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A Hipster Chique

@bichodagalaxia . humor . nerd . fluente em klingon . criativa - ish . opinião

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Hipster Nerd - Ep. 4 . Os livros de Fevereiro

Fevereiro 27, 2019

E que mês!

Nesta semana, na rubrica "Hipster Nerd", trago os livros que li em Fevereiro, que foi um mês de detox tecnológico e onde alcancei um novo recorde de leitura.

Apresento-os aqui com uma pequena review, sem spoilers, que também podem encontrar no Instagram do meu novo projecto, Bicho da Galáxia.

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No mês de Fevereiro li dez livros e valeu muito a pena todas as séries que deixei para trás!

 

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  • Dois Guardam Um Segredo . Karen M. McManus ⭐️⭐️⭐️⭐️ (4/5)

Um dos livros do mês de Fevereiro do book gang que faço parte.
Miss McManus a fazer outra vez das suas! Dois Guardam Um Segredo é mais um mistério desta escritora que me prendeu logo nas primeiras páginas.
As boas vindas a Echo Ridge são dadas aos gémeos Ellery e Ezra que chegam para viver com a avó materna enquanto a sua mãe está na reabilitação. A pequena cidade onde a sua mãe cresceu já viu muito mistério e crime, um deles o desaparecimento da tia (irmã gêmea da mãe) na noite do baile de finalistas onde a mãe foi coroada rainha do baile e o assassinato de Lacey Kilduff, rainha do baile de finalistas de há cinco anos atrás. Ambos os mistérios estão por resolver e criam curiosidade nos habitantes de Echo Ridge e em Ellery que coloca as suas habilidades de detective em acção para os resolver.
McManus levou-me a suspeitar de todas as personagens, a criar diversas teorias da conspiração e o culpado foi uma surpresa.
A diversidade presente no enredo é algo de positivo a notar. Pensei que este seria a continuação de “Um de Nós Mente”, que para mim foi melhor que este, mas teremos de continuar à espera.

 

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  • Pequenos Fogos Em Todo o Lado . Celeste Ng ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ (5/5)

Este é o segundo livro do mês de Fevereiro do book gang que faço parte.
É-me didicil escrever uma crítica e descrever este livro que não seria algo que normalmente escolheria para ler, logo não me prendeu de início mas após alguns capítulos fiquei contente por ter insistido. Se não vos causar um reboliço interno mental, bem, de certeza que não o leram como eu!
A personagem que mais gostei de conhecer foi Mia, uma fotógrafa, mãe de uma filha adolescente, Pearl, que chegam a Shaker Heights e vão viver para uma casa arrendada pela família Richardson.
Elena Richardson e os seus filhos, Izzy, Trip, Moody e Lexie aproximam-se de Mia e da sua filha e com isso discussões são levantadas, julgamentos são feitos e começa uma procura sobre quem está certo e quem está errado, porém nem tudo é assim tão linear.
Um drama familiar que toca em assuntos como o preconceito racial, sexualidade, maternidade, tudo de uma forma que nunca antes vi exposta em livro.
Sinto que estive numa relação bastante séria com este enredo e que perante as questões que me foram levantadas durante a leitura eu pensei que tinha as respostas mais acertadas, o que nem sempre era o caso. Cheguei a dar por mim a gritar de frustração!
Aconselho vivamente e acho que seria um livro muito interessante de ser discutido em grupo para ver os diferentes pontos de vista que são retirados após a leitura.

 

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  • VOX . Christina Dalcher ⭐️⭐️⭐️⭐️ (4/5)

A palavra, a liberdade de expressão, imaginem limites obrigatórios para o quanto podem falar por dia.
Neste livro, Dalcher, apresenta-nos um mundo onde as mulheres só podem dizer 100 palavras por dia. Para controlar o que verbalizam, usam um contador no pulso e o preço a pagar por mais palavras ou por tentativas alternativas de comunicação não verbal é demasiado alto e penoso.
Não há como escapar deste regime imposto nos Estado Unidos da América e a Dra. Jean McClellan, uma linguista cognitiva é a protagonista e heroína imprevisível da história. A passividade do marido e filhos de Jean deram-me cabo dos nervos!
De notar a excelente caracterização, enredo rico e um final que para mim foi uma surpresa.
Foi uma leitura rápida mas muito satisfatória.
As mulheres falam cerca de 20.000 palavras por dia, por isso imaginar um mundo em que podemos falar apenas 100 é completamente assustador.

