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A Hipster Chique

humor . coisas . nerd . fluente em klingon . criativa - ish . comics . opinião

A Hipster Chique

humor . coisas . nerd . fluente em klingon . criativa - ish . comics . opinião

29
Mai17

O Sítio . Capítulo IX

A Hipster Chique

CAPÍTULO VIII

 

 

CAPÍTULO, O NONO

 

 

 

... quando cheguei à parte onde dizia "Suspeitos de Cria" e o único nome que encontrei foi...

Carolina Banana.

 

Imediatamente troquei olhares com o Hugo e a sua cara de choque confirmava que eu não estava a ler mal. A Carolina Banana era a suspeita que o O.P.I.M. tinha de ser a cria da Princesa Maionese e pensando bem, até tinha a sua lógica.

A Carolina vem de uma família onde ter filhos e desconhecer a identidade da progenitora era recorrente, o seu avô ia para o seu 23º filho e continuamos sem saber quem são as mães deles todos. Nunca ouvimos falar da mãe dela e todo aquele comportamento de ave rara coincidia com a loucura da Princesa Maionese. 

Comecei a pensei que talvez o O.P.I.M. estivesse numa boa direcção.

Com esta brincadeira do O.P.I.M reparei nas horas e já era Domingo de manhã, passei a noite acordada e nem ponta de cansaço, talvez porque a adrenalina não o permitia. Fui então falar com o Tobias sobre o que poderia fazer para ajudar e o Hugo foi ter com o Agente Vasco para tentar algo mais do que recolher informações e ajudar. O Hugo e hormonas nunca funcionaram bem e eu culpo aquela injecção dos Galos para ficarem com a alergia aos cachecóis dos Borboletas.

 

Assim que cheguei perto do Tobias a sua cara parecia diferente. Ele estava a sorrir, algo que nunca tinha visto e que começava a gostar, talvez por estar no ambiente dele, ele sentia-se mais à vontade. Até a voz mudou...

"Olá Jessyca, então que achaste disto tudo? Estás mesmo disposta a ajudar-nos?"

"Estou sim. Ainda estou a tentar entender tudo o que se está a passar, mas quero mesmo ajudar-vos. Mas há algo que te queria falar, porque acho que sei por onde podemos começar em relação à vossa suspeita de cria.", disse eu.

"A Carolina Banana. Temos fortes indícios que indicam que poderá ser ela. Não se sabe quem é a mãe e poucos registos há dela em pequena. Tentei uma aproximação, mas os comportamentos dela assustam-me. Mas fala-me dessa tua ideia.", disse o Tobias.

"A Carolina todos os dias de manhã vai tomar o seu pequeno-almoço ao Café do Xavier e talvez eu possa lá aparecer e tentar falar com ela. A partir daí podem segui-la. Que achas?", perguntei eu.

"Acho uma óptima ideia e não te põe em risco, o que me importa. Vou reunir a equipa e saímos dentro de 10 minutos.", respondeu o Tobias.

Finalmente íamos ter acção.

 

O Tobias, a Ema, o Hugo, o Agente Vasco e o Agente Quintas encontraram-se comigo à entrada da O.P.I.M. e lá fomos todos em direcção ao Café do Xavier.

O Hugo contou-me pelo caminho que tinha estado na conversa com o Vasco e que este vinha de uma família real e das mais importantes do Mundo, a família real Ipicanga que descendiam dos oompa-loompas e que tinham como animal real, o abutre. O nome verdadeiro do Agente Vasco era, Príncipe Vasco Terço Ipicanga, o 3/4 e o Hugo estava a ficar fascinado com a ideia de poder vir a ser namorado de um príncipe.

Chegamos ao Café do Xavier e lá estava a Banana a comer o seu Muffin sem lactose, sem glúten, sem açúcar e sem carbonatos e o seu café preto com gotas de gasolina. Eu entrei e o restante grupo ficou na esplanada a fingir ser um grupo de estudo.

Vou em direcção à Carolina e antes de abrir a boca a vaca amestrada mugiu...

"Não sei o que queres ou o que pensas que vens fazer, mas afasta-te que não quero apanhar carrapatos teus."

"Te garanto que não irás apanhar nada meu. Apenas queria falar contigo. É possível? É rápido, prometo não incomodar muito.", disse eu, com muita paciência.

"5 minutos, a contar e senta-te a uma distância respeitável.", mugiu a Banana outra vez.

"Soube que o teu pai está desaparecido. É verdade?", perguntei eu.

"Sim, é. Não sei nada dele há uns dias, mas ele por vezes costuma desaparecer, não é nada de novo.", respondeu a Banana.

