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A Hipster Chique

humor . coisas . nerd . fluente em klingon . criativa - ish . comics . opinião

A Hipster Chique

humor . coisas . nerd . fluente em klingon . criativa - ish . comics . opinião

BEM-VINDO À SUA CASSETE

Há algo que fazemos vezes sem conta sem nunca pensarmos nas consequências e esse algo é ir à casa de banho, mais especificamente, ir visitar a nossa amiga sanita.

Brancas, pretas, creme, fundo de aquário, todas merecem um pouco de respeito. No outro dia após emborcar uma mistura de alimentos que não devem ser misturados dirigi-me à minha sanita, 7 anos, branca e com um autocolante mal rasgado... de repente levanto-me e olho para ela e percebi o que se estava a passar, a minha sanita é a Hannah Baker e estas são as suas cassetes com as suas treze razões porquê...

 

 

Cassete 1 . Lado A

Quando sais da banheira nunca te tapas e eu tenho de ver um peixe-boi a dar à costa com uma depilação defeituosa.

 

Cassete 1 . Lado B

O papel pode ser reciclado, mas a única coisa verde em ti é o que te sai pelo olho traseiro.

 

 

Cassete 2 . Lado A

Nenhum gás que te saia do corpo devia ter esse cheiro, a não ser que tenhas sido dada como morta por mais de vinte e quatro horas.

 

Cassete 2 . Lado B

Eu levo com o desinfectante de marca branca e o bidé leva com Cif. Isso é discriminação! #jáchegademarcabranca

 

 

Cassete 3 . Lado A

Manter-me limpa sim, mas afogares-me com lixívia como te afogas com vinho todas as noites é que não.

 

Cassete 3 . Lado B

Quando cá vens tens sempre um livro na mão, o meu entusiasmo desvanece sempre que percebo que a tua cultura literária-sanitária se fica pelo Tio Patinhas.

 

 

Cassete 4 . Lado A

Cagas como uma porca dissimulada sem teres consciência do quanto magoas a minha alma de cerâmica.

 

Cassete 4 . Lado B

Nos Jogos Olímpicos de quem manda mais merda para o esgoto aqui da rua, eu sou medalha de ouro.

 

 

Cassete 5 . Lado A

As contas da EPAL que recebes parecem aqueles e-mails do Príncipe Nigeriano Cambé a dizer que te quer transferir 100.000 euros, não acredito pelo valor tão baixo que apresentam.

 

Cassete 5 . Lado B

O piaçaba serve para limpar porcaria, mas experimenta limpar o teu buraco sujo da mesma forma que me limpas e irás ver um mundo novo... de dor.

 

 

Cassete 6 . Lado A

Deixas tudo o que é criatura fazer o que bem lhes apetece comigo.

 

Cassete 6 . Lado B

Dizes que tens brilhantes ideias quando estás em mim, talvez porque me usas para largar toda a porcaria que anda para aí para dentro.

 

 

Cassete 7 . Lado A

Um dia irás lembrar-te de mim com saudade e sem saber o que me aconteceu e como aconteceu, talvez me tenhas substituído por um modelo japonês que te limpa o rabo com um jacto de água e te canta o "Like a Virgin" assim que te levantas, mas lembra-te de quem te gelou o rabo a meio da noite.

 

 

A Hispter Chique

O ÓRFÃO . CAPÍTULO VI

!! POST NÚMERO 400 !!

 

ESTOU A DAR COISAS!! ABRAM O LINK!!

GIVEAWAY DE NATAL: MR. WONDERFUL, GOING NUTS E EUROTECH

 

......

 

CAPÍTULO V

 

 

VI

(ESPECIAL - PRINCESA MAIONESE E DR. RATO)

 

 

O meu telemóvel tocou e depois de ler a mensagem eu sabia que já não havia volta a dar...

 

"Bartolomeu Querido, sê bem-vindo ao mundo Estranho. Mãos á obra!"

 

 

Dei por mim parado a olhar para o telemóvel, para a mensagem que o Dr. Rato me tinha enviado e por estranho que pareça não me sentia arrependido por me ter oferecido para assistente dele. Afinal tinha acabado de ter um encontro com uma mulher doida varrida que pelos vistos é uma alien e consegui afastar os meus amigos. 

Estava sozinho, sem perspectivas de futuro e bastante cansado. Entrei no orfanato e fui preparar-me para o jantar.

Quando me dirigi para o salão principal, o Jaimi já lá estava numa mesa acompanhado pelo Figo e por outro rapaz e eu senti que não era bem-vindo, então fui-me sentar numa mesa sozinho e o Sr. Godofredo, um funcionário que é quase como um padrinho para nós, aproximou-se...

"Então Bartolomeu, por aqui sozinho?", perguntou.

"Sim, hoje estou com vontade de estar sozinho, comer rápido e ir dormir.", respondi.

"Mas não te sentes bem?", insistiu o Sr. Godofredo.

"Sinto, apenas é um daqueles dias. Devem ser as hormonas adolescentes a fervilhar dentro de mim. Não se preocupe.", disse, fazendo-o abanar a cabeça e afastar-se da minha mesa.

O Jaimi olhava para mim mas a sua expressão era vazia. Sentia-me triste...

Mal acabei o jantar, fui para a cama e desliguei do mundo.

 

6h59

Acordei num sobressalto porque tinha acabado de ter um pesadelo com a tal Maionese e percebi que hoje não havia aulas, logo a Fiona só vem berrar por volta das 9h, contudo o meu telemóvel estava a apresentar uma notificação e quando fui ver percebi que era mais uma mensagem do Dr. Rato...

 

"Bartolomeu, preciso que te apresentes aqui no meu escritório pelas 8h da manhã para começarmos o trabalho. Não toques à campainha, tem um chave debaixo do tapete. Acordar a minha mãe é pedir para seres perseguido por um pterodactilo que não come há mais de um ano."

 

Não achei que trabalhar para este homem iria ser uma experiência normal, mas ia ser um desafio. Fui tomar banho, passei pela cozinha para roubar uma maça e segui para o escritório do Dr., ou melhor, para a cave da casa da sua mãe.

Assim que cheguei à casa do Dr. fiz como me tinha indicado e peguei na chave que estava debaixo do tapete. Entrei e bati à porta da cave.

"Entra Bartolomeu!", ouvi o Dr. Rato a chamar.

Entrei...

"Bom dia. E pode chamar-me Barry, eu prefiro.", disse.

"Claro, Barry. Como estás hoje? Preparado para entrar no mundo estranho?", perguntou o Dr. com um entusiasmo que naquele momento só ele sentia.

"Sim, cá estou eu. Em que posso ajudar?", perguntei.

"Calma meu caro. Antes de começares o teu trabalho como meu assistente precisas de saber a verdade sobre o meu projecto.", disse o Dr..

"Então mas o seu projecto não é trazer ao mundo informações sobre acontecimentos estranhos que o Governo quer esconder?", perguntei.

"Sim e não. Aqui no Website Estranho eu uso notícias de ovnis perdidos e avistamentos do oculto como disfarce do meu verdadeiro propósito.", explicou.