 

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  • Até ao Fim do Mundo . Maria Semple ⭐️⭐️⭐️ (3.5/5)

Que divertido que foi! Um livro estranho, leve, engraçado e que me fez muito bem.
Esta sátira escrita por Semple conta a história de uma família disfuncional e extravagante que tem como protagonista, Bernadette.
Bernadette é-nos apresentada como uma mãe, arquitecta, criativa, casada com Elgie, um engenheiro de sucesso. Ambos são pais de Bee, uma adolescente inteligente e espevitada.
Um dia tudo muda, Elgie fica viciado no trabalho, Bernadette já não é a mesma e de um dia para o outro desaparece sem deixar rasto. Bee, a sua filha, torna-se então a narradora de uma aventura em busca da sua mãe.
As doidas, porém fortes, relações familiares, a inteligência das personagens, a escrita humorística e uma viagem à Antártida fizeram desta leitura algo saboroso.
P.S. A troca de e-mails de Bernadette com a sua assistente virtual indiana são qualquer coisa!

 

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  • As Estrelas, o Caos e Eu . Jenny McLachlan ⭐️⭐️⭐️ (3/5)

Um romance cheeky, cheio de clichês e adorável. Identifiquei-me do princípio ao fim e mesmo não sendo um livro complexo ou cheio de twists, lê-lo trouxe ao cima uma versão minha mais jovem, sonhadora e que vivia com a cabeça nas nuvens.
Meg é uma adolescente, nerd, inteligente, tímida e com muitos sonhos astronómicos que quer alcançar. A sua mãe é uma mulher que vive no momento e um dia decide partir numa viagem de forma inexplicável e deixa a sua outra filha bebé aos cuidados de Meg.
Ambas ficam com o seu avô, um homem divertido, estranho, que tem galinhas, um hamster que providencia electricidade para a casa e por vezes o seu ar despreocupado leva Meg a tomar uma posição de maior responsabilidade perante a irmã.
Com a possibilidade de ganhar uma viagem para visitar a sede da NASA, uma paixão que começa a crescer de forma adorável, a descoberta de uma relação que nunca pensou ter com a irmã e com todos os problemas que uma adolescência movida a hormonas pode trazer, Meg vive uma aventura para a vida.
Uma leitura tão querida, tão diferente e que mostra, à sua maneira, o poder que o sexo feminino tem e que as mulheres e a ciência tem uma relação cada vez mais próxima. Já para não falar dos pequenos detalhes de astronomia que são um mimo.
Girl power!

 

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  • Fahrenheit 451 . Ray Bradbury ⭐️⭐️⭐️⭐️ (4.5/5)

Este sempre foi um livro que esteve no topo da minha wishlist mas que de certa forma acabava sempre ultrapassado por outros. Encontrei-o e decidi ler este clássico que nos traz uma distopia assustadora.
Bradbury conta a história de um mundo onde não há espaço para a sabedoria e onde a ignorância é uma ferramenta de controlo que o governo usa sobre os cidadãos e para isso efectuam-se queimas de livros à temperatura de 451ºF, temperatura a que o papel dos livros atinge o ponto de ignição e é consumido pelo fogo.
Qualquer livro é ilegal, possuí-los é considerado crime e um grupo de bombeiros está responsável pela tarefa de caçar leitores e pessoas que possuam livros para traze-los à justiça e queimar os livros dos mesmos, onde há quem prefira queimar com os seus livros do que viver na ignorância.
Este grupo de bombeiros segue cegamente as ordens que lhe são dadas e a história foca-se no bombeiro Guy Montag que vive numa apatia completa e que segue as suas rotinas sem nunca questionar nada, isto até ao dia em que conhece Clarisse, uma jovem culta, enérgica e que esconde uma coleção de livros que roubou no trabalho, em sua casa.
A partir deste momento a vida de Guy muda e é-lhe apresentado por Clarisse um passado onde onde as pessoas liam livros livremente e viviam com o poder do conhecimento sem restrições.
Montag começa a ver as coisas com outros olhos e decide lutar por um futuro diferente.
Nem quero pensar o que seria a minha vida sem acesso a livros, a informação e conhecimento.
Um livro extraordinário que aconselho a todos!