"Os meus pais desapareceram também e acho que a polícia tem teorias sobre um rapto conjunto de alguns dos habitantes aqui do Sítio.", disse eu.

"Isso faria com que a minha família fosse de alguma maneira parecida com a tua, o que não é. E os teus 5 minutos acabaram. Adeus!", disse a Banana.

E a conversa acabou mesmo por ali. A Carolina levantou-se e saiu porta fora.

Pouco ou nada tinha conseguido da nossa conversa, apenas que o pai dela desaparecia por vezes e isso podia ser uma pista. Talvez ele já tivesse esse hábito antes e fosse ele o Príncipe viajante que engravidou a Princesa Maionese. Agora era trabalho para os agentes, segui-la e tentar ver se conseguíamos informações extra.

 

Horas depois e ainda andávamos às voltas pelo Sítio entre botiques e lojas e muitas paragens para selfies. Acabamos por segui-la de volta para sua casa e ficámos de vigia durante algum tempo.

De repente um zumbido muito forte começa a ouvir-se no ar vindo da casa dos Banana e o Tobias entrou em alerta...

"Este som! É o aviso da Princesa Maionese. Vasco, Quintas vamos entrar. Não podemos deixar a Maionese chegar perto da suspeita!".

E lá foram eles, deixando-me a mim, à Ema e ao Hugo atrás das grades do portão da casa dos Banana. Entraram na casa e segundos depois uma luz forte azul sai pelas janelas e portas. Ouvimos um grito e esperamos um pouco. O Tobias, o Vasco e o Quintas saíram da casa sem a Carolina e um pouco atordoados. Fomos ao encontro deles e a Ema chamou reforços.

Um carro do O.P.I.M. chegou em minutos perto de nós e já em viagem percebemos que a Carolina tinha sido levada pelo foco de luz e que eles nada conseguiram fazer.

 

Chegamos à HQ e o Tobias dirigiu-se ao Capitão Douradinho Tio Viagem e ainda um pouco abalado e nervoso disse...

"Ela só podia saber da nossa missão. Temos mantido em segredo a identidade da suspeita e temos vigiado os computadores e informações que a Princesa Maionese tem e não há nada sobre a Carolina.".

"O que estás a querer dizer Tobias?", perguntou o Capitão.

"Estou a querer dizer que há um traidor entre nós. Alguém anda a passar informações confidenciais à Princesa Maionese!", respondeu o Tobias.

 

Houve um silêncio e todos olharam uns para os outros. Havia um traidor entre nós e a Princesa Maionese estava agora um passo à nossa frente.

 

CAPÍTULO X 

 

O SÍTIO.jpg

 

 

(Esta é uma série que comecei a escrever há pouco tempo e aqui está o nono capítulo. Link dos primeiros capítulos no inicio. Hei-de escrever todas as semanas, mas caso tenham sugestões para esta minha pequena história, por favor, contribuam, com pequenas ideias, capítulos, entre outros. Escrevam comigo ou deixem-me escrever para vocês, que acham?!)

07
Mai17

O Sitio . Capítulo VI

A Hipster Chique

CAPÍTULO V

 

CAPÍTULO, O SEXTO

 

 

Entramos no estádio...

 

O estádio estava completo, 340 pessoas gritavam das bancadas pelas suas equipas. Havia mais apoiantes dos Borboletas e eu estava ansiosa por ver o Castor, o jogador novo que definitivamente era a minha nova crush.

Sentámo-nos e fiquei entre o Hugo e o Tobias. O Hugo tinha de manter um pouco o silêncio pois estávamos numa zona de Borboletas e se ele desse muito nas vistas como Galo, algo ia correr mal. 

Os apoiantes dos borboletas são muito ferrenhos.

Mesmo sendo apoiantes dos Borboletas, os irmãos Custódia pareciam estar um pouco confusos com tudo o que estavam a ver e pareceu-me que era o primeiro jogo de Galetas que assistiam.

"Já tinham vindo a um jogo de Galetas?", perguntei eu ao Tobias.

"Não, este é o primeiro. Mas se queres honestidade, eu nem sei como funciona este jogo. Normalmente sou mais pessoa de futebol.", respondeu-me.

Primeiro achei estranho por ele me dirigir a palavra de uma maneira tão "normal", em segundo, já não me lembro do que é futebol, desde a morte de Cristiano Ronaldo que decidiram acabar com o mesmo, fala-se de um motim de adeptos por todo o mundo que ameaçaram matar o presidente da Federação com garrafas de iogurte líquido caso ele não acabasse com o futebol... e em terceiro, eu tinha de explicar a esta pobre alma como funcionava o jogo de Galetas.

