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A Hipster Chique

humor . coisas . nerd . fluente em klingon . criativa - ish . comics . opinião

A Hipster Chique

humor . coisas . nerd . fluente em klingon . criativa - ish . comics . opinião

O Sítio . Capítulo IX

CAPÍTULO VIII

 

 

CAPÍTULO, O NONO

 

 

 

... quando cheguei à parte onde dizia "Suspeitos de Cria" e o único nome que encontrei foi...

Carolina Banana.

 

Imediatamente troquei olhares com o Hugo e a sua cara de choque confirmava que eu não estava a ler mal. A Carolina Banana era a suspeita que o O.P.I.M. tinha de ser a cria da Princesa Maionese e pensando bem, até tinha a sua lógica.

A Carolina vem de uma família onde ter filhos e desconhecer a identidade da progenitora era recorrente, o seu avô ia para o seu 23º filho e continuamos sem saber quem são as mães deles todos. Nunca ouvimos falar da mãe dela e todo aquele comportamento de ave rara coincidia com a loucura da Princesa Maionese. 

Comecei a pensei que talvez o O.P.I.M. estivesse numa boa direcção.

Com esta brincadeira do O.P.I.M reparei nas horas e já era Domingo de manhã, passei a noite acordada e nem ponta de cansaço, talvez porque a adrenalina não o permitia. Fui então falar com o Tobias sobre o que poderia fazer para ajudar e o Hugo foi ter com o Agente Vasco para tentar algo mais do que recolher informações e ajudar. O Hugo e hormonas nunca funcionaram bem e eu culpo aquela injecção dos Galos para ficarem com a alergia aos cachecóis dos Borboletas.

 

Assim que cheguei perto do Tobias a sua cara parecia diferente. Ele estava a sorrir, algo que nunca tinha visto e que começava a gostar, talvez por estar no ambiente dele, ele sentia-se mais à vontade. Até a voz mudou...

"Olá Jessyca, então que achaste disto tudo? Estás mesmo disposta a ajudar-nos?"

"Estou sim. Ainda estou a tentar entender tudo o que se está a passar, mas quero mesmo ajudar-vos. Mas há algo que te queria falar, porque acho que sei por onde podemos começar em relação à vossa suspeita de cria.", disse eu.

"A Carolina Banana. Temos fortes indícios que indicam que poderá ser ela. Não se sabe quem é a mãe e poucos registos há dela em pequena. Tentei uma aproximação, mas os comportamentos dela assustam-me. Mas fala-me dessa tua ideia.", disse o Tobias.

"A Carolina todos os dias de manhã vai tomar o seu pequeno-almoço ao Café do Xavier e talvez eu possa lá aparecer e tentar falar com ela. A partir daí podem segui-la. Que achas?", perguntei eu.

"Acho uma óptima ideia e não te põe em risco, o que me importa. Vou reunir a equipa e saímos dentro de 10 minutos.", respondeu o Tobias.

Finalmente íamos ter acção.

 

O Tobias, a Ema, o Hugo, o Agente Vasco e o Agente Quintas encontraram-se comigo à entrada da O.P.I.M. e lá fomos todos em direcção ao Café do Xavier.

O Hugo contou-me pelo caminho que tinha estado na conversa com o Vasco e que este vinha de uma família real e das mais importantes do Mundo, a família real Ipicanga que descendiam dos oompa-loompas e que tinham como animal real, o abutre. O nome verdadeiro do Agente Vasco era, Príncipe Vasco Terço Ipicanga, o 3/4 e o Hugo estava a ficar fascinado com a ideia de poder vir a ser namorado de um príncipe.

Chegamos ao Café do Xavier e lá estava a Banana a comer o seu Muffin sem lactose, sem glúten, sem açúcar e sem carbonatos e o seu café preto com gotas de gasolina. Eu entrei e o restante grupo ficou na esplanada a fingir ser um grupo de estudo.

Vou em direcção à Carolina e antes de abrir a boca a vaca amestrada mugiu...