 

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  • O Sol Também é Uma Estrela . Nicola Yoon ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ (5/5)

Conexão humana. Será que estamos destinados a encontrar alguém que nos pode mudar a vida?
As conexões que vamos fazendo no decorrer da nossa existência tem sempre impacto, seja a passagem dessa pessoa positiva ou negativa.
Nesta pequena história de 24h conhecemos Natasha, uma rapariga das ciências, pronta para provar o seu valor e que se vê obrigada a abandonar o país onde cresceu para voltar para a Jamaica e Daniel, um filho de sul-coreanos que esperam que o sei filho se torne médico como os seus irmãos, mas Daniel tem outros objectivos, ele quer tornar-se um poeta.
Natasha está em sofrimento, ela tem valor e não quer deixar o país que para ela sempre foi a sua casa e Daniel só quer ser livre e seguir a sua paixão. Ambos encontram-se e o destino faz das suas.
O livro toca, de forma muito directa e honesta, em assuntos como o racismo, estigmas sociais, parentalidade, destino, as diferenças entre as emoções e a ciência e sobre o amor. O que é preciso para o amor acontecer? Será o destino causa suficiente? Tudo questões debatidas nesta obra de Nicola Yoon.
Este não é um simples livro onde duas pessoas se apaixonam, é um livro onde duas pessoas discutem a possibilidade de uma paixão real, de um amor que talvez não tenha estado destinado a ser entregue à primeira vista.
Agora é esperar pelo filme e dar o conselho de lerem antes de verem porque vai aprofundar a experiência. Um young adult que merece a nota máxima!

 

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  • O Ódio Que Semeias . Angie Thomas ⭐️⭐️⭐️⭐️ (4.5/5)

Não podes vencer o racismo com racismo.
Starr, uma jovem de 16 anos testemunha o assassinato do seu melhor amigo Khalil pelas mãos de um polícia. Khalil não estava a fazer nada de errado e nas notícias fazem parecer que tudo foi um acto normal da polícia.
Ninguém parece interessado em investigar o que se passou e Starr está com medo de testemunhar o que realmente aconteceu.
A nossa protagonista está dividida entre dois universos completamente diferentes, vive em Garden Heights com a sua família numa comunidade maioritariamente negra e anda na Williamson Prep, uma escola frequentada principalmente por brancos.
Este livro está escrito de uma forma tão crua e honesta tornando esta leitura algo muito verdadeira e emocional e Angie Thomas inspirou-se no movimento “Black Lives Matter” e demonstra bem que ainda há muito para ser feito para que certas questões raciais e até de classe sejam devidamente discutidas e tratadas.
Foi escrito com coração, alma e vendo todos os dias nas notícias situações reais deste género a acontecer diria mesmo que este livro é muito importante.
Independentemente do género de livros que gostam, aconselho a darem uma oportunidade e a debater o assunto.

 

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  • A Ilusão de Merit . Colleen Hoover ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ (5/5)

Hoover roubou-me o coração, Hoover arrebatou-me com um livro que não durou mais de dois dias e que foi lido como se não pudesse perder mais tempo para descobrir esta aventura de Merit. Foi o meu primeiro livro da autora e não será o último.
O começo levou-me ao vício e percebi que não se tratava de um simples romance com clichês amorosos, não, isto ia ser algo muito mais complexo.
Merit, vive numa pequena cidade com a sua família (mais do que) disfuncional e confesso que cada detalhe me soava a manicómio (DELICIOSO!). Ela sabe os segredos que cada membro da família Voss esconde e carregar esse fardo de guardiã de segredos e mentiras é pesado demais para Merit.
Esta é daquelas reviews que não posso dizer muito mais porque a surpresa a cada página, os momentos cómicos e caricatos e todas as mensagens poderosas sobre o amor, a família, a saúde mental fazem valer a pena.
Isto é também uma história de auto-descoberta, da necessidade de encontrarmos o nosso lugar no mundo.
P.S. Há ali um limite entre o “normal” e a necrofilia que deu cabo de mim.