"Que é?...", perguntei, já impaciente.

"O mesmo da Princesa Maionese. Eu quero encontrar a cria.", respondeu o Dr..

"Mas porquê? O que tem de importante essa cria?", perguntei.

"Essa cria é o fruto de um amor puro e proibido.", disse o Dr..

"E onde é que o Dr. entra nessa história?", perguntei.

"Aí é que está Barry, eu não entro, eu sou parte da história.", respondeu o Dr. fazendo um ar enigmático.

"Isso é a mesma coisa... Mas como assim, faz parte da história? Conhece a Princesa Maionese?", perguntei, reparando que começava a ficar cada vez mais interessado com aquilo que estava a ouvir, o que me levou a pensar por segundos que a loucura do homem se tinha apoderado de mim.

O Dr. sentou-se e começou...

"Conheço. E vou-te contar como...

... Eu nem sempre fui este homem que vês diante dos teus olhos, há 18 anos atrás eu era um homem bem parecido, um génio do oculto que trabalhava numa empresa de investigação espacial onde era conhecido como o Príncipe Espacial e a minha especialidade era a descoberta de novas galáxias e para isso eu construí uma máquina que não só me permitia fazer uma exploração em tempo real como também me permitia uma viagem até novas galáxias por via de tele-transportação. Algo que não agradou aos meus superiores, pois achavam que tal tecnologia era avançada demais e podia cair nas mãos erradas. Por isso, despediram-me, cancelaram o meu projecto, destruíram a máquina e apagaram todos os meus cálculos e estudos. O que eles não sabem é que eu consegui ficar com os dados todos através de uma cópia que fiz e a máquina que eles destruíram foi na realidade o protótipo inicial. A verdadeira veio comigo porque eu não ia desistir de um trabalho de uma vida inteira.

Assim que consegui encontrar um local seguro e com recursos suficientes para colocar a máquina a trabalhar, decidi iniciar a minha exploração pelo Universo e a minha primeira paragem foi uma galáxia distante mas muito parecida com a nossa onde mais tarde vim a descobrir que se tratava da galáxia gémea da Via Láctea, a Via do Leite Achocolatado.

O planeta onde fui parar tinha o nome de planeta dos Molhos, um planeta pequeno e que vivia numa monarquia harmoniosa, falava a nossa língua e recebia muito bem os seus visitantes. Decidi então que seria a minha paragem e por lá me estabeleci.

Passaram algumas semanas e eu já tinha preenchido cerca de cinco blocos de apontamentos e tirado milhares de fotos daquele planeta maravilhoso, até que um dia numa aventura pelo Vale da Lactose ouvi uma voz que pedia socorro e assim que segui a sua direcção reparei numa rapariga linda de morrer que estava presa numa rocha do vale e que estava em perigo de ser levada pelo vento. Armei-me de coragem e com apenas um braço consegui libertar a rapariga segurando-a com força contra mim. Os seus olhos eram verdes e era dona de uma beleza que nunca tinha visto neste nosso mundo. Ela olhou para mim e disse "Obrigada, foste o meu Príncipe salvador." e após o nosso primeiro contacto ficamos horas a falar e a passear pelo Vale. Ela disse-me ser a filha dos Reis e queria saber mais sobre o meu mundo até que ela teve de se ir embora. Marcamos de nos encontrar no dia seguinte e assim aconteceu.

Fomo-nos encontrando e aos poucos percebi que a nossa relação começava a ficar cada vez mais forte e isso fez com que ficasse cada vez mais secreta pois a Princesa estava prometida a um filho de um Conde porque a sua união era importante para manter uma hierarquia "saudável" no planeta. Dei por mim apaixonado e a viver um romance proibido. Encontrávamo-nos às escondidas e numa noite perdemos a noção do tempo e passamos a noite juntos. Foi a melhor noite da minha vida que acabou com um ataque à casa onde nos encontrávamos por parte do exército do Rei que através de uma denúncia anónima descobriu onde a sua filha estava. Ela foi levada à força, eu fui feito prisioneiro e eu mal sabia o que estava prestes a acontecer.

Pelas minhas contas fiquei preso durante oito semanas onde mal via a luz do dia, sem interacções com outras pessoas e a receber água e comida por um buraco pequeno da porta. Um dia, a comida veio com algo extra, um papel com a seguinte mensagem "Tive de arriscar mandar-te esta nota porque não sei mais que fazer. Estou grávida e não consigo convencer o meu pai a libertar-te, eu própria estou presa no meu quarto e apenas consegui mandar-te esta mensagem após subornar o guarda que protege a minha entrada. Amo-te. Ajuda-me.".

Aquele pedido de ajuda deixou-me de rastos porque eu não sabia como sair dali... então durante uma semana eu gritei, bati na parede até que as minhas forças de esgotaram e eu desmaiei no chão frio da cela.

Quando acordei, uma luz cegou-me a vista e mal conseguia perceber mais do que sombras e uma dessas sombras aproximou-se e eu percebi que era o Rei, que ao apresentar-se como tal anunciou "Tu, visitante longínquo, serás enviado de volta à tua terra e estás proibido de voltar a esta galáxia. Como penitência irás também perder as memórias da tua vida neste planeta". Assim que terminou a frase eu senti um frio na testa e acordei aqui em Pitéu, mas com uma penitência ainda maior do aquela proclamada... eu lembrava-me de tudo e não tinha como voltar. Penso que assim que saí daquela galáxia o encantamento que o Rei me fez deixou de funcionar e até hoje não sei porquê, mas quero acreditar que foi pelo amor que que sentia pela Princesa.

Durante anos tentei procurar formas de voltar e construi o Website Estranho para controlar avistamentos de coisas sobrenaturais que o governo esconde na procura por uma mera informação que me levasse à minha Princesa.

Há precisamente onze anos uma notícia captou a minha atenção, na cidade de Roda tinha sido avistada uma mulher estranha que diziam ter poderes e que andava a anunciar que enquanto não tivesse a sua cria de volta iria trazer terror aos seus habitantes. E assim começou a minha procura por ela e pela cria. Até hoje cheguei sempre atrasado ao local onde ela se encontrava porque ela começou a ficar boa em esconder a sua presença entre nós e quando me falaste dessa mulher eu finalmente achei que me podia reencontrar com ela, mas até agora não tive sucesso... ao contrário de ti. Eu preciso que tu me ajudes a encontra-la e preciso que me ajudes a encontrar o meu filho ou filha... por favor."

 

Ficou um silêncio naquela cave e a minha mente estava paralisada. Tudo parecia surreal mas eu, por algum motivo muito doido, acreditava em cada palavra e em cada sentimento que o Dr. me mostrou ao longo da história. Pensei que talvez fosse este o meu destino e que talvez o meu fascínio pelo oculto não era em vão.

Ficamos a olhar um para o outro e eu abracei a loucura com toda a força dizendo...

 

"Por onde começamos?"

