. e agora que os reféns estão soltos e que parece que tudo voltou ao normal, acho que está na hora de libertar o Dr. Rato e a Princesa e saber exactamente quem são e o que pretendem.", explicou o Tobias.

"Tu precisas de ajuda com tanta personalidade e confusão que tens... Nunca falhes a medicação!", disse o Hugo.

"A partir de agora os meus objectivos são descobrir a cria e saber as intenções da Princesa e do Dr. Rato.", disse o Tobias.

"Porquê tanto jogo sujo?", perguntou a Ema.

"Porque acho que o pai nos mente em relação ao O.P.I.M.... Não acho que seja assim uma organização tão boa para o mundo. Deixem-me ajudar-vos.", disse o Tobias.

 

Houve um momento de silêncio e penso que falei por todos quando me dirigi ao Tobias...

"Precisamos de uma planta da base do O.P.I.M. e que nos arranjes maneira de entrar lá dentro. Assim talvez possamos começar a pensar em confiar em ti.".

"Combinado. Não vos consigo arranjar uma planta original, mas posso ajudar-te a desenhar uma.", disse o Tobias.

Decidimos ir para a minha garagem e após uma meia hora tínhamos uma amostra de planta.

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"Não está má...", disse o Vasco.

"Não está não. Agora só precisamos de um plano para lá entrar.", disse.

"Isso eu consigo arranjar. Prometo que estou aqui para ajudar. Só quero que tudo fique bem e por enquanto o meu pai ainda confia em mim e consigo ter acesso à base.", disse o Tobias.

"Ok, fica lá com as tuas promessas e faz mas é aquilo a que te comprometeste.", disse a Ema, que no fundo era a que estava a sofrer mais com isto tudo pois virou as costas à família...

Enquanto o Vasco, o Hugo e a Ema davam mais uma vista de olhos na planta, eu aproveitei o momento para fazer uma pergunta ao Tobias, que me estava entalada há algum tempo...

"Posso fazer-te uma pergunta?".

"Claro que sim.", disse oTobias.

"Essa tatuagem que tens no pulso, o ovo rachado, o que quer dizer?", perguntei.

"Ah, esta tatuagem. Hum, pois... hum... acho que não sei.", respondeu o Tobias.

"Como assim não sabes? Quando fizeste essa tatuagem? E o que significa?", perguntei outra vez.

"Não sei, não me lembro de a fazer... não sei mesmo o que significa... juro... hum... não, não sei...", disse o Tobias.

 

Eu tinha todos os motivos para não acreditar nele, mas a verdade é que aquela confusão parecia-me legítima. O Tobias não sabia onde e quando tinha feito a tatuagem, nem o seu significado...

Resolvi mandar mensagem ao Barry...

Para: Barry

"Olá, tudo bem? Desculpa incomodar mas ontem reparei que tinhas uma tatuagem no teu pulso, que parecia um ovo rachado e gostei bastante do tipo de desenho. Fizeste cá?"

 

Esperei...

De: Barry

"Hey Jess, tudo bem e contigo? Olha, a verdade é que não lembro muito bem onde fiz..."

 

Respondi...

Para: Barry

"Tudo bem também. Achei que pudesse ter algo relacionado com a equipa dos Galos. Hahaha, eu sou dos Borboletas!"

 

A resposta do Barry em nada me acalmou...

De: Barry

"Não... quer dizer, não sei. Não me lembro mesmo onde fiz e o que quer dizer. Talvez tivesse com os copos Hahahah."

 

Não podia ser coincidência. Ambos tinham a mesma tatuagem no pulso e não se lembravam onde tinham feito e o que significava... Seria algo relacionado com a Princesa Maionese? Será que o Barry está ligado a esta confusão toda?

 

 

CAPÍTULO XVII

 

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(Esta é uma série que já faz parte do blog d'A Hipster Chique há algum tempo e aqui está o décimo sexto capítulo. Link dos restantes capítulos no inicio.) 