 

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  • O Tatuador de Auschwitz . Heather Morris ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ (5/5)

O coração doeu um pouco a ler esta história baseada em factos reais onde a autora fez um trabalho soberbo a transportar as memórias de Lale Sokolov para este livro.
Esta é uma história que precisava ser partilhada com o mundo, que todos deviam ler, onde a esperança, o amor e a amizade tinham tanta força como a opressão e a crueldade que se passava dentro dos muros de Auschwitz.
Lale tinha o trabalho de tatuar os números dos prisioneiros que entravam nos campos e foi lá que conheceu Gita. A partir daí a sua vida ganhou novos objectivos, sobreviver e lutar pela liberdade. Correu riscos que lhe podiam ter custado a vida mas a sua coragem ajudou muitos dos prisioneiros e acabou mesmo por sobreviver ao inferno.
Morris passou anos a ouvir as histórias de Lale, que está agora com a sua Gita e as suas memórias ficarão para sempre imortalizadas nesta obra fenomenal.

 

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E estes foram os lidos de Fevereiro, sem contar com as mais de 20 comics que se juntaram à festa. Foi um bom mês e o favorito foi "A Ilusão de Merit" de Colleen Hoover que foi uma surpresa do mês, não contava ler e valeu tanto a pena, li em 5h. 

E vocês? Que andaram a ler em Janeiro ou o que estão a ler agora?

 

A Hipster Chique

Hipster Nerd - Ep. 3 . Potterhead

Fevereiro 13, 2019

I solemnly swear I am up to no good...

 

No último sábado fui ver o cine-concerto do "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban", o terceiro filme do franchise e realmente a magia aconteceu naquela sala.

O meu olhar seguia mais a orquestra, que este ano se fazia acompanhar de um coro, do que o filme mas saboreei cada momento. Aplaudiram-se as casas (Gryffindor, Slytherin, Hufflepuff e Ravenclaw) e claro que já todos sabemos qual é a minha, e se estão com dúvidas eu faço questão de as retirar... Prova Única:

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A música ficou a cargo da Orquestra Filarmonia das Beiras, que mais uma vez fez um trabalho magnífico e trouxe mais emoções a um filme que já por si está cheio delas.

Os fãs aplaudiram cada entrada da sua personagem favorita, falas foram ditas em voz alta, "Turn to page 394" e no fim varinhas foram levantadas em homenagem aos Potterheads e aqueles que fizeram de nós fãs fieis, que já não estão entre nós.

 

... Mischief Managed.

 

A Hipster Chique 

Hipster Nerd - Ep. 2 . Os livros de Janeiro

Fevereiro 07, 2019

Esta é a rubrica semanal que comecei a semana passada, foi sugerida pela Sofia como "O Diário de Uma Nerd" e eu alterei para "Hipster Nerd".

Esta semana trago-vos a minha lista de livros lidos em Janeiro e uma pequena review, livre de spoilers, que também podem encontrar no Instagram do meu novo projecto, Bicho da Galáxia.

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No mês de Janeiro li seis livros e que viagens fantásticas!

 

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  • The NIX . Nathan Hill  ⭐️⭐️⭐️⭐️ (4/5)

“Something does not have to happen for it to feel real”
Samuel Andresen-Anderson é uma personagem pela qual me apaixonei de forma imediata e as páginas voaram.
Sam é um viciado em vídeo-jogos, professor de literatura numa faculdade medíocre de Chicago e um autor falhado e a sua mãe, Faye, é uma professora assistente que toma uma acção agressiva física e verbal contra um político de direita e acaba exposta na internet sendo rotulada de prostituta e terrorista. Faye abandonou Sam quando ele era ainda pequeno e o reencontro dos dois é complexo e leva ambos numa descoberta da vida.
Ao longo do livro é-nos introduzido várias personagens e perspectivas que nos levam a compreender as acções das personagens. Somos levados aos anos 60 dos EUA e Chicago onde Sam descobre um pouco mais da história da sua mãe e acaba redescobrindo a sua.
Romance, humor cínico, segredos misturam-se com capítulos curtos e irresistíveis para o leitor.