 

 

O ÓRFÃO.jpg

 

(Esta é a nova série aqui do blog, é um spin-off d'O Sítio sobre a personagem Barry e aqui está o sexto capítulo. Espero que gostem. Um capítulo novo todas as semanas.) 

 

O ÓRFÃO . CAPÍTULO V

CAPÍTULO IV

 

 

 

V

 

 

Assim que me preparava para deitar recebo uma notificação de que alguém comentou a minha resposta no blog e quando abri a notificação não queria acreditar no que estava a ler...

 

"Ue uos aleuqa euq ut oãn sereuq rebas. Eceuqse o euq etsiv. Et-arbmel od euqot on orbmo"

 

Mais uma vez, com a ajuda do espelho consegui decifrar a mensagem, "eU sou aquela que tu não queres saber. esquecE o que viste. lembra-tE do toque no ombro." e não fiquei com dúvidas. As mensagens tinham de vir da mulher porque eu não contei ao Dr. Rato sobre o encontro de terceiro grau que tivemos com aquele toque no ombro.

Não percebi como é que ela descobriu o meu blog e muito menos como sabia que eu andava a tentar saber mais sobre ela. A verdade é que toda a minha vida me senti atraído por coisas do oculto e mistérios, mas talvez devesse ter ficado quieto em relação a este assunto.

Tinha a cabeça a mil e começava a sentir-me um pouco tonto, logo fui dormir para ver se aliviava a pressão de estar a ter mais confusões do que aquelas que tinha antecipado.

 

O acordar não foi o melhor que tive, mal comi ao pequeno-almoço e no duche, até uma vassoura conseguia ter mais vida que eu. Estava calado e pensativo e enquanto percorria o caminho do orfanato até à escola apercebi-me que estava sozinho, não fisicamente, mas na vida. Afastei os meus únicos amigos, não me conseguia enquadrar em nenhum grupo da escola e a verdade é que os meus melhores momentos foram vividos na solidão.

Quando cheguei à escola, a Fitipa e o Jaimi já nem escondiam mais que estavam juntos e muito menos pararam com a fornicação bocal para me dizer bom dia e eu sei que a Fitipa viu-me a chegar.

Segui para as aulas e reparei mais uma vez na ausência da Madonna, mas não ia voltar à moradia dos Pitéu principalmente porque estava com medo de ver a mulher misteriosa outra vez e o Dr. Fizvaldo Pitéu não contribuía para que o meu medo diminuísse.

Ao tirar os meus livros da mochila, um papel desconhecido caiu ao chão e a primeira coisa que reparei foi no símbolo que estava desenhado nas costas do papel que era do WebSite Estranho do Dr. Rato.

Peguei no papel e o seu conteúdo foi sem dúvida, surpreendente, para não dizer macabro...

 

"Olá Barry,

Sou eu, o Dr. Rato e não te queria assustar ou intimidar no nosso encontro de ontem mas tu foste o único jovem dessa coisa chamada escola que apareceu por cá e eu estou mesmo a precisar de um assistente. Compreendo que não queiras o tão prestigiado lugar e mesmo assim vou ajudar-te, um pouco.

Eu sei quem é a mulher que descreveste e posso falar-te mais dela, mas tem de ser num local neutro como o meu escritório depois das tuas aulas. Após te contar a história, talvez mudes a tua opinião em relação a seres meu assistente e entres na causa.

Abraço,

Dr. Rato"

 

Assim que li aquilo pensei que realmente estava a lidar com um maluco, mas a verdade é que não tinha muito a perder e neste momento acho que só a assistente virtual do meu computador me dá conversa, a Floriana.

Dizem ser a bisneta da ex-assistente oficial da marca Apple, Siri e Cortana, ex-assistente da Microsoft que após uma relação proibida e muitas horas de coding criaram a avó da Floriana. Uma história de amor que tenho de desenvolver no meu blog porque os meus leitores já estão a precisar de algo diferente.

As aulas passaram rápido e eu não prestei atenção a nada do que se falou e consegui ser libertado da aula de educação física porque disse que estava com o período. Sim, uma falha nos sistemas dos Storbots faz com que o seu software não consiga distinguir rapazes de raparigas e por isso a desculpa do período virou rotina para todos os sexos.

 

Quando estava prestes a sair da escola, ouço a Fitipa...

"Barry!", gritou ela.

"Ei, Fitipa. Tudo bem?", perguntei.

"Ei, sim e contigo? Já sei que o Jaimi te contou a verdade e nós não queremos estar chateados contigo e acho que devemos tentar voltar a ser o trio com mais fama aqui da escola. Que dizes?", disse a Fitipa.

"Eu estou bem. Ainda bem, eu também não quero estar chateado com vocês e estou aberto para uma nova tentativa... de amizade. Não aberto para outras coisas.", disse com necessidade de me enfiar num buraco...

"Claro! Amizade. Nós vamos agora ao CPU, vens?", perguntou a Fitipa.

"Agora? Não me dava muito jeito.", respondi.

"Porquê? Anda lá, que tens assim de tão importante para fazer?", insistiu a Fitipa.

"Tenho de ir a um sítio...", eu não queria dizer onde ia e preferia guardar segredo em relação à mulher misteriosa.

"Onde?", continuou a Fitipa.

"Um sítio, F.  Mas eu depois vejo se posso ir lá ter...", disse.

"Nem te incomodes... Já percebi Bar, se não estás disposto a fazer um esforço porque raio havemos nós de o fazer. Tu continuas com os teus segredos e com a tua vida misteriosa. Ainda vais acabar sozinho. Adeus.", disse a Fitipa com ar de quem tinha feito desta nossa conversa, a última que iríamos ter. Eu não consegui dizer uma palavra, apenas fiquei ali parado enquanto ela virava as costas.

Suspirei e pensei que talvez ela tivesse razão, o meu destino era estar e ficar sozinho. 

 

Sem mais demoras e colocando os sentimentos de lado fui em direcção à casa do Dr. Rato para finalmente ter a minha resposta. Quando lá cheguei passei pelo mesmo que da última vez... toquei à campainha e lá veio a "senhora" mãe do Dr. Rato que me mandou ir para o ilustre escritório do mesmo, a cave.

Bati à porta e com a autorização devida entrei. Lá dentro estava o Dr. Rato nos seus quatro computadores e vários quadros brancos com fotografias, mapas e alguns rabiscos numa língua que eu desconhecia...

"É xhosa.", disse o Doutor.

"Santinho?!", respondi.

"Não, a língua que estás a ver nesses quadros chama-se xhosa, é uma língua da África do Sul.", disse o Doutor.

"Ah bom... porque não português?", perguntei.

"Porque assim ninguém descobre os meus segredos, mesmo que seja apanhado. Poucas pessoas conhecem essa língua e assim fico com vantagem cultural.", explicou.

"Pois pois, claro. Vantagem cultural e desvantagem mental...", disse completamente chocado com a loucura que o homem demonstrava.

"Gozas agora, um dia vais ver como é necessária ter vantagem cultural sobre certas pessoas.", disse o Doutor.