O Sítio . Capítulo XV

CAPÍTULO XIV

 

 

CAPÍTULO, O DÉCIMO QUINTO

 

 

 

"Já temos a mãe e o possível pai, só nos falta saber quem é a cria.", disse.

"Isso e como lhe vamos contar que a sua mãe lhe meteu o nome de Mostarda Antiga, ninguém merece, não é nome de gente.", disse o Hugo.

 

Continuamos a nossa reunião que parecia não ter fim nem lógica. Como íamos nós, 4 jovens de 17 e 18 anos entrar numa base secreta de uma agência que ninguém conhece com um reforço de segurança fora do normal?

Tínhamos de pensar bem no que estávamos a fazer, porque mesmo com a Ema e o Vasco, que já foram agentes da O.P.I.M. do nosso lado, iria ser quase impossível do nosso grupo S.A.I.D.A.S, lá entrar e trazer dois prisioneiros sem sermos vistos.

Concordámos que cada um elabora-se um plano para ser apresentado no dia seguinte. O Vasco e Hugo foram embora e a Ema ficou por cá.

 

De repente o meu telemóvel toca e era uma notificação do Facwitter com uma proposta de amizade do Barry, que aceitei imediatamente e uma mensagem...

"Hey, eu sou o Barry, onde se lê o "y", lembras-te? Ahahah xD

Encontrei-te por aqui e queria saber se estavas interessada em tomar um café, ou sumo ou algo líquido... bebidas digo, não alcoólicas?! Certo? Achei-te simpática e gostava de te conhecer melhor, mesmo tendo de confessar que dizer o teu nome sem "y" é um bocado estranho... mas eu gosto de estranho. Isto está a ficar longo... de qualquer maneira possível e um bando de pássaros... e não estou a fazer lógica nenhuma.

Bem, estarei no café do Xavier à tua espera, às 20h30. Espero que apareças. Mais uma vez, é o Barry. Isto aparece o meu nome não aparece? 345befuiawlnc..sd,f~"

 

"Oh meu deus, ele teve uma convulsão a escrever isso ou foi atacado pelo bando de patos.", disse a Ema que ficou a espreitar a minha mensagem.

"Pássaros! E isso é ser cusca.", respondi.

"Cusca?! Vá lá, tens de ir ter com ele. Ele parece muito fixe e boa pessoa. E o Tobias não te merece a ti nem a tua atenção.", disse a Ema.

"O Tobias? Não sei do que falas.", disse eu numa tentativa falhada de esconder os meus sentimentos.

"Toda a gente percebeu Jess. Anda lá, vai! Ele é tão giro e não parece ter doenças. Vais?", disse a Ema.

"Tens razão, vou. E já agora, tu não podes perceber se uma pessoa tem doenças só de olhar para ela.", disse.

Fomos jantar e a Ema ajudou-me a escolher uma roupa para o meu encontro casual e tivemos a escolher algo entre rameira e Maria Madalena, que para mim era a mesma coisa. Ainda entramos numa discussão sobre soutiens airbag ou BagBoobs que eram a última moda cá no Sítio de que eu não era fã, não sei como gostavam de usar um soutien que dá mamas falsas como um airbag assim que lhe derem chapadas. Demasiado doloroso, fisicamente e visualmente.

Estava pronta para o meu encontro casual e assim que cheguei ao café do Xavier vi o Barry na esplanada e fui ter com ele...

 

"Olá Barry...", disse.

"Jessyca, vieste! Pensei que depois daquela mensagem te tivesse assustado. Eu não tenho muito jeito para falar com pessoas.", disse o Barry.

"Bem, assustada ou não eu apareci. Faz-me bem sair e conhecer pessoas novas, tenho passado por uns momentos complicados de que não quero falar.", respondi e meti bastante entoação no "não quero falar".

"Tu saíste e eu sou uma pessoa nova. Parece estar a funcionar! Queres beber alguma coisa? Café, água, sumo?", perguntou o Barry.