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  • Fortaleza Impossível . Jason Rekulak ⭐️⭐️⭐️⭐️ (4/5)

“É uma dessas ideias que não soa estúpida até alguém a dizer em voz alta”
“A Fortaleza Impossível” é uma viagem pelos anos 80 e só por aí chamou a minha atenção.
É a história de três amigos, Billy, Clark e Alf, de 13 anos, tímidos que não se identificam com a maioria dos jovens e que são obcecados pelo universo feminino, tudo o que tenha algum contexto sexual é como ouro para eles.
Essa obsessão ganha novos contornos quando a Playboy apresenta uma capa com a mulher dos seus sonhos, a Vanna White e aqui começa uma aventura com planos mirabolantes para conseguirem colocar a mão naquela que para eles é a sétima maravilha.
Um romance, planos ilegais, programação de jogos e muitas referências que homenageiam os anos 80, fazem com que seja impossível não o devorar de uma leitura só. Para além de ser o título do livro, “A Fortaleza Impossível” é também um jogo que o leitor pode jogar no computador.

 

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  • Por Um Fio . Rainbow Rowell ⭐️⭐️⭐️ (3.5/5)

De uma leitura leve, “Por Um Fio” tem a certa quantidade de humor e emoções com um plot um pouco diferente dos romances típicos.
Rainbow Rowell, autora de êxitos como Fangirl e Eleanor & Park, também escreveu algumas comics dos Runaways para a Marvel e tem uma escrita bastante diversificada.
Neste livro de ritmo rápido sobre relações e a importância do compromisso ficamos a conhecer a história de Georgie e Neal que se vêem confrontados com uma decisão que pode influenciar a sua vida. A luta entre carreira e família com a questão “Porque não ter ambos?” a pairar sobre Georgie e as memórias do que era ter um telefone de corda enrolada e aquelas chamadas longas com aquela pessoa especial, tornam este livro um bom aperitivo de uma tarde chuvosa.

 

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  • A Grande Solidão - Kristin Hannah ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ (5/5)

O livro de Janeiro do #hmbookgang (um clube literário que faço parte, aconselho a visitarem e a seguir @hmbookgang) e um dos melhores livros que já li, entrando no meu top de favoritos.
Kristin Hannah, a autora, mudou-se para o Alaska nos anos 70 depois do seu pai decidir que queria ir viver para o sítio mais bonito do mundo e daí começou a inspiração para esta história extraordinária de superação e coragem. “A Grande Solidão” conta-nos a história de Leni, uma personagem com o qual me identifiquei logo à partida, e dos seus pais Cora e Ernt.
Numa tentativa de melhorar a sua vida e a vida da sua família, Ernt, um homem que vive com os seus fantasmas da guerra e que demonstra uma personalidade violenta, decide mudar-se com a filha e a mulher para o Alasca, Kenai e toda a descrição do local, da cidade e das suas paisagens, dão-nos vontade de querer saber mais sobre a região. Dei por mim a passar uma tarde inteira no Google a pesquisar sobre Kenai e o Alasca.
Uma relação conflituosa e estranha entre os pais de Leni, o amor representado em diversas formas e uma grande dose de coragem fazem deste livro uma obra magnífica que leva o leitor numa viagem de muitas lágrimas e emoções.

 

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  • Um de Nós Mente . Karen M. McManus ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ (5/5)

Quem não está a mentir afinal?
Ora aqui temos um mistério que me viciou do princípio ao fim. Cinco personagens, cinco personalidades diferentes, uma morte e temos o princípio desta história que para mim me fez lembrar um mix de Pretty Little Liars/Riverdale/13 Reasons Why.
Tinha as expectativas bem altas, excelentes recomendações e o hype é verdadeiro! Percebi que era um livro onde os detalhes iriam importar e tentei não ler tão rápido como costumo ler, o que me permitiu aproveitar o crescimento das personagens, a apresentação das suas personalidades e vidas e os twists da história.
Apaixonei-me pelo rebelde Nate (Shocking, eu sei!! 😂), adorei perceber as suas motivações bem como, mesmo sendo um clichê, a sua relação com Brownyn, a nerd.
Um livro que toca em assuntos como o suicídio e a homofobia e que nos faz pensar que por vezes não conhecemos de todo as pessoas com quem lidamos no dia-a-dia ou as suas razões para serem como são.