"Está bem, mas não estou aqui para isso. Vi o papel que me colocou na mochila, estou aqui porque quero saber quem é a mulher e já nem vou questionar a forma como conseguiu colocar o papel dentro da mochila.", disse.

"Simples, disfarcei-me de estudante e coloquei quando estavas na fila para entrar para a escola. Mas vamos ao que interessa, a mulher mistério...", começou o Dr. Rato.

"Sim, a mulher a mistério... quem é ela? O que anda aqui a fazer e como raio desapareceu do nada enquanto eu a perseguia.", perguntei eu impaciente.

"Vejo que estás sem paciência por isso vou directo ao assunto. A mulher que tens visto chama-se Princesa Maionese, é uma alien e tem sido avistada em outros locais do mundo fazendo aparições estranhas para o comum mortal. A sua missão na Terra é descobrir a sua cria que lhe foi roubada há cerca de quinze anos e enviada para este planeta pelos seus pais, os Reis do planeta dos Molhos da Via do Leite Achocolatado que não concordavam com o seu romance com um Príncipe de uma galáxia distante. Pitéu é só mais uma das suas paragens e eu tenho tentado entrar em contacto com ela, mas não consigo...", explicou o Dr. Rato.

Eu fiquei parado a olhar para o homem, completamente em estado de choque e a única coisa que me saiu foi uma gargalhada de todo o tamanho e um sentimento de estupidez porque tinha acabado de trocar uma tarde de diversão com os meus agora ex-amigos por uma reunião com um homem que precisava de internamento rápido num hospício.

"Achas piada? É um assunto sério. A Princesa tem poderes que podem destruir esta cidade.", continuou o Dr. e continuei eu a rir.

Assim que recuperei o folgo, tive de falar uma última vez...

"Uau, lá imaginação tem você. Eu vou-me embora e obrigada por me fazer rir, porque no fundo o senhor é mesmo uma piada...", disse enquanto me dirigia para a porta, saindo para a rua.

Ainda fiquei uns minutos à porta da casa do Doutor Rato antes de me pôr a caminho do orfanato.

 

Assim que cheguei ao portão vi um vulto na esquina do edifício que se escondeu quando reparou que eu o tinha visto. Curioso como sou, decidi ir na sua direcção e assim que virei a esquina uma luz azul faz-me fechar os olhos e assim que os abro dou comigo numa sala preta com luzes azuis fluorescentes e duas cadeiras brancas no centro. Procuro janelas, portas ou outra saída qualquer e já em pânico começo a bater nas paredes aos gritos sem perceber como tinha ido ali parar. Ainda pensei que o Doutor me tinha drogado com algum tipo de pó ou gás, mas esse meu pensamento foi interrompido...

"Bem-vindo Bartolomeu.", era a mulher misteriosa.

"Você?! Onde é que eu estou? Como é que fez isto?", perguntei em pânico.

"Calma meu rapaz. Não estou aqui para te fazer mal. Estou aqui apenas para te alertar, uma vez mais, que pares de andar à procura de informações sobre mim!", disse a mulher.

"Eu só fiquei curioso e queria saber quem era. Afinal desapareceu na frente dos meus olhos e teve comportamentos estranhos em locais públicos da cidade...", disse.

"Claro, compreendo que os jovens sejam curiosos. Como és bom rapaz, digo-te apenas aquilo que precisas saber, o meu nome... Maionese. Não quero magoar ninguém e estou aqui de passagem. Só quero que me prometas que vais parar de andar atrás de informações sobre a minha pessoa.", insistia a mulher.

"Maionese?!...", questionei lembrando-me da história do Dr. Rato.

"Sim. Já ouviste falar de mim?", perguntou.

"Eu? Não... quer dizer, sim... Apenas para pôr em saladas. Eu só quero sair daqui, por isso sim, prometo que não irei procurar mais informações sobre si. Parei.", disse perante o olhar confuso da mulher.

"Ok. Promessa arquivada e eu levo-as muito a sério, por isso se falhares eu estarei de volta para uma conversa não tão amigável.", ameaçou a mulher e imediatamente a mesma luz azul bloqueia-me a visão e vejo-me sentado no relvado do jardim do orfanato.

 

"Não pode ser. Aquele maluco não pode ter razão!", pensei para mim mesmo. Isto estava a tornar-se demasiado bizarro, mas se alguém me podia ajudar com coisas bizarras e estranhas era sem dúvida o Rato. Peguei no meu telemóvel e no papel com as informações do homem e enviei uma mensagem.

"Precisamos falar! Ass: Barry"

 

A resposta não tardou...

"Não, obrigado. Acabaram as visitas à piada da zona."

 

Eu sabia que perante tal birra, só uma coisa o faria ajudar-me. Respondi...

"Por favor. Eu aceito a posição de assistente e prometo que não gozo mais."

 

Olhei para o portão do orfanato e lá vi o Jaimi com a Fitipa e mais dois rapazes, provavelmente dois novos amigos e percebi que os tinha perdido e que não podia inclui-los nesta loucura principalmente porque nunca iriam acreditar em mim. O meu telemóvel tocou e depois de ler a mensagem eu sabia que já não havia volta a dar...

 

"Bartolomeu Querido, sê bem-vindo ao mundo Estranho. Mãos á obra!"

 

 

CAPÍTULO VI

 

O ÓRFÃO.jpg

 

 (Esta é a nova série aqui do blog, é um spin-off d'O Sítio sobre a personagem Barry e aqui está o quinto capítulo. Espero que gostem. Um capítulo novo todas as semanas.) 

O ÓRFÃO . CAPÍTULO III

CAPÍTULO II

 

 

P.S. Novo post no blog da rubrica "50 nomes que se dão...". O tema desta semana, Portistas.

E fiquem a resposta vencedora do Giveaway, do Triptofano.. If I Were a Girl.

 

 

III

 

 

Lá pensei no dia que tinha passado, no porquê da Fitipa não me falar, a introdução da aula de história com aquele Dr. e naquela mulher que me fez sentir ameaçado.

Bom começo para quem queria um ano lectivo calmo...

 

Já eram dez da noite e eu continuava no telhado a olhar para as estrelas e a aproveitar o silêncio que sabia que não tinha dentro do orfanato. Assim que voltasse para dentro ia levar com os dramas desportivos do Jaimi, a nova doença do Figo, que é hipocondríaco e com o Sr. Godofredo a mandar-nos dormir a cada cinco minutos porque não conseguimos sossegar antes da meia noite. Normalmente paramos antes se ele trouxer a Fiona, porque aquela cabra foi treinada para morder assim que ouvir a palavra "Coça". Até hoje não sei a ligação entre coçar e morder...

Acabei por ir para dentro e o Jaimi lá estava a discutir tácticas de lacrosse com outro rapaz e eu resolvi ir para a cama escrever no blog. Assim que pego no computador o Figo já estava ao meu lado...

"Barry, preciso que me vejas um sinal que tenho na barriga! Está com uma cor estranha, alaranjada e acastanhada e eu tenho comichão.", disse o Figo.