"Futebol é história. Galetas agora é o jogo do momento. Tens 7 jogadores de cada lado, 7 galos e 7 borboletas. Em cada lado do campo tens 3 troncos e o objectivo é colocar os troncos do adversário abaixo. O que exige muita força física e por isso mesmo os Borboletas ganham a maior parte das vezes. É um jogo de adrenalina e diverte.", eu expliquei entusiasmada.

"Os Borboletas são levados ao colinho e conseguem sempre pôr os troncos a baixo porque o árbitro não "vê" as chapadas de asas que eles mandam!", ripostou o Hugo... com muita azia.

"Humm... ok.", respondeu o Tobias e algo me diz que estava pouco impressionado.

 

O jogo começou.

 

Uns 30 minutos depois e no ecrã já se podia ver o resultado de 1-1 e adeptos nada contentes com o resultado. Deu-me a fome e o Tobias ofereceu-se para ir buscar comida e bebida comigo.

Havia algo nele que me deixava estranha, cada troca de olhares era intensa mas ao mesmo tempo eu tinha um certo medo de me aproximar dele.

Chegamos ao bar e o Tobias pediu 4 cachorros com batatas e 4 sodas. Eu insisti em pagar e ele concordou. No momento em que ele pegou na comida eu vi algo no pulso dele que me deixou alerta. Era uma tatuagem em forma de ovo de galinha, mas rachado.

Pensei de imediato que ele era um traidor e estaria a torcer pela equipa dos Galos, mas tentei ignorar porque aquele rabo espetado distraiu-me.

 

Voltamos para o nosso lugar e o resultado do jogo estava igual. Fiz sinal ao Hugo para olhar para o pulso do Tobias. Depois de muitas posições de vinda de AVC o Hugo lá percebeu e ficamos ambos a pensar qual o significado daquilo...

 

O jogo continuava e a 5 minutos do fim começamos a ouvir um zumbido e de repente uma luz branca acompanhada por uma explosão bateu no campo. O cheiro a frango de churrasco e de borboleta a pequim começava a anunciar o pior, todos os jogadores dos Borboletas e dos Galos estavam mortos. A luz branca e um fumo de cor amarela continuava a inundar o estádio e eu só procurava de forma confusa pelo Hugo, a Ema e o Tobias.

Vi de relance o Tobias a abandonar o local das bancadas e ainda chamei por ele. Ele olhou para mim e continuou.

Senti um braço no ombro e era o Hugo e a Ema. Tentamos procurar pela saída com muitos empurrões e gritos de pânico. Chegamos finalmente ao exterior do estádio e a Ema perguntou "Onde está o Tobias?", eu disse que ele tinha saído das bancadas e que nunca mais o tinha visto.

Ela ligou-lhe e após uma conversa voltou para a nossa beira como se nada fosse. Decidimos ir para minha casa porque a SECS tinha chegado e nós não queríamos ser apanhados na confusão.

 

"Que raio se passou?", perguntou o Hugo.

"Não sei mas foi assustador. Já passou é o que interessa.", disse a Ema.

"Não é bem assim Ema. Isto chegou a um limite! Já chega! O Sítio era um local calmo e agora tudo mudou. Morreram as equipas mais prestigiadas de Galetas e há coisas sem resposta. Precisamos falar com o Dr. Rato e acabar com isto. E o teu irmão tem algo a esconder Ema, não digas que não. Que se passa com a vossa família? Que tem a esconder??", gritei eu, que tinha chegado a um limite e precisava de resposta.

 

A Ema olhou para mim e disse...

 

CAPÍTULO VII   

 

O SÍTIO.jpg

 

 

(Esta é uma série que comecei a escrever há pouco tempo e aqui está o sexto capítulo. Link dos primeiros capítulos no inicio. Hei-de escrever todas as semanas, mas caso tenham sugestões para esta minha pequena história, por favor, contribuam, com pequenas ideias, capítulos, entre outros. Escrevam comigo ou deixem-me escrever para vocês, que acham?!)

05
Mai17

O Sitio . Capítulo V

A Hipster Chique

CAPÍTULO IV

 

CAPÍTULO, O QUINTO

 

 

Mal sabia eu no que me estava a meter...

 

Agora que víamos uma luz ao fundo do túnel com a vinda do Dr. Rato, eu estava mais calma, mas mesmo assim não sei se terei todas as minhas perguntas respondidas.

O Hugo e a Ema estavam comigo no meu quarto e por momentos esqueci-me do misterioso desaparecimento dos meus pais até que o Hugo espirrou. Ele é alérgico ao pó de cachecol dos Borboletas e como cá em casa temos muitos deles e com a presença do Hugo, a minha mãe passou a limpar a casa mais vezes, umas 37 por dia.