"Eu vou lá dentro pedir, preciso de perguntar uma coisa ao Xavier, o dono do café.", disse, dirigindo-me para o balcão no interior do pitoresco café do Xavier.

 

Ia perguntar-lhe algumas informações sobre o Dr. Rato, algo que ele tivesse notado de estranho mas antes que pudesse dizer uma palavra, alguém chamou por mim e a voz era bem familiar...

"Jessyca, por aqui?"... era o Tobias, que não podia vir em melhor altura.

"Tobias, olá. Sim por aqui.", resmunguei.

"Podemos falar? Tentei falar contigo na escola, mas não te encontrei sozinha.", disse o Tobias.

"Sozinha? Para quê? Para me levares para uma das tuas queridas masmorras e me prenderes? Não!", depois de dizer estas palavras, o meu cérebro arrependeu-se no segundo imediato.

"Por favor, é importante! Vocês não sabem tudo. Deixa-me falar contigo.", implorou o Tobias.

"Não. Acabou, pensei que já sabia tudo, enganaste-me mais que uma vez. E estou acompanhada, estou aqui com o Barry, lê-se o "y" e tudo.", até hoje não sei porque disse tal coisa.

"Barry, Bartolomeu Querido!? Boa. Ainda bem. Eu tentei. Se mudares de ideias tu sabes como me contactar.", disse o Tobias, seguindo o seu caminho.

 

Fiquei um pouco frustrada, mas tinha de deixar de pensar e apenas focar-me nesta noite bonita com uma óptima companhia. Pedi a minha bebida e perguntei ao Xavier informações sobre o Dr. Rato, mas ele pouco ou nada sabia, apenas que era um homem desconfiado e fazia uns barulhos estranhos no quarto.

Voltei para a mesa...

"Bem, já tenho aqui a minha bebida. Onde íamos?", disse.

"Podias dizer-me o que se faz aqui no Sítio para diversão da nossa gente mais jovem.", disse o Barry.

"Pois, não temos muita escolha. Costumamos reunir nas nossas garagens e fazemos convívios com música e bebida e algumas vezes a música até é ao vivo. Costumamos improvisar músicas dos Pingos Soltos, uma banda cá da terra. Tens hits como "Romaria à casa do cavalo", "Levitar um porco no churrasco" e a minha preferida "Gonorreia e Alegria". Ou apenas viemos beber aqui uns copos ao Xavier.", disse.

"Parece divertido. Gonorreia e Alegria? É uma música de que género?", perguntou o Barry.

"Rock, mas com um toque electro. Vou pôr um pouco para ouvires.", disse eu enquanto colocava a música a dar no meu Blorify.

 

"Hoje é dia de festa aqui nas bandas,

E eu só penso em ti,

Desde aquela noite nos aviários,

Que o amor por ti é uma agoniaaaa, 

Por causa da...

Gonorreia e alegriaaaa...

Que sintoooo...

Cá dentro ardeeeee.....

Mas estamos juntosss....

Para sempreeee....

Na gonorreia e alegria!"

 

"E agora entra o electro. Mas gostas-te do que ouviste?", perguntei.

"Sim. Essa música é fogo e tem uma letra muito ardente! Um dia tens de me convidar para essas festas de garagem.", disse o Barry.

A conversa continuou e eu fartei-me de rir. O Barry era uma boa companhia e para além de ainda estar com o Tobias a atormentar o meu pensamento, ele conseguiu distrair-me por um momento.

 

"Já está a ficar tarde, talvez seja melhor ir pagar e ir embora. Estou um pouco cansada e amanhã temos aulas.", disse.

"Tens razão. Mas deixa estar que eu pago. Pagas para a próxima! Conta!", disse o Barry que levantou o braço para fazer sinal ao Xavier e foi quando vi que ele tinha uma tatuagem no pulso e não era uma tatuagem qualquer... era uma tatuagem em forma de ovo de galinha rachado.

Eu tinha visto a mesma tatuagem no pulso do Tobias no jogo dos Galetas... seria coincidência?