"Figo, já te disse que isso são coisas da tua cabeça e que tens de te acalmar. Já tomaste a medicação de hoje?", disse.

"Já! Não é da minha cabeça, prometo. Vê, por favor!", implorou o Figo.

"Está bem. Mostra lá a mancha.", disse.

Assim que o Figo levantou a camisola não havia dúvidas sobre o que se estava a passar.

"Figo, isso não é um sinal. Isso é uma mancha de molho de tomate da bolonhesa do jantar. Tenta limpar com água e vais ver que passa.", disse, já sem paciência.

O Figo em vez de seguir o meu conselho, levou o dedo à boca e toca de usar saliva como lava tudo e conseguiu limpar o tal "sinal" assustador. 

"B, obrigado. Estava mesmo assustado. Agora posso estar descansado.", disse o Figo.

"E podes também ter mais higiene.", pensei eu. Ele era bom rapaz, mas há limites. 

 

Abri o computador e finalmente deixei-me embarcar no mundo do meu blog...

 

 

Entrada #41

 

Olá...

o dia hoje foi estranho. Já aqui vos contei da parvoíce que foi aquela apresentação do Dr. Rato, mas o que ainda me incomoda é o facto da Fitipa não me falar. Sempre fomos amigos e já não nos víamos há umas semanas, mas estava tudo bem antes, o que será que mudou?...

Provavelmente estar a ler isto F, e podias-me dizer que raio se passou... Enfim.

Vi a Madonna na escola e lá estava ela, linda de morrer e com o brilho mais angelical do mundo. Escrevi uma música para ela e agora só me falta encontrar os acordes perfeitos. Talvez consiga ter coragem e um dia cantar-lhe e este "talvez" é mais "quando ela estiver solteira", sim, porque eu vou esperar.

Posso colocar aqui apenas um pedaço do refrão da música que tem como título "Olhos Quadrados":

 

"Tu sobes e desces,

tu saltas e cais,

Com esse teu brilho ,

Como não te amar mais,

 

A vida perdeu-se,

Nos teus olhos dourados,

Mas no fundo eu sei,

Que eles são apenas quadrados"

 

Profundo, eu sei.

Pode ser que depois de mostrar esta letra com os acordes ao Storbot 4567, ele vai finalmente deixar-me abrir um Glee Club lá na escola, porque a música é outra das minhas paixões. Sou um romântico incurável.

Bem, por aqui fico que se está a fazer tarde e já começo a ver o Figo a vir na minha direcção agarrado ao nariz, uma cavidade com o qual não me apetece confraternizar.

 

O Órfão

 

Fui dormir na esperança de acordar e ter um dia muito melhor.

 

7h00

Credo, hoje não consegui acordar mais cedo e levei com o berro da Fiona e nunca acordo bem disposto depois de tal alarme. Nem o banho me ajudou e o pequeno-almoço são papas de aveia, por isso já imaginava que o dia não fosse de facto ficar melhor. Esperei pelo Jaimi nas escadas do orfanato e fomos para a escola, onde mais uma vez a Fitipa se encontrava no portão e eu estava decidido a falar com ela e perceber o que se passava.

Pedi ao Jaimi para me deixar ir ter com ela sozinho e ele foi indo para a sala.

"Bom dia F! Tudo bem?", disse.

"Olá Barry.", respondeu a Fitipa com um ar seco.

"Podemos falar? É importante.", disse.

"Não precisas de falar muito Bar, eu vi o teu post no blog. Eu não estou chateada, apenas ando sem cabeça e com alguns problemas familiares. Desculpa se te fiz pensar que estava chateada.", explicou a Fitipa.

"A sério? Ainda bem. Não queria nada perder uma amiga como tu.", disse.

"Não perdes. Eu vou tentar andar mais sociável e deixar o mau humor em casa. Como tens estado? Adorei a tua música para a Madonna.", disse a Fitipa.

E lá ficamos nós a falar e a pôr os assuntos em dia. Confesso que já tinha saudades.

 

Deu o primeiro toque de entrada e lá fomos nós ter com o Jaimi para a primeira aula do dia, matemática, com o Storbot Pi. Gosto desta aula porque a Madonna Pitéu senta-se ao meu lado e costumamos ficar em grupo nos projectos, mas hoje ela não veio à aula e eu fiquei um pouco preocupado.

Seguiu-se a aula de Espanhol, Educação Física e Geografia e nada de Madonna, logo tomei a decisão de ir a casa dela ver se estava tudo bem e levar os apontamentos das aulas.

Perguntei se a Fitipa e o Jaimi queriam vir comigo, mas ambos estavam ocupados com as actividades extra-curriculares da escola, como o treino de lacrosse e claque. Fui então sozinho em direcção à moradia dos Pitéu que ficava num dos bairros mais ricos da cidade, o Pitéu Hills. Quando lá cheguei toquei à campainha e apresentei-me...

"Boa tarde. Eu sou o Barry, colega da Madonna, vinha trazer-lhe os apontamentos da escola e saber se estava tudo bem.".

Não obtive resposta, mas o portão abriu-se o que levei como se fosse uma resposta afirmativa e entrei. Assim que cheguei à porta da casa, nem precisei bater porque estava alguém a sair. Era a mulher que estava a discutir com o segurança do SuperPitéu que com cara de poucos amigos se despediu do Dr. Fizvaldo Pitéu. 

"Boa tarde. Deves ser o Barry, o colega da minha filha Madonna. Obrigada por trazeres os apontamentos. Contudo a minha filha não está disponível de momento, mas podes deixar os apontamentos comigo.", disse o Dr. Pitéu.

"Claro. Mas está tudo bem com a Madonna?", perguntei.

"Sim, está. Foi só uma pequena indisposição. Obrigada pela preocupação.", disse o Dr. Pitéu enquanto lhe entregava os apontamentos. 

Despedi-me e fui embora em direcção ao orfanato. Tinha um trabalho de Geografia para escrever e esta não é a minha melhor disciplina.

Antes de chegar ao orfanato vi a mulher misteriosa a caminhar em direcção ao parque e num acto de estupidez decidi segui-la e assim que entra na zona dos limites do bosque Pitesco desaparece. Literalmente! O corpo da mulher foi evaporado! Fui ao limite do bosque e não vi nada. 

Fiquei um pouco assustado e comecei a correr para sair do parque em direcção ao orfanato e só parei quando cheguei ao meu quarto. Fui para o telhado e ainda assustado tentei pensar no que vi e percebi que não havia uma explicação lógica para o que tinha acabado de ver. 

 

Tomei então a decisão de contactar o Dr. Rato, pois o homem lida com coisas estranhas, não fosse o seu site o Website Estranho e ia pedir ajuda com isto. Não vejo mais ninguém que fosse acreditar num miúdo.

Quem é aquela mulher e o que raio lhe aconteceu?

 

 

CAPÍTULO IV

O ÓRFÃO.jpg

 

 

(Esta é a nova série aqui do blog, é um spin-off d'O Sítio sobre a personagem Barry e aqui está o terceiro capítulo, uma introdução. Espero que gostem. Um capítulo novo todas as semanas.)  