O Hugo era da equipa dos Galos e todos os adeptos foram injectados com uma fórmula que os deixa alérgicos ao pó que vem dos cachecóis dos Borboletas, uma estupidez a meu ver. Deve ser de não ganharem o campeonato Galetas Inter há mais de 4 anos. Aziados é o que são!

 

"Vê-se mesmo que a tua mãe não passou da limpeza número 28 hoje.", disse o Hugo.

"Não sei. Quando cheguei os meus pais já cá não estavam, logo não sei em qual limpeza ela ficou. Depois acabei por receber aquele e-mail, que penso ter haver com eles. Devo ligar à SECS?", disse eu com tom preocupado.

"Acho que sim, devias ligar. Mas duvido que os procurem antes de fazer 50h de desaparecimento.", disparou a Ema Luca.

Ela tinha razão, mas tinha de tentar ligar. 

A SECS era a nossa polícia local, o nome surgiu porque o primeiro capitão da força não sabia escrever "Sítio", então ficou SECS - Sítio Escreve-se Com S. Assim não esquecia.

Liguei e atendeu-me o Capitão Cerviço Junior, que me disse exactamente o mesmo que a Ema, que ainda não tinham sido feitas 50h de desaparecimento e que por causa disso nada poderia fazer. Ficou com a informação dos meus pais e disse que ficaria à espera de mais notícias.

Não havia nada que pudesse fazer, apenas esperar que eles aparecessem, que o Dr. Rato chegue e tentar decifrar o e-mail do "62466373".

 

Passamos horas a ler o e-mail, a fazer esquemas com nomes de suspeitos, dados sobre coisas estranhas e o tempo passou. Adormecemos...

Na manhã seguinte acordei-os com café e a boa notícia que o Dr. Rato estaria quase a chegar porque recebi um e-mail dele a dizer se o podia ir buscar à estação de autocarros.

Bebemos café e comemos barras de cereais fora do prazo, algo que estava na moda desde o desaparecimento de alimentos com glúten. Quando chegamos à estação, procuramos um homem que estivesse perdido ou com "ar de quem procura bezerros", uma expressão típica do Sítio. 

De repente o Hugo apontou para um senhor sentado numa mala, de óculos e com um olhar confuso. Aproximei-me dele...

"Bom dia, é o Dr. Rato?", perguntei eu.

"Bom dia, sou sim. Dr. Camões Rato. A menina deve ser a Jessyca Jessica.", respondeu a figura mais estranha que alguma vez tinha visto.

O Dr. era uma figura que não tinha mais de 1.50m, era magro e fiquei na dúvida se fugiu do hospício ou da cave da mãe. Cave da mãe tornou-se a resposta correcta, mas não a que mais me acalmou.

 

Fomos em direcção à Pensão Xavier onde deixamos o Dr. Rato hospedado. Ele pediu-nos um dia a sós para estudar a cidade sozinho e fazer algumas tarefas, antes de falar connosco. Sem suspeitas, demos ao Dr. toda a informação que tínhamos e fomos embora.

 

Era Sábado e dia de jogo de Galetas entre os Galos e as Borboletas, a final da taça Super. Eu tinha bilhetes e o Hugo achava que devíamos ir mesmo com isto tudo que se estava a passar, até porque podíamos ver comportamentos suspeitos. Acho que esta coisa de detectives do oculto lhe estava a começar a fazer mal.

Como tinha 4 bilhetes, a Ema disse que podíamos convidar o seu irmão, Tobias, ou como eu e o Hugo lhe chamamos, bonzão tarado de rabo espetado. Eu disse que sim e preparei-me mentalmente para o ver, depois daquele nosso "encontro" no meu quarto.

 

Vesti-me a vigor, com as cores dos Borboletas, laranja e cor de mel e encontrei-me com o Hugo, a Ema e o Tobias à entrada do estádio oficial Galetas. Hugo estava vestido com o equipamento oficial dos Galos da época passada, aquele cor creme horrível e os manos Custódia vinham com um simples cachecol dos Borboletas, ao menos o bonzão tarado de rabo espetado era da minha equipa.

 

Entramos no estádio...

 

CAPÍTULO VI  

 

O SÍTIO.jpg

 

 

P.S. Este fim de semana sai um capítulo especial da série "O Sítio" aqui no blog. Fiquem atentos!

 

(Esta é uma série que comecei a escrever há pouco tempo e aqui está o quinto capítulo. Link dos primeiros capítulos no inicio. Hei-de escrever todas as semanas, mas caso tenham sugestões para esta minha pequena história, por favor, contribuam, com pequenas ideias, capítulos, entre outros. Escrevam comigo ou deixem-me escrever para vocês, que acham?!)

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