"Não sei o que queres ou o que pensas que vens fazer, mas afasta-te que não quero apanhar carrapatos teus."

"Te garanto que não irás apanhar nada meu. Apenas queria falar contigo. É possível? É rápido, prometo não incomodar muito.", disse eu, com muita paciência.

"5 minutos, a contar e senta-te a uma distância respeitável.", mugiu a Banana outra vez.

"Soube que o teu pai está desaparecido. É verdade?", perguntei eu.

"Sim, é. Não sei nada dele há uns dias, mas ele por vezes costuma desaparecer, não é nada de novo.", respondeu a Banana.

"Os meus pais desapareceram também e acho que a polícia tem teorias sobre um rapto conjunto de alguns dos habitantes aqui do Sítio.", disse eu.

"Isso faria com que a minha família fosse de alguma maneira parecida com a tua, o que não é. E os teus 5 minutos acabaram. Adeus!", disse a Banana.

E a conversa acabou mesmo por ali. A Carolina levantou-se e saiu porta fora.

Pouco ou nada tinha conseguido da nossa conversa, apenas que o pai dela desaparecia por vezes e isso podia ser uma pista. Talvez ele já tivesse esse hábito antes e fosse ele o Príncipe viajante que engravidou a Princesa Maionese. Agora era trabalho para os agentes, segui-la e tentar ver se conseguíamos informações extra.

 

Horas depois e ainda andávamos às voltas pelo Sítio entre botiques e lojas e muitas paragens para selfies. Acabamos por segui-la de volta para sua casa e ficámos de vigia durante algum tempo.

De repente um zumbido muito forte começa a ouvir-se no ar vindo da casa dos Banana e o Tobias entrou em alerta...

"Este som! É o aviso da Princesa Maionese. Vasco, Quintas vamos entrar. Não podemos deixar a Maionese chegar perto da suspeita!".

E lá foram eles, deixando-me a mim, à Ema e ao Hugo atrás das grades do portão da casa dos Banana. Entraram na casa e segundos depois uma luz forte azul sai pelas janelas e portas. Ouvimos um grito e esperamos um pouco. O Tobias, o Vasco e o Quintas saíram da casa sem a Carolina e um pouco atordoados. Fomos ao encontro deles e a Ema chamou reforços.

Um carro do O.P.I.M. chegou em minutos perto de nós e já em viagem percebemos que a Carolina tinha sido levada pelo foco de luz e que eles nada conseguiram fazer.

 

Chegamos à HQ e o Tobias dirigiu-se ao Capitão Douradinho Tio Viagem e ainda um pouco abalado e nervoso disse...

"Ela só podia saber da nossa missão. Temos mantido em segredo a identidade da suspeita e temos vigiado os computadores e informações que a Princesa Maionese tem e não há nada sobre a Carolina.".

"O que estás a querer dizer Tobias?", perguntou o Capitão.

"Estou a querer dizer que há um traidor entre nós. Alguém anda a passar informações confidenciais à Princesa Maionese!", respondeu o Tobias.

 

Houve um silêncio e todos olharam uns para os outros. Havia um traidor entre nós e a Princesa Maionese estava agora um passo à nossa frente.

 

CAPÍTULO X 

 

O SÍTIO.jpg

 

 

(Esta é uma série que comecei a escrever há pouco tempo e aqui está o nono capítulo. Link dos primeiros capítulos no inicio. Hei-de escrever todas as semanas, mas caso tenham sugestões para esta minha pequena história, por favor, contribuam, com pequenas ideias, capítulos, entre outros. Escrevam comigo ou deixem-me escrever para vocês, que acham?!)

O Sítio . Capítulo VIII

CAPÍTULO VII

 

CAPÍTULO, O OITAVO

 

 

 

Entramos...