#dia 281 - Domingo, again...

Quem já me segue aqui há um tempo, sabe que não sou fã de Domingos, porque são chatos, a minha cabeça simplesmente deixa de funcionar como devia e o máximo de criatividade que consigo é o facto que conseguir juntar duas partes de uma mola com um elástico porque as molas estão caras... e mesmo assim reparar que juntei uma parte rosa e outra verde! God have mercy...

 

Por isto este dia serviu para preparar a próxima semana.

Tratei da roupa, respondi a e-mails, limpei a casa, troquei a roupa da cama e ainda fiz um brunch improvisado. 

 

Apresentei ontem "O Órfão", a nova série aqui do blog que irá ter o seu primeiro capítulo no início desta semana. É um spin-off da minha antiga série "O Sítio" que me vi forçada a parar de escrever pois vai ser lançada em livro no próximo ano.

 

Neste momento estou pronta para a cama e para uma semana em cheio, com muito trabalho, criatividade e uma ida ao chinês para comprar molas.

 

 

P.S.

O meu livro já está à venda, pode ser encomendado através do e-mail: ahipsterchique@gmail.comna livraria Chiado Editora, na Wook e na Bertrand. Irá brevemente para outras livrarias (Fnac e outras) que irei colocar aqui e nas respectivas plataformas on-line.

 

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O GIVEAWAY!

 

Os produtos do giveaway são uma carteira em pele, castanha, de valor 44€. A carteira é mais masculina mas cada um tem os seus gostos e pode ser uma óptima prenda de Natal e quatro pulseiras (lote, ver na imagem).

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Para ganhar estes presentinhos apenas tem de participar num pequeno concurso que estará a decorrer pelo menos durante uma semana aqui no blog. Como? Simples (ou não, mas podem fingir que é):

  • mandar um e-mail para ahipsterchique@gmail.com
  • colocar no assunto: "Eu exigo esses produtos!"
  • no corpo do e-mail enviar o nome (verdadeiro, nickname do blog, etc) e um pequeno texto com o tema:
    - Se pudesses viver por um dia no corpo do sexo oposto, o que farias?

Pode ser um texto longo, curto, uma simples frase! Sejam criativos, porque o mais criativo ganha estes dois brindes com um pequeno bónus: um livro meu!

Tem até dia 28 de Outubro para participar!

 

A Hipster Chique

#dia 280 - O Órfão

Como alguns de vocês devem saber, eu andava a escrever aqui no blog uma série chamada "O Sítio" que me vi forçada a parar de escrever no vigésimo capítulo porque a série vai seguir voos mais altos, irá sair em livro no próximo ano!

A verdade é que me dá um gozo enorme escrever ficção e decidi que não iria parar de o fazer aqui no blog, logo este post serve para vos apresentar a nova série aqui do blog...

O ÓRFÃO

 

Para quem leu "O Sítio" até ao fim, a personagem principal desta nova história será familiar, não fosse "O Órfão" um spin-off d'O Sítio. Pois bem, eu vou contar-vos a história do Barry (Bartolomeu Querido) e irei continuar com o humor habitual que trago para estas histórias de ficção, mas desta vez num local diferente.

 

Apresento então "O Órfão", que irá ter aqui no blog o seu primeiro capítulo no início da próximo semana e um novo capítulo todas as semanas...

 

%22This incredible fictional masterpiece has broug

 

Uma espreitadela?!

 

""Bem-vindos a Pitéu! Com uns quantos habitantes e agora TU!"

...é a primeira coisa que se vê quando entramos na minha cidade, Pitéu. Como tal indica ainda somos uns quantos habitantes, mas eu já não faço parte de tal comunidade.
Estou neste momento de viagem para um sítio novo, numa missão para encontrar o meu patrão e como nunca sei o que o desconhecido me prepara, decidi ler o diário da minha história, que se começou a "escrever" há um ano atrás..."

 

Espero que gostem e que acompanhem esta nova aventura!

 

 

P.S.

O meu livro já está à venda, pode ser encomendado através do e-mail: ahipsterchique@gmail.comna livraria Chiado Editora, na Wook e na Bertrand. Irá brevemente para outras livrarias (Fnac e outras) que irei colocar aqui e nas respectivas plataformas on-line.

 

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O GIVEAWAY!

 

Os produtos do giveaway são uma carteira em pele, castanha, de valor 44€. A carteira é mais masculina mas cada um tem os seus gostos e pode ser uma óptima prenda de Natal e quatro pulseiras (lote, ver na imagem).

20686837_0CTZk.jpeg20686838_12Pwd.jpeg

Para ganhar estes presentinhos apenas tem de participar num pequeno concurso que estará a decorrer pelo menos durante uma semana aqui no blog. Como? Simples (ou não, mas podem fingir que é):

  • mandar um e-mail para ahipsterchique@gmail.com
  • colocar no assunto: "Eu exigo esses produtos!"
  • no corpo do e-mail enviar o nome (verdadeiro, nickname do blog, etc) e um pequeno texto com o tema:
    - Se pudesses viver por um dia no corpo do sexo oposto, o que farias?

Pode ser um texto longo, curto, uma simples frase! Sejam criativos, porque o mais criativo ganha estes dois brindes com um pequeno bónus: um livro meu!

Tem até dia 28 de Outubro para participar!

 

A Hipster Chique

O Sítio . Capítulo XIV

CAPÍTULO XIII

 

 

CAPÍTULO, O DÉCIMO QUARTO

(Capítulo Especial)

 

 

 

A Ema ficou na minha garagem a dormir e a descansar, o Hugo foi com o Vasco para casa dele e eu fiquei no meu quarto a pensar, o que se tornava difícil porque ainda não queria acreditar na traição do Tobias.

Eu começava a gostar dele...

 

No dia seguinte a vida parecia que tinha voltado ao normal, os meus pais estavam como se nada fosse e eu já não podia mais faltar às aulas. Era quarta-feira, dia 7 de Setembro e estava um dia quente e estes 6 dias foram uma loucura.

Por muito que quisesse ignorar tudo e voltar à minha rotina, a prisão da Princesa Maionese, a traição do Tobias e as verdadeiras intenções do O.P.I.M. estavam na minha cabeça.

Fui acordar a Ema, tomamos o pequeno-almoço e fomos até à escola, onde tínhamos combinado encontrar com o Hugo e assim que chegámos à porta vimos a Carolina Banana e o seu grupo de varetas de pau. Ela parecia normal, dentro do género para alguém que tinha sido raptada e infelizmente estava bem de saúde.

Quem também deu à costa foi o Tobias, que apenas nos olhou e continuou na sua vida e o Hugo lá apareceu.

"Bom dia meninas. Como estão?", perguntou.

"Estamos bem, dado a situação. Onde está o Vasco?", disse.

"Foi procurar um local para ficar por cá. Não pode ficar por minha casa, a minha mãe matava-me. Visto ainda não aceitar muito bem que sou gay, tratou o Vasco como se fosse um objecto inanimado que eu trouxe da rua.", disse o Hugo.