O Barry foi pagar e seguiu para sua casa, não tive coragem de lhe perguntar o que era aquela tatuagem. Eu fui para casa o mais rápido que pude e assim que cheguei fui ter com a Ema...

"Ema, preciso de saber uma coisa urgentemente!", disse eu quase sem ar de ter ido para casa a correr.

"Respira Jess. Que se passa? Correu bem o encontro?", perguntou a Ema.

"Correu, mas não é isso. Sabes o que quer dizer a tatuagem que o Tobias tem no pulso? O ovo de galinha rachado?", perguntei.

"Não, ele nunca me contou. Porquê? Tu viste o Tobias também?", perguntou a Ema confusa.

"Vi, mas isso não importa. O Barry tem uma tatuagem igual no pulso. Um ovo rachado!", disse.

"Talvez tenha sido moda em alguma altura e ambos fizeram. Pode ser uma coincidência. Não penses nisso. Conta-me mas é o encontro.", disse a Ema.

 

Eu resisti a início, mas lá lhe contei como correu o encontro, como o Barry era giro e ainda ouvimos umas músicas.

Acabamos a conversa e eu fui para o meu quarto... mas não parava de pensar como era de se esperar. Era muito estranho ser uma coincidência e o Tobias até sabia o nome todo do Barry, talvez porque ouviu na aula, mas eu não conseguia esquecer. 

Tinha de fazer um esforço para esquecer, tinha de começar a pensar no meu plano para mostrar amanhã na reunião e tinha de fazer os trabalhos de casa.

 

Mas o que era aquela tatuagem e o que significa um ovo de galinha rachado?

 

 

CAPÍTULO XVI

 

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(Esta é uma série que já faz parte do blog d'A Hipster Chique há algum tempo e aqui está o décimo quinto capítulo. Link dos restantes capítulos no inicio.) 

O Sítio . Capítulo XII

CAPÍTULO XI

 

 

CAPÍTULO, O DÉCIMO SEGUNDO

(Capítulo Especial)

 

 

 

Alguém tinha colocado uma bomba numa das paredes da sede do O.P.I.M. e antes que desmaiasse vi um vulto, demasiado familiar.

Era a Princesa Maionese...

 

Não sei ao certo quanto tempo passou. Sei que acordei numa sala escura, desorientada e ainda com uma audição um pouco afectada por causa da explosão.

Olhei para os lados e vi a Ema, o Hugo, o Agente Vasco e outros agentes, todos com caras confusas e sem saber muito bem o que fazer. 

Na minha mente eu só pensava no que tinha visto depois da explosão... era a silhueta da Princesa Maionese, mas desta vez eu vi quem realmente ela era ou como parecia. Era uma mulher normal, num fato que parecia ser espacial que em sombra fazia-a parecer um bicho gigante. Confesso que sempre a tinha imaginado um E.T. com um grave problema de acne de tanto leite achocolatado que poderia consumir, já que vinha da Via do Leite Achocolatado.

"Como teria conseguido ela chegar até cá?", podia ser a pergunta que mais me invadia a mente, mas cada vez mais fazia sentido de que o Tobias era de facto um espião para ela.

 

"Não vos cheira a couratos?", disse o Hugo um pouco baralhado, nada que uma chapada à polaca da Ema não resolve-se.

"O que se passou? Porque estamos na sala de contenção?", perguntou a Ema.

"Não sei. Só me lembro da explosão e de ver a Princesa Maionese, depois desmaiei e acordei aqui.", respondi.

"A Princesa Maionese está cá??!", disseram a Ema e o Hugo quase em uníssono.

"Sim. Eu lembro-me da silhueta dela. Mas ela é apenas uma figura humana com um grande fato estranho vestido.", disse.

"Nós temos de sair aqui. Os outros podem estar em perigo, ela é perigosa! Procurem possíveis saídas ou ajudas, gritem, alguma coisa!", disse a Ema que começava a entrar em pânico.