 

A entrada da organização e o seu interior pareciam saídos de um filme de ficção científica. Imediatamente vi várias pessoas com um casaco preto vestido onde se podia ler "O.P.I.M. - Organização de Protecção da Inocência Mental" e o nome do agente. O Tobias e a Ema vestiram o seu assim que entraram e "Agente Tobias Viagem" e "Agente Ema Viagem" ainda me metiam um pouco de confusão. Custódia era um nome com mais charme a meu ver, mas pronto, Viagem seria. 

Pensei que iríamos em direcção ao chefe da organização, o pai do Tobias, mas em vez disso eu e o Hugo fomos levados para uma sala branca. O Tobias e a Ema abandonaram a sala e trancaram-na.

"A sério que nos vão deixar aqui como prisioneiros?", disse eu em altos gritos.

"É para vossa protecção. Primeiro precisamos de falar com o meu pai. Não se preocupem, não são nossos prisioneiros.", respondeu o Tobias.

Os irmãos Viagem afastaram-se e pouco ou nada se via através daquela sala branca onde apenas se encontrava um sofá, uma mesa e um par de cadeiras, também todos brancos. 

"Sinto-me um pouco claustrofóbico e tanto branco faz-me mal ao fígado, tu sabes.", disse-me o Hugo.

"Eu sei, vais ver que não ficamos aqui muito tempo.", disse eu.

"Tu confias neles?", perguntou o Hugo com cara de desconfiado.

"Por enquanto apenas tento confiar. Contudo acho que eles sabem mais do que nos estão a contar. Vamos ver como corre.", respondi eu.

 

Duas horas passadas e continuávamos na sala branca sem ver alma viva. De repente vejo o Tobias a vir em direcção à sala branca na companhia de um senhor alto e atlético com o nome "Capitão Douradinho Tio Viagem", presumi que fosse o seu pai. Assim que entraram na sala, o senhor apresentou-se...

"Boa noite, o meu nome é Capitão Douradinho Tio Viagem, o chefe desta organização. Mas podem-me tratar por Tio Viagem."

"Tio? Achei que o pai do Tobias e da Ema é que era chefe desta organização, não o tio.", disse eu.

"E sou o pai. O meu nome é Tio Viagem. Não tio de tio, Tio de Tio nome.", respondeu o pai do Tobias?!

"Quer o quê?", disse o Hugo

"Esquece Hugo. Eu queria saber porque estamos a ser tratados como prisioneiros e porquê tanto secretismo. Afinal já sei que isto é uma organização secreta e que vocês tem algo a ver com a Princesa Maionese e que ela muito provavelmente raptou os meus pais. Como pensa resolver isso? Nós queremos ajudar e somos capazes.", disse eu confiante.

O Capitão trocou olhares com o Tobias e fez-lhe um pequeno sinal com a cabeça, o que levou o Tobias a abrir a porta da sala branca. O Capitão olhou para mim e para o Hugo e disse...

"Acompanhem-nos..."

 

Andamos um bocado por um túnel e fomos dar a uma sala gigante onde se podia ver diversos monitores, quadros gigantes, vários agentes, salas e até armas nada convencionais, estas tinham aspecto de pepino.

O Capitão continuou...

"Bem-vindos à HQ da O.P.I.M., a Organização de Protecção da Inocência Mental. Somos uma organização com mais de cem anos que foi criada pelo meu avô para protecção da Terra contra invasores de outros planetas, galáxias e até universos. Neste momento estamos com uma missão que já dura há 17 anos, onde acompanhamos um ser extra-terrestre chamada de Princesa Maionese na sua busca pela sua cria. Já passamos por quase todos os continentes, mas temos razões fortes para acreditar que a cria está realmente aqui em Sítio."

"Mas sabem quem pode ser?", perguntei eu.

"Temos as nossas desconfianças e de momento um suspeito muito forte. Contudo estamos a agir de acordo como nos outros locais. Apagamos qualquer referência sobre a Princesa Maionese do servidor de internet local, retiramos todos os livros com a palavra maionese e tentamos evitar possíveis maldições que a Princesa possa causar. Infelizmente não fomos bem sucedidos hoje de tarde, onde infelizmente as equipas Galos e Borboletas foram assassinados e onde felizmente muita gente vai ter dores de barriga após comer tanta galinha frita.", explicou o Capitão.