 

A conversa ia estender-se, não fosse os nossos olhares centrarem-se num rapaz que estava a sair da sua mota. Um rapaz alto, moreno, de olhos verdes, cabelo brilhante e óculos. Penso que não houve uma única alma que não tivesse olhado para ele que ao passar por nós piscou o olho e continuou.

Confesso que a escola começava a parecer muito mais interessante, já que estávamos na presença de um deus grego que fez o meu útero dar cambalhotas.

A campainha tocou e lá fomos nós para a aula de História aprender quantos pêssegos foram apanhados no dia da liberdade do Sítio, que outrora fora invadida por asiáticos com problemas respiratórios. Qual foi a nossa surpresa por dar de caras com o deus grego que veio na nossa direcção e nesta fase o meu útero, as minhas trompas, o útero da Ema e a próstata do Hugo estavam a ter uma rave.

"Olá. Sabem-me dizer se esta é a aula de História do 12º ano dada pelo Prof. Goma?", disse o deus grego.

Sabe-se lá com que coragem, eu decidi abri a boca...

"Olá. O meu nome é Jessyca Jessica, não se lê o "y" e sim, esta é a aula de História dada pelo Goma.".

"Ainda bem, não me queria enganar no meu primeiro dia. O meu nome é Bartolomeu Querido, mas podem chamar-me Barry, lê-se o "y".", respondeu o Barry.

Todos soltamos uma gargalhada, alguns com uma frequência mais elevada que outros e sentamos-nos todos juntos. Fazia-nos bem fazer amigos.

 

As aulas todas passaram e o Barry já estava em bom funcionamento com o nosso grupo. Ignoramos o Tobias o dia todo e eu sei que mesmo tendo sido difícil para a Ema, ela sabia que estávamos ali ao lado dela. Eu cá, escondia que era difícil para mim...

O Barry esteve connosco no fim das aulas a falar e depois foi-se embora na sua mota. Ficamos a saber que ele se tinha mudado da cidade grande com os pais, era fã de motociclismo e tinha uma paixão por iogurtes de sabores tropicais. Era simpático.

Agora que estávamos sozinhos, resolvemos ir para minha casa para falar sobre a nossa missão e o nosso grupo, os S.A.I.D.A.S (Somos A Irmandade Do Amável Sítio). Juntamos-nos na garagem e o Vasco juntou-se a nós.

"Temos de começar a pensar o que fazer.", disse o Vasco.

"Tens razão. Vamos apontar o que sabemos sobre a O.P.I.M..", respondeu a Ema.

O Hugo pegou num papel e começou a escrever:

  • Localização: Mansão da Rua Principal 
  • Segurança: Código de entrada com 7 dígitos e impressão digital (no mínimo)
  • Celas no lado esquerdo com entrada protegida... Presos: Princesa Maionese (cela 8) e Dr. Rato (cela 4)

"Como assim Dr. Rato?", perguntei.

"Eu fui reservar um quarto para mim na Pensão Xavier e foi de lá que o levamos e as malas dele ainda estão no quarto e o O.P.I.M. continua a pagar pelo mesmo. Ainda o tem como prisioneiro.", respondeu o Vasco.

"Mas porquê? Porque o prenderam em primeiro lugar?", continuei.

"Só soube que tinha de ser levado para uma cela porque era perigoso e podia incomodar as investigações. Só fiz o que o Tobias me mandou.", respondeu o Vasco.

"Quanto a isso talvez eu possa ter mais informações.", disse a Ema.

"A sério? Conta!", disse.

 

"O Dr. Rato não é só um homem estranho que tem um website sobre coisas sobrenaturais. Ele é o primeiro suspeito de ser o Príncipe ou João Hérnia que tivemos em anos.", disse a Ema.

"E só agora estás a dizer isso?", disse, um pouco exaltada.

"Eu não sabia o plano do meu irmão, nem o que realmente pretendia a Princesa Maionese. Estou a dizer agora!", disse a Ema.

Na altura todos pensamos que tinha lógica o Dr. Rato ser o Príncipe, porque ele sabia da lenda e era obcecado por coisas sobrenaturais ou extra-terrestres e como a sua memória foi apagada ele nunca saberia o porquê desta sua obsessão.

 

"Já temos a mãe e o possível pai, só nos falta saber quem é a cria.", disse.

"Isso e como lhe vamos contar que a sua mãe lhe meteu o nome de Mostarda Antiga, ninguém merece, não é nome de gente.", disse o Hugo.

 

 

CAPÍTULO XV 

 

O SÍTIO.jpg

 

(Esta é uma série que já faz parte do blog d'A Hipster Chique há algum tempo e aqui está o décimo quarto capítulo. Link dos restantes capítulos no inicio.) 

O Sítio . Capítulo XIII

CAPÍTULO XII

 

 

CAPÍTULO, O DÉCIMO TERCEIRO

 

 

 

"Não é bem verdade!", a porta abriu-se e já sem o seu fato espacial estávamos de caras com a própria Princesa Maionese, continuou...

"Eu vou precisar da vossa ajuda.".

 

"Ninguém aqui te vai ajudar!", disse olhando para os restantes à espera que alguém concordasse comigo.

"Eu quero propor algo que vai fazer com que todos saiam a ganhar desta confusão. Estás disposta a ouvir?", disse a Princesa Maionese

Confesso que sem o seu fato espacial era como se estivesse a falar com uma pessoa normal. Mas esta pessoa normal era apenas um alien que tinha feito muito mal à raça humana e que tinha os meus pais presos. Quanto aos restantes habitantes, por mim poderiam ser trocados por especiarias extra-terrestres, principalmente a jagunça da Carolina Banana.

"Acho que ouvir-te não irá fazer mal. Que queres?", disse a Ema.

"Penso que todos aqui sabem a minha história e penso que ando a tomar as decisões erradas. Mas se me ajudarem a encontrar a minha cria, eu vou embora, devolvo os habitantes e não lanço bomba nenhuma.", disse a Princesa.

Nós decidimos pedir um tempo para pensar em grupo. A Princesa Maionese concordou em dar-nos espaço e deixou connosco uma pasta com algumas informações que nós poderíamos querer ver.

 

Estávamos todos a discutir o assunto calmamente quando o Tobias se aproxima e antes que pudesse dizer algo eu afastei-me e agarrei o braço do Hugo. O Tobias tinha traído a minha confiança e continuava a ser alguém estranho, o melhor que tinha a fazer era afastar-me.

"Penso que podemos ajudá-la. Iria ser bom para ambos, logo que ela cumpra a parte dela.", disse o Agente Vasco.

Todos concordamos com ele e fomos dar a nossa resposta à Princesa.

"Falo em nome de todos e aceitamos ajudar-te. Só não sei ao certo o que podemos fazer.", disse.

"Simples. Eu tenho a certeza absoluta que dentro desta cave está a minha cria, porque o sensor aponta nesta direcção, mas preciso de conhecimento humano e electrónico que o meu staff não me pode dar. Podem encontrar tudo sobre a minha cria nessa pasta.", respondeu a Princesa.

