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A Hipster Chique

humor . coisas . nerd . fluente em klingon . criativa - ish . comics . opinião

A Hipster Chique

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O ÓRFÃO . CAPÍTULO VI

!! POST NÚMERO 400 !!

 

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......

 

CAPÍTULO V

 

 

VI

(ESPECIAL - PRINCESA MAIONESE E DR. RATO)

 

 

O meu telemóvel tocou e depois de ler a mensagem eu sabia que já não havia volta a dar...

 

"Bartolomeu Querido, sê bem-vindo ao mundo Estranho. Mãos á obra!"

 

 

Dei por mim parado a olhar para o telemóvel, para a mensagem que o Dr. Rato me tinha enviado e por estranho que pareça não me sentia arrependido por me ter oferecido para assistente dele. Afinal tinha acabado de ter um encontro com uma mulher doida varrida que pelos vistos é uma alien e consegui afastar os meus amigos. 

Estava sozinho, sem perspectivas de futuro e bastante cansado. Entrei no orfanato e fui preparar-me para o jantar.

Quando me dirigi para o salão principal, o Jaimi já lá estava numa mesa acompanhado pelo Figo e por outro rapaz e eu senti que não era bem-vindo, então fui-me sentar numa mesa sozinho e o Sr. Godofredo, um funcionário que é quase como um padrinho para nós, aproximou-se...

"Então Bartolomeu, por aqui sozinho?", perguntou.

"Sim, hoje estou com vontade de estar sozinho, comer rápido e ir dormir.", respondi.

"Mas não te sentes bem?", insistiu o Sr. Godofredo.

"Sinto, apenas é um daqueles dias. Devem ser as hormonas adolescentes a fervilhar dentro de mim. Não se preocupe.", disse, fazendo-o abanar a cabeça e afastar-se da minha mesa.

O Jaimi olhava para mim mas a sua expressão era vazia. Sentia-me triste...

Mal acabei o jantar, fui para a cama e desliguei do mundo.

 

6h59

Acordei num sobressalto porque tinha acabado de ter um pesadelo com a tal Maionese e percebi que hoje não havia aulas, logo a Fiona só vem berrar por volta das 9h, contudo o meu telemóvel estava a apresentar uma notificação e quando fui ver percebi que era mais uma mensagem do Dr. Rato...

 

"Bartolomeu, preciso que te apresentes aqui no meu escritório pelas 8h da manhã para começarmos o trabalho. Não toques à campainha, tem um chave debaixo do tapete. Acordar a minha mãe é pedir para seres perseguido por um pterodactilo que não come há mais de um ano."

 

Não achei que trabalhar para este homem iria ser uma experiência normal, mas ia ser um desafio. Fui tomar banho, passei pela cozinha para roubar uma maça e segui para o escritório do Dr., ou melhor, para a cave da casa da sua mãe.

Assim que cheguei à casa do Dr. fiz como me tinha indicado e peguei na chave que estava debaixo do tapete. Entrei e bati à porta da cave.

"Entra Bartolomeu!", ouvi o Dr. Rato a chamar.

Entrei...

"Bom dia. E pode chamar-me Barry, eu prefiro.", disse.

"Claro, Barry. Como estás hoje? Preparado para entrar no mundo estranho?", perguntou o Dr. com um entusiasmo que naquele momento só ele sentia.

"Sim, cá estou eu. Em que posso ajudar?", perguntei.

"Calma meu caro. Antes de começares o teu trabalho como meu assistente precisas de saber a verdade sobre o meu projecto.", disse o Dr..

"Então mas o seu projecto não é trazer ao mundo informações sobre acontecimentos estranhos que o Governo quer esconder?", perguntei.

"Sim e não. Aqui no Website Estranho eu uso notícias de ovnis perdidos e avistamentos do oculto como disfarce do meu verdadeiro propósito.", explicou.

"Que é?...", perguntei, já impaciente.

"O mesmo da Princesa Maionese. Eu quero encontrar a cria.", respondeu o Dr..

"Mas porquê? O que tem de importante essa cria?", perguntei.

"Essa cria é o fruto de um amor puro e proibido.", disse o Dr..

"E onde é que o Dr. entra nessa história?", perguntei.

"Aí é que está Barry, eu não entro, eu sou parte da história.", respondeu o Dr. fazendo um ar enigmático.

"Isso é a mesma coisa... Mas como assim, faz parte da história? Conhece a Princesa Maionese?", perguntei, reparando que começava a ficar cada vez mais interessado com aquilo que estava a ouvir, o que me levou a pensar por segundos que a loucura do homem se tinha apoderado de mim.

O Dr. sentou-se e começou...

"Conheço. E vou-te contar como...

... Eu nem sempre fui este homem que vês diante dos teus olhos, há 18 anos atrás eu era um homem bem parecido, um génio do oculto que trabalhava numa empresa de investigação espacial onde era conhecido como o Príncipe Espacial e a minha especialidade era a descoberta de novas galáxias e para isso eu construí uma máquina que não só me permitia fazer uma exploração em tempo real como também me permitia uma viagem até novas galáxias por via de tele-transportação. Algo que não agradou aos meus superiores, pois achavam que tal tecnologia era avançada demais e podia cair nas mãos erradas. Por isso, despediram-me, cancelaram o meu projecto, destruíram a máquina e apagaram todos os meus cálculos e estudos. O que eles não sabem é que eu consegui ficar com os dados todos através de uma cópia que fiz e a máquina que eles destruíram foi na realidade o protótipo inicial. A verdadeira veio comigo porque eu não ia desistir de um trabalho de uma vida inteira.