 

O Capitão continuou a falar mas eu já pouco ouvia, até porque ele começou a falar da história da organização e da importância de continuarem a ser segredo para o resto do mundo. Eu muito sinceramente não queria saber, apenas queria acabar com isto de uma vez, mandar a Princesa Maionese para o arco mais velho, ter os meus pais de volta e voltar à normalidade.

Continuamos na visita à HQ da organização e ficamos a conhecer as máquinas que usam, que as armas que parecem pepinos afinal chamam-se "beringelarmas", visitamos as salas de reunião, de convívio e até as salas dos actuais prisioneiros que estavam todas trancadas não permitindo ver quem estaria lá dentro.

 

Um grupo de três agentes veio na nossa direcção e o Capitão apresentou-os...

"Estes são os agentes Vasco, Pardal e Quinta. Fazem parte da missão Maionese com os meus filhos Tobias e Ema."

Imediatamente o Hugo fixou os olhos no Agente Vasco e os seus olhares foram bem recebidos. Mas por muito que quisesse que o meu melhor amigo finalmente encontrasse o amor eu não poderia perder o foco para aquilo que se estaria a passar. Então disse...

"Penso que já visitamos tudo e tivemos uma óptima tour, mas continuo sem perceber o que estão a fazer e como pretendem travar a Princesa Maionese e recuperar as pessoas raptadas. E que fique bem claro que quero ajudar. Eu e o Hugo, e não vamos a lado nenhum."

"Muito bem. Se querem tanto ajudar penso que podem ficar como consultores e ajudar o Tobias, a Ema e os restantes a conseguir o sucesso desta missão.", disse o Capitão pegando em duas pastas. Continuou...

"Estão aqui todas as informações sobre a missão. Estudem-nas. Já agora, o Dr. Rato foi feito nosso prisioneiro até este assunto passar. Não podemos ter um lunático à procura de respostas a andar por aí. Ele estará a dormir o tempo todo e iremos liberta-lo assim que tudo acabar. Será como se nada se tivesse passado."

Não tinha tanta certeza disso...

 

O Capitão e os agentes afastaram-se e eu e o Hugo pegamos nas pastas para ler. Sentámos-nos numa mesa e começamos a devorar informação.

Na lista de possíveis raptos ou pessoas desaparecidas encontrava-se:

  • Gonçalo Traveca
  • Joaquim Jessica
  • Joaquina Jessica
  • Rute Hélio
  • Francisco Jaime
  • Cristiano Ronaldo Banana Júnior

 

Reparei que para além dos meus pais o pai da Carolina Banana também era uma das pessoas desaparecidas. Estranho ela não ter demonstrado nada, de tão histérica que é. Estranheza que pouco tempo durou quando cheguei à parte onde dizia "Suspeitos de Cria" e o único nome que encontrei foi...

Carolina Banana.

 

CAPÍTULO IX   

 

O SÍTIO.jpg

 

 

(Esta é uma série que comecei a escrever há pouco tempo e aqui está o oitavo capítulo. Link dos primeiros capítulos no inicio. Hei-de escrever todas as semanas, mas caso tenham sugestões para esta minha pequena história, por favor, contribuam, com pequenas ideias, capítulos, entre outros. Escrevam comigo ou deixem-me escrever para vocês, que acham?!)

O Sítio . Capítulo VII

CAPÍTULO VI

 

CAPÍTULO, O SÉTIMO

 

 

 

A Ema olhou para mim e disse...

 

"Jessyca, eu percebo que estejas nervosa e no limite, mas precisas de ter calma. Tudo vai ficar bem aqui no Sítio, te garanto. Só preciso que confies em mim e na minha família. Nós não somos os maus da fita."