 

Eu abri a pasta e dei com as seguintes informações, que fazia do "tudo", muito pouco:

Nome_Mostarda Antiga

Idade_850

Último Avistamento_Via Láctea

Principais características_Visão turva em dias com o número 3, veias do lado esquerdo mais grossas que a do lado direito, falante de 34 línguas e dialectos e sem fígado, nasceu com dois pâncreas. Sangue GCS.

 

Estava difícil de chegar lá e não sabia como íamos conseguir identificar a cria com tais características, mas uma característica podia ser a solução.

"O que é sangue GCS?", perguntei.

"É sangue Grosso Com Sal. Vem da mistura do meu sangue de Molhos com o sangue humano. Mas não conseguimos fazer análises sem o pai presente.", respondeu a Princesa.

"Onde está o pai da cria?", perguntou o Tobias.

"Não sei. Desde que saiu do meu planeta que perdemos o contacto. E o meu pai fez-lhe alguma coisa à cabeça que o impede de se lembrar do nosso amor e do fruto que críamos.", disse a Princesa.

"Mas como se chamava ele? Apenas Príncipe?", perguntei.

"Não. Isso foi o que utilizaram nas lendas e contos. O nome dele é João Hérnia. Lindo de morrer. Quem me dera encontra-lo...", respondeu a Princesa, triste.

"Acho que sei quem pode ajudar. Sigam-me.", disse o Tobias.

A início achava que estava a levar-nos na direcção do Doutor Rato, que tinha sido feito refém pelo O.P.I.M. e era especialista em coisas sobrenaturais mas o Tobias tinha outros planos...

 

Estavamos a descer em direcção às salas de detenção e o Tobias abriu uma porta.

"Por aqui Princesa.", disse ele.

Assim que a Princesa entrou o Tobias fechou a porta trancando-a dentro da sala. O seu olhar era diferente, agressivo e ninguém estava a perceber porque estava ele a fazer isto quando todos concordamos ajuda-la. Eu fui a primeira a demonstrar desagrado.

"Que foste fazer? Abre imediatamente a porta! Nós podemos ajudá-la!".

"Eu não a quero ajudar! Um dos objectivos da O.P.I.M. sempre foi prende-la e traze-la à justiça. Ela fez muito mal aos humanos e agora vai finalmente pagar por isso. Acabou! Temos a nave dela e podemos libertar todos e ela nunca mais irá sair desta sala sem supervisão.", disse o Tobias.

Não estava à espera desta reacção e não sabia que podíamos fazer. O Tobias ordenou que nos acompanhassem a todos para a sala principal. 

 

Estávamos todos reunidos quando ouvimos a voz do Capitão Douradinho Tio Viagem...

"Finalmente! A vitória! O meu filho e a sua equipa conseguiram apanhar a terrível Princesa Maionese e esta luta chegou ao fim. Podemos finalmente devolver os prisioneiros à sua vida normal e apagar a sua memória deste acontecimento horrível. Viva!".

"VIVA!", gritou um grupo de agentes. 

Eu, o Hugo, a Ema e o Agente Vasco ficamos calados e chocados com tudo o que se estava a passar. Como não estávamos de acordo com o que se tinha sucedido, fomos convidados a abandonar a O.P.I.M. depois de assinar um contracto de confidencialidade. Custou-me ver a Ema a abandonar o local, porque aquilo era a casa dela e ela tinha-se sentido abandonada e traída pelo próprio irmão e até pai.

Já fora da O.P.I.M. convidei todos para minha casa para falarmos.

 

Assim que cheguei a casa o ar estava puro e nem uma ponta de pó no ar. A minha mãe estava de volta às limpezas, neste caso estava na 29ª, o meu pai a chorar pela morte da equipa das Borboletas e a rir pela morte dos Galos, ambos como se nada fosse. Disse "Olá" e continuei para o meu quarto com a Ema, o Hugo e o Vasco.

Ficámos em silêncio e percebi que ao menos algo de bom tinha vindo disto. O Hugo estava feliz com o seu novo namorado, o Agente Vasco, ou Vasco, mas algo tinha de ser feito.

"Não me interessa quem manda ali e as intenções do Tobias. Isto não é justiça. Temos de libertar a Princesa Maionese, descobrir a cria e acabar com isto como deve ser. Quem está comigo?", disse.

"Nós estamos contigo!", ouvi eu quase em uníssono.

"Sei perfeitamente por onde começar.", disse.

"Espera!! Temos de dar um nome ao nosso pequeno grupo. Que tal S.A.I.D.A.S.?", disse o Hugo.

"Saídas por onde?", perguntou a Ema.

"Não é saídas de sair. É S.A.I.D.A.S., sigla para Somos A Irmandade Do Amável Sítio. Porreiro, não é?", perguntou o Hugo.

"Porque não! Mas vamos continuar a pensar. Por agora sei por onde começar... as nossas saídas?!", disse.

 

Eu não sabia por onde começar! A confiança que tentava passar era falsa de momento, mas eu precisava de nos manter unidos.

Decidimos então que seria melhor se voltássemos à vida normal para ninguém desconfiar e marcávamos pequenas reuniões para tomar decisões e fazer planos sem a interferência do O.P.I.M..

A Ema ficou na minha garagem a dormir e a descansar, o Hugo foi com o Vasco para casa dele e eu fiquei no meu quarto a pensar, o que se tornava difícil porque ainda não queria acreditar na traição do Tobias.

 

Eu começava a gostar dele...

 

 

CAPÍTULO XIV

 

 

P.S. O Sítio esteve parado por algum tempo, por causa das minhas férias, mas vai voltar em grande. Este fim-de-semana sai o novo capítulo especial, com a entrada de uma nova personagem. Fiquem atentos!

O SÍTIO.jpg

 

(Esta é uma série que já faz parte do blog d'A Hipster Chique há algum tempo e aqui está o décimo terceiro capítulo. Link dos restantes capítulos no inicio.)

#dia 162 - Domingo, again...

Domingo, ó dia chato...

 

Este domingo foi passado a escrever e a comer. Choveu um pouco, graças a deus!

 

Não consigo perceber o que se anda a passar com o défice, porque no Observador diz "Défice cai para 2,1% no primeiro trimestre", no Jornal de Notícias temos "Défice orçamental ficou nos 2,1% no primeiro trimestre" e no Diário de Notícias "Défice público subiu para 2,1% no primeiro trimestre". Ao menos ficamos com uma certeza, défice é de 2,1%!

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A Vidcon foi este fim de semana e para quem não sabe, é uma convenção de criadores de conteúdo on-line, como Youtubers, Bloggers, Vloggers. Sonho um dia poder ir lá não só como fã, mas como criadora! É mais que um sonho, é uma meta.

 

Escrevi um capítulo especial da série que escrevo aqui para o blog, O Sítio, o Capítulo XII. Vão ler... JÁ! Ou depois, desculpem.

 

Por aqui me fico, até amanhã...

 

A Hipster Chique

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