 

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  • Quando a Luz se Apaga . Nick Clark Windo ⭐️⭐️⭐️ (3.5/5)

Um livro que me colocou ainda mais preocupada com o futuro desta humanidade cada vez mais viciada em tecnologia e incapaz de funcionar sem internet.
Esta história apresenta-nos o Feed, uma rede social que está implementada no cérebro da população, onde podem aceder sem qualquer limite a memórias, pensamentos em tempo real e qualquer informação que necessitem. Já não existem livros, nem qualquer informação fora do Feed e no meio dos viciados só um grupo de resistentes é que tenta fugir ao seu controlo usando engenharia reversa.
O casal principal da trama, Tom e Kate, tem uma ligação bem directa com o Feed. O pai e irmão de Tom são os criadores da rede e ele é contra essa criação, já Kate é uma personalidade famosa no Feed sendo seguida por milhões e adora a sua vida de “youtuber”. Um dia o Feed sofre um ataque de um grupo de hackers, é colocado offline e a humanidade já não sabe como viver o seu quotidiano sem o Feed na sua cabeça, sendo alguns dos cidadãos afectados com uma doença misteriosa.
Todos terão que reaprender a fazer as mais simples tarefas e até o próprio vocabulário.
Com uma temática assustadora, não foi um livro que me tenha prendido logo de início mas que ao fim de alguma insistência me envolveu neste que pode estar perto de ser um possível futuro para a nossa sociedade.

 

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E estes foram os lidos de Janeiro, sem contar com as mais de 15 comics que se juntaram à festa. Foi um bom mês e o favorito foi "A Grande Solidão" de Kristin Hannah que deu cabo do meu emocional todo, foi sem dúvida um livro que entrou no meu top de favoritos de todos os tempos.

 

E vocês? Que andaram a ler em Janeiro ou o que estão a ler agora?

 

A Hipster Chique

 

 

 

Hipster Nerd - Ep. 1 . O que é ser nerd?

Janeiro 22, 2019

Sofia lançou a ideia/desafio de eu escrever uma rubrica chamada "Diário de Uma Nerd" e eu achei uma excelente ideia, mudei-lhe apenas o nome e ficou "Hipster Nerd". Até pretendo tornar isto um post semanal. Vamos começar pelo significado!

Tenho gostos que fazem de mim uma nerd. Mas afinal o que é ser nerd?

Fui à procura do seu significado e foi isto que encontrei.

 

“Nerd significa uma pessoa muito dedicada aos estudos, que exerce atividades intelectuais muitas vezes inadequadas para sua idade.”

Claro, sempre muito dedicada aos estudos... ou não. Eu era aquele tipo de aluna que irritava muita gente porque não precisava de estudar para tirar boas notas, bastava-me estar atenta nas aulas e conseguia tirar notas altas e adquirir a matéria com muita facilidade.

 

 

“...o nerd esquece de atividades sociais prazerosas, como, participar com amigos de uma partida de futebol, se reunir com um grupo “para jogar conversa fora...”

Nunca recusei jogar à bola, agora recuso porque por norma não me convidam para jogar à bola e só me convidam para coisas que a meu ver são tudo menos prazerosas e “jogar conversa fora” com o grupo parece-me uma perda de tempo.

 

 

“O dito, nerd, é muitas vezes um solitário que se dedica a um hobby antissocial, podendo ter dificuldades em se integrar com um grupo, porque geralmente é também bastante tímido.”

Isto está a ficar demasiado negativo mas pronto, eu acho que alguns dos hobbies de um nerd são antissociais porque ninguém quer ler um livro em conjunto, sim porque eu conheço um casal FOFINHO, que lê em conjunto como quem vê uma série e aqui gostava de lhes referir a importância do preservativo para que não se reproduzam.

Não sou nada tímida e ser nerd fez-me ser mais social e procurar pessoas com gostos parecidos, ao mesmo tempo que me dou com pessoas que não partilham desses interesses e mesmo assim tenho uma fácil integração.

 

 

“... a palavra nerd é usada como gíria para descrever uma pessoa irritante, impopular ou fisicamente pouco atraente.”

Pronto, agora isto já é cyberbullying! Irritante não me acho, impopular não é algo que me preocupa se sou ou não e fisicamente pouco atraente não me parece de todo, sexy é o meu nome do meio e tenho provas visuais:

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Agora o que eu considero que me faz uma nerd é a paixão que demonstro por certos assuntos relacionados com a cultura pop como filmes, séries, comics, livros, coleccionáveis e videojogos. Sou uma entusiasta destes assuntos e, ao contrário do que a maioria das definições diz, não me acho mais inteligente que os outros ou alguém antissocial. Sou bastante animada e social, adoro humor e conhecer pessoas novas independentemente dos seus gostos.

 

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