"Eu não confio naquilo que não sei. Quem são vocês? Eu quero saber já ou ligo para o Capitão Cerviço Junior!", ameacei eu.

"Está bem. Deixa-me só ligar ao Tobias. Ele pode contar-te tudo o que precisas. Apenas tem calma e espera.", disse a Ema, saindo da minha beira e do Hugo para ligar ao Tobias.

 

Houve um silêncio enorme por uns momentos e apenas troquei olhares preocupados e nervosos com o Hugo. Ele conhecia-me e sabia que calma é coisa que não consigo ficar quando me escondem coisas, mas tínhamos de esperar pelo Tobias.

A Ema voltou... "Ele está a vir e prometo-te que te vamos contar tudo."

"Ok...", respondi eu em tom sério.

Continuamos em silêncio, pelo menos eu e a Ema, porque o Hugo não parava de espirrar por causa do pó dos cachecol dos Borboletas. 10 minutos depois a campainha toca... era o Tobias.

Abri a porta e ele estava calmo mas com cara trancada. Ainda pensei em "ataca-lo" com perguntas assim que o vi, mas algo nele me mete um pouco de medo e normalmente quando fico com muito medo tenho tendência a ficar com ataques de piscar de olhos, não é muito bonito de se ver, até porque às vezes vem acompanhado de quedo de sobrancelhas.

 

O Tobias entrou e pediu para nos sentarmos todos. Ele manteve-se em pé e começou a falar...

"Antes de começar, quero que prometam que isto não sai daqui e que guardam segredo.".

"Tudo bem. Prometemos.", disse eu após uma troca de olhares afirmativa com o Hugo.

"Muito bem. O meu nome é Tobias Viagem, assim como o resto da minha família. Somos os Viagem, não Custódia. Adoptamos esse nome para poder passar despercebidos. E nesta terra tudo parece demasiado parvo, logo achamos que seria o melhor nome para nos adaptarmos. Sem ofensa.", disse o Tobias.

"Eu senti-me um pouco ofendido, Hugo Foi Virgem não é nome parvo. Mas está bem.", defendeu o Hugo e eu também não gostei do que ouvi, mas pronto. Ele lá continuou...

"Nós fazemos parte de uma organização não-governamental que tem como objectivo a protecção da inocência mental dos cidadãos do planeta Terra. Somos os O.P.I.M., Organização de Protecção da Inocência Mental. O meu bisavô foi responsável pela criação desta organização e toda a minha família faz parte. Foi criada depois do irmão do meu bisavô se ter apaixonado por uma mulher de raça Neptuniana que o levou a pôr em perigo o planeta Terra. O meu bisavô lutou contra o seu irmão para manter a paz e inocência mental no planeta e nós continuamos a fazer o mesmo.".

 

Eu não sabia muito bem como reagir a isto. Tinha vinte mil perguntas e parece que só aumentavam e nada de respostas. A única que pareceu lógica no momento foi...

"Mas porque estão aqui n'O Sítio? Tem alguma coisa haver com a Princesa Maionese?".

"Tem sim. Desde há muito tempo que os meus pais tem seguido a Princesa Maionese pelas paragens que tem feito no planeta Terra em busca da sua cria. Nós evitamos que ela faça mal aos habitantes e tentamos minimizar os problemas que ela possa criar. Nós seguimos a Princesa através de um sinal de Bluetooth que ligamos à sua nave, o que nos levou até cá. Temos evitado as maldições diárias que ela costuma fazer e estamos a tentar descobrir quem é a cria antes que ela o faça.", continuou o Tobias.

"Mas porque a querem descobrir antes dela?", perguntou o Hugo.

"Porque diz a lenda que assim que ela descobrir quem é, irá rebentar com o planeta Terra, num gás anal cheio de ovos podres.", rematou o Tobias.

 

Definitivamente estava assustada. Tudo me parecia surreal e se esta história for verdade, estamos em apuros. Seja como for eu achei que deveríamos contar isto ao Dr. Rato e tentar ajudar os "Custódia", que afinal são os Viagem a encontrar a cria da Princesa Maionese. 