Nós começamos todos a procurar, havia agentes que ainda estavam adormecidos e eu rezava para que fosse mesmo um sono pesado, porque nós no Sítio temos uma superstição de que se estivermos na presença de um morto por mais de 30 minutos ficávamos com erupções cutâneas no umbigo até ao fim da vida, por isso os funerais não duravam mais de 15 minutos. Havia uma porta, mas era muito pesada para conseguir deitar a baixo e as paredes pareciam ser feitas de um material anti-som.

Estávamos presos e só nos bastava esperar...

 

Passado um tempo começamos a ouvir vozes e a porta abriu-se. Vi o Tobias acompanhado por dois homens que nunca tinha visto que o lançaram para dentro da nossa sala fechando a porta com agressividade.

O Tobias estava sério e com algumas marcas de ter sido agredido. Ficamos todos a olhar para ele e eu não quis perder tempo...

"Que se está a passar?", perguntei.

Obtive silêncio e um olhar triste por parte do Tobias.

"Tobias, fala. Que se está a passar lá fora? Tu tens alguma coisa a ver com a Princesa Maionese?", perguntou a Ema.

Continuamos sem respostas. De repente o Hugo levantou-se foi ao encontro do Tobias e pegando na sua camisola encostou-o à parede com força e gritou...

"Ouve lá, eu estou cansado e com dores! Todos nós estamos! Não tenho a minha bomba de ar e ainda estou com as alergias no máximo por causa dos cachecóis da casa da Jessyca. Quem é a Princesa Maionese? O que se passa? E que raio tens tu a ver com isto tudo!? Responde ou eu não respondo por mim!". 

O Hugo estava de punho levantado e bastante nervoso. Nunca o tinha visto assim. Eu e a Ema já nos estávamos a preparar para o acalmar quando o Tobias decidiu falar...

"Calma. Eu falo. Eu conto tudo...".

"Estamos à espera!", disse o Hugo.

 

Fez-se um segundo de silêncio e o Tobias começou a falar...

"Há um ano atrás fui contactado por e-mail por alguém que assinava como "62466373" a dizer que queria encontrar-se comigo para me dar informações sobre o caso da Maionese. Como tinha acabado de ser indicado como líder de operações do caso e estava com poucas informações decidi ir ao encontro desta pessoa desconhecida que acabou por ser a Princesa Maionese. Em primeiro eu estava um pouco a medo mas fiquei para ouvir a história dela..."

"E ficaste com tanta pena que decidiste trair toda a gente?", interrompeu a Ema.

"Não. Eu apenas percebi o que ela andava a fazer e cheguei a um acordo com ela. Eu ajudava-a a encontrar a cria com certas ferramentas e informações do O.P.I.M e fazia com que ela não fosse presa e ela não lançava o gás anal cheio de ovos podres. Contudo tinha de manter o meu disfarce aqui na agência e continuar o meu trabalho. Mantinha contacto com ela a partir do cartão que foste encontrar no meu casaco.", continuou o Tobias.

Percebi que se dirigia a mim...

"Mas então porque estás aqui e qual a razão de ela ter rebentado o O.P.I.M.?", perguntei.

"Porque existe mesmo um traidor e não sou eu. Alguém lhe foi dizer que a cria estava em nosso poder e que tinha provas disso. A Carolina não é a cria e eu não sei quem é. Ela achou que eu estava a engana-la e a mentir sobre a identidade e fez o ataque.", disse o Tobias.

"Como podemos sair daqui?", perguntou o Hugo.

"Não podemos. Estamos presos até ela encontrar a cria.", respondeu o Tobias.

"Não é bem verdade!", a porta abriu-se e já sem o seu fato espacial estávamos de caras com a própria Princesa Maionese, continuou...

 

"Eu vou precisar da vossa ajuda.".

 

 

CAPÍTULO XIII

O SÍTIO.jpg

 

(Esta é uma série que já faz parte do blog d'A Hipster Chique há algum tempo e aqui está o décimo segundo capítulo. Link dos restantes capítulos no inicio.)

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