Assim que consegui encontrar um local seguro e com recursos suficientes para colocar a máquina a trabalhar, decidi iniciar a minha exploração pelo Universo e a minha primeira paragem foi uma galáxia distante mas muito parecida com a nossa onde mais tarde vim a descobrir que se tratava da galáxia gémea da Via Láctea, a Via do Leite Achocolatado.

O planeta onde fui parar tinha o nome de planeta dos Molhos, um planeta pequeno e que vivia numa monarquia harmoniosa, falava a nossa língua e recebia muito bem os seus visitantes. Decidi então que seria a minha paragem e por lá me estabeleci.

Passaram algumas semanas e eu já tinha preenchido cerca de cinco blocos de apontamentos e tirado milhares de fotos daquele planeta maravilhoso, até que um dia numa aventura pelo Vale da Lactose ouvi uma voz que pedia socorro e assim que segui a sua direcção reparei numa rapariga linda de morrer que estava presa numa rocha do vale e que estava em perigo de ser levada pelo vento. Armei-me de coragem e com apenas um braço consegui libertar a rapariga segurando-a com força contra mim. Os seus olhos eram verdes e era dona de uma beleza que nunca tinha visto neste nosso mundo. Ela olhou para mim e disse "Obrigada, foste o meu Príncipe salvador." e após o nosso primeiro contacto ficamos horas a falar e a passear pelo Vale. Ela disse-me ser a filha dos Reis e queria saber mais sobre o meu mundo até que ela teve de se ir embora. Marcamos de nos encontrar no dia seguinte e assim aconteceu.

Fomo-nos encontrando e aos poucos percebi que a nossa relação começava a ficar cada vez mais forte e isso fez com que ficasse cada vez mais secreta pois a Princesa estava prometida a um filho de um Conde porque a sua união era importante para manter uma hierarquia "saudável" no planeta. Dei por mim apaixonado e a viver um romance proibido. Encontrávamo-nos às escondidas e numa noite perdemos a noção do tempo e passamos a noite juntos. Foi a melhor noite da minha vida que acabou com um ataque à casa onde nos encontrávamos por parte do exército do Rei que através de uma denúncia anónima descobriu onde a sua filha estava. Ela foi levada à força, eu fui feito prisioneiro e eu mal sabia o que estava prestes a acontecer.

Pelas minhas contas fiquei preso durante oito semanas onde mal via a luz do dia, sem interacções com outras pessoas e a receber água e comida por um buraco pequeno da porta. Um dia, a comida veio com algo extra, um papel com a seguinte mensagem "Tive de arriscar mandar-te esta nota porque não sei mais que fazer. Estou grávida e não consigo convencer o meu pai a libertar-te, eu própria estou presa no meu quarto e apenas consegui mandar-te esta mensagem após subornar o guarda que protege a minha entrada. Amo-te. Ajuda-me.".

Aquele pedido de ajuda deixou-me de rastos porque eu não sabia como sair dali... então durante uma semana eu gritei, bati na parede até que as minhas forças de esgotaram e eu desmaiei no chão frio da cela.

Quando acordei, uma luz cegou-me a vista e mal conseguia perceber mais do que sombras e uma dessas sombras aproximou-se e eu percebi que era o Rei, que ao apresentar-se como tal anunciou "Tu, visitante longínquo, serás enviado de volta à tua terra e estás proibido de voltar a esta galáxia. Como penitência irás também perder as memórias da tua vida neste planeta". Assim que terminou a frase eu senti um frio na testa e acordei aqui em Pitéu, mas com uma penitência ainda maior do aquela proclamada... eu lembrava-me de tudo e não tinha como voltar. Penso que assim que saí daquela galáxia o encantamento que o Rei me fez deixou de funcionar e até hoje não sei porquê, mas quero acreditar que foi pelo amor que que sentia pela Princesa.

Durante anos tentei procurar formas de voltar e construi o Website Estranho para controlar avistamentos de coisas sobrenaturais que o governo esconde na procura por uma mera informação que me levasse à minha Princesa.

Há precisamente onze anos uma notícia captou a minha atenção, na cidade de Roda tinha sido avistada uma mulher estranha que diziam ter poderes e que andava a anunciar que enquanto não tivesse a sua cria de volta iria trazer terror aos seus habitantes. E assim começou a minha procura por ela e pela cria. Até hoje cheguei sempre atrasado ao local onde ela se encontrava porque ela começou a ficar boa em esconder a sua presença entre nós e quando me falaste dessa mulher eu finalmente achei que me podia reencontrar com ela, mas até agora não tive sucesso... ao contrário de ti. Eu preciso que tu me ajudes a encontra-la e preciso que me ajudes a encontrar o meu filho ou filha... por favor."

 

Ficou um silêncio naquela cave e a minha mente estava paralisada. Tudo parecia surreal mas eu, por algum motivo muito doido, acreditava em cada palavra e em cada sentimento que o Dr. me mostrou ao longo da história. Pensei que talvez fosse este o meu destino e que talvez o meu fascínio pelo oculto não era em vão.

Ficamos a olhar um para o outro e eu abracei a loucura com toda a força dizendo...

 

"Por onde começamos?"

 

 

O ÓRFÃO.jpg

 

(Esta é a nova série aqui do blog, é um spin-off d'O Sítio sobre a personagem Barry e aqui está o sexto capítulo. Espero que gostem. Um capítulo novo todas as semanas.) 

 

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