De repente lembrei-me que os meus pais ainda não tinham aparecido...

"Hugo, ainda não sei dos meus pais. Preciso de os encontrar.".

"Eles poderão ter sido raptados pela Princesa Maionese. Ela tem costume de raptar habitantes dos locais por onde passa, tira-lhes a memória com um lamber de cara e faz deles reféns. Estamos a fazer de tudo para saber onde estão. Os teus pais não foram os primeiros a desaparecer.", disse a Ema.

 

Definitivamente estava em pânico e queria ajudar. Precisava de encontrar os meus pais! E sei que o Hugo estava também disposto a ajudar.

"Nós queremos entrar na vossa organização e ajudar.", disse eu.

"Não. Nem pensar. Vocês vão ficar quietos e deixar-nos trabalhar. Vocês não sabem com quem se estão a meter.", disse o Tobias.

Eu não me calei...

"Parece que temos um problema então. Se quiseres tenta parar-me, mas duvido que consigas.".

Eu e o Tobias trocamos olhares e eu controlei os meus piscares de olhos, porque estava com medo mas nervosa e decidida ao mesmo tempo. Ficamos numa troca de olhares por uns segundos e comecei a sentir-me um pouco desconfortável. Algo nele me metia confusa...

"Eu não vou pôr-te em risco.", disse o Tobias.

"E eu?", perguntou o Hugo.

"Sim. Tu também Virgem.", respondeu o Tobias.

 

Ainda estivemos numa discussão um pouco tensa por uns minutos e o Tobias lá concordou pelo menos a levar-nos até à HQ da organização para falar com o chefe, o seu pai.

Fomos até à mansão dos "Custódia", entramos no portão, andamos um pouco e de repente uma porta abriu-se e mostrou uma entrada secreta com a descrição "O.P.I.M.". Era um edifício subterrâneo com aberturas e jardins exteriores disfarçados.

 

Entramos...

 

CAPÍTULO VIII   

 

O SÍTIO.jpg

 

(Esta é uma série que comecei a escrever há pouco tempo e aqui está o sétimo capítulo. Link dos primeiros capítulos no inicio. Hei-de escrever todas as semanas, mas caso tenham sugestões para esta minha pequena história, por favor, contribuam, com pequenas ideias, capítulos, entre outros. Escrevam comigo ou deixem-me escrever para vocês, que acham?!)

O Sitio . Capítulo V

CAPÍTULO IV

 

CAPÍTULO, O QUINTO

 

 

Mal sabia eu no que me estava a meter...

 

Agora que víamos uma luz ao fundo do túnel com a vinda do Dr. Rato, eu estava mais calma, mas mesmo assim não sei se terei todas as minhas perguntas respondidas.

O Hugo e a Ema estavam comigo no meu quarto e por momentos esqueci-me do misterioso desaparecimento dos meus pais até que o Hugo espirrou. Ele é alérgico ao pó de cachecol dos Borboletas e como cá em casa temos muitos deles e com a presença do Hugo, a minha mãe passou a limpar a casa mais vezes, umas 37 por dia.

O Hugo era da equipa dos Galos e todos os adeptos foram injectados com uma fórmula que os deixa alérgicos ao pó que vem dos cachecóis dos Borboletas, uma estupidez a meu ver. Deve ser de não ganharem o campeonato Galetas Inter há mais de 4 anos. Aziados é o que são!

 

"Vê-se mesmo que a tua mãe não passou da limpeza número 28 hoje.", disse o Hugo.

"Não sei. Quando cheguei os meus pais já cá não estavam, logo não sei em qual limpeza ela ficou. Depois acabei por receber aquele e-mail, que penso ter haver com eles. Devo ligar à SECS?", disse eu com tom preocupado.

"Acho que sim, devias ligar. Mas duvido que os procurem antes de fazer 50h de desaparecimento.", disparou a Ema Luca.

Ela tinha razão, mas tinha de tentar ligar. 

A SECS era a nossa polícia local, o nome surgiu porque o primeiro capitão da força não sabia escrever "Sítio", então ficou SECS - Sítio Escreve-se Com S. Assim não esquecia.

Liguei e atendeu-me o Capitão Cerviço Junior, que me disse exactamente o mesmo que a Ema, que ainda não tinham sido feitas 50h de desaparecimento e que por causa disso nada poderia fazer. Ficou com a informação dos meus pais e disse que ficaria à espera de mais notícias.

Não havia nada que pudesse fazer, apenas esperar que eles aparecessem, que o Dr. Rato chegue e tentar decifrar o e-mail do "62466373".

 

Passamos horas a ler o e-mail, a fazer esquemas com nomes de suspeitos, dados sobre coisas estranhas e o tempo passou. Adormecemos...

Na manhã seguinte acordei-os com café e a boa notícia que o Dr. Rato estaria quase a chegar porque recebi um e-mail dele a dizer se o podia ir buscar à estação de autocarros.

Bebemos café e comemos barras de cereais fora do prazo, algo que estava na moda desde o desaparecimento de alimentos com glúten. Quando chegamos à estação, procuramos um homem que estivesse perdido ou com "ar de quem procura bezerros", uma expressão típica do Sítio. 

De repente o Hugo apontou para um senhor sentado numa mala, de óculos e com um olhar confuso. Aproximei-me dele...

"Bom dia, é o Dr. Rato?", perguntei eu.

"Bom dia, sou sim. Dr. Camões Rato. A menina deve ser a Jessyca Jessica.", respondeu a figura mais estranha que alguma vez tinha visto.

O Dr. era uma figura que não tinha mais de 1.50m, era magro e fiquei na dúvida se fugiu do hospício ou da cave da mãe. Cave da mãe tornou-se a resposta correcta, mas não a que mais me acalmou.

 

Fomos em direcção à Pensão Xavier onde deixamos o Dr. Rato hospedado. Ele pediu-nos um dia a sós para estudar a cidade sozinho e fazer algumas tarefas, antes de falar connosco. Sem suspeitas, demos ao Dr. toda a informação que tínhamos e fomos embora.

 

Era Sábado e dia de jogo de Galetas entre os Galos e as Borboletas, a final da taça Super. Eu tinha bilhetes e o Hugo achava que devíamos ir mesmo com isto tudo que se estava a passar, até porque podíamos ver comportamentos suspeitos. Acho que esta coisa de detectives do oculto lhe estava a começar a fazer mal.

Como tinha 4 bilhetes, a Ema disse que podíamos convidar o seu irmão, Tobias, ou como eu e o Hugo lhe chamamos, bonzão tarado de rabo espetado. Eu disse que sim e preparei-me mentalmente para o ver, depois daquele nosso "encontro" no meu quarto.

 

Vesti-me a vigor, com as cores dos Borboletas, laranja e cor de mel e encontrei-me com o Hugo, a Ema e o Tobias à entrada do estádio oficial Galetas. Hugo estava vestido com o equipamento oficial dos Galos da época passada, aquele cor creme horrível e os manos Custódia vinham com um simples cachecol dos Borboletas, ao menos o bonzão tarado de rabo espetado era da minha equipa.

 

Entramos no estádio...

 

CAPÍTULO VI  

 

O SÍTIO.jpg

 

 

P.S. Este fim de semana sai um capítulo especial da série "O Sítio" aqui no blog. Fiquem atentos!

 

(Esta é uma série que comecei a escrever há pouco tempo e aqui está o quinto capítulo. Link dos primeiros capítulos no inicio. Hei-de escrever todas as semanas, mas caso tenham sugestões para esta minha pequena história, por favor, contribuam, com pequenas ideias, capítulos, entre outros. Escrevam comigo ou deixem-me escrever para vocês, que acham?!)

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