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A Hipster Chique

humor . coisas . nerd . fluente em klingon . criativa - ish . comics . opinião

A Hipster Chique

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22
Jun17

O Sítio . Capítulo XI

A Hipster Chique

CAPÍTULO X

 

 

CAPÍTULO, O DÉCIMO PRIMEIRO

 

 

 

Por um bocado estava tudo silencioso, tudo menos a minha mente... Não podia acreditar...

O 62466373 era o Tobias!

 

Estava tudo escuro dentro da consola da verdade pura ou como eu sempre irei chamar, túmulo da múmia. Eu não ouvia um som e de repente uma luz em forma de rectângulo aparece à minha frente com a seguinte frase...

"DIZ O TEU NOME COMPLETO."

E aquilo que me saiu pela boca fora, assustou-me...

"Acyssej Yllek Orbmezed Acissej.".

Não estava a conseguir falar normal, as palavras não me saiam como eu queria, mas no ecrã apareceu "VERDADE". Fiquei confusa, sentia o coração acelerado e tinha as palmas das mãos completamente suadas. A próxima questão saiu...

"DE QUE CLUBE DE GALETAS ÉS TU?"

"Uos Sod Satelobrob.", respondi outra vez confusa pelo que me saía da boca, mas o que me saiu foi "VERDADE" outra vez. Parecia que estava a falar ao contrário, mas que não conseguia parar.

Próxima questão que apareceu...

"TIVESTE ALGUM CONTACTO COM A VILÃ CONHECIDA PELO NOME PRINCESA MAIONESE?"

"Mis, Evit.", respondi, sem perceber ainda o que se estava a passar para estar a falar assim e porque tinha acabado de dizer algo que não me pareceu de todo o que queria dizer...

 

De repente a máquina abriu, vi muita luz e um Capitão Douradinho Tio Viagem a olhar para mim com cara de poucos amigos, eu ainda tentei falar mas fui imediatamente interrompida...

"Eu e os meus filhos acreditamos em ti, que podias ajudar e que eras boa pessoa e afinal és a traidora!! Vais imediatamente para uma cela! Agentes!", gritava o Capitão.

Eu tentava falar mas continuava a ser interrompida, dois agentes rapidamente se dirigiram à sala da consola da verdade pura e agarram-me, levando-me para fora, para o salão principal.

"Que se passa pai? Porque a estão a perder?", perguntou o Tobias.

"Ela admitiu ter contacto com a Princesa Maionese! Ela é a traidora!", respondeu o Capitão.

"Não pode ser pai. Deve haver um engano! Jessyca, que se passou?", disse a Ema.

Finalmente alguém me dava oportunidade para falar...

"Eu não sei o que se passou! Eu nunca falei com essa Princesa Maionese. Eu queria dizer que não, mas não conseguia ter controlo das minhas palavras.", defendi-me.

"Aquela máquina não mente! Obriga-te a dizer a verdade e todas as respostas que dás saem ao contrário. Nós confiámos em ti.", disse o Tobias.

 

Eu não podia acreditar que o Tobias estava a duvidar de mim. Fiquei irritada e lembrei-me do cartão que tinha caído do casaco que ele me tinha emprestado que tinha "62466373" escrito em dourado, o número da assinatura do e-mail que recebi quando os meus pais desapareceram. Não me contive...

"E eu confiei em ti! Eu vi o cartão. Aquele número é a assinatura do e-mail que recebi depois dos meus pais desaparecem. Não sabia que tinhas um terceiro nome!".

"Que número? Que cartão?", perguntou o Capitão.

"Assim que os meus pais desapareceram recebi um e-mail com uma assinatura em números. E no casaco do Tobias estava um cartão com esse mesmo número.", respondi.

"Não sei do que falas!", disse o Tobias já nervoso.

 

O Capitão ordenou a minha libertação para que eu pudesse aceder ao meu telemóvel e mostrar o e-mail. O Agente Quintas foi à sala da consola da verdade pura e trouxe consigo o cartão que estava debaixo da máquina.

"Este é o e-mail...

"Para: jessycajessica_nseleoy@sitiosa.com

 De: 62466373@teamf.com

 

Quando se sabe demais, perde-se demais. Há laços parentais mais fortes que cordão de fígado de vassoura e o deles não era, adeus.

 

62466373"

 

A expressão do Capitão mudou e todos os que testemunharam este momento olharam para o Tobias com ar desconfiado. 

"O que é isto filho?!", perguntou o Capitão ao Tobias.

"Eu posso explicar. Isto não é o que estão a pensar. Esse e-mail foi enviado pela Princesa Maionese, os números equivalem ao seu nome. E o cartão é uma forma de contacto com ela. A Jessyca não nos mentiu, ela esteve sim em contacto com a Princesa, mas sem saber através desse e-mail, foi isso que a consola da verdade pura apanhou.", explicou o Tobias.

"Porque precisas de estar em contacto com esta vilã?", perguntou o Capitão que já apresentava um tom de desilusão.

"Não posso dizer. Desculpa.", disse o Tobias

"Levem-no... para a sala de interrogações.", disse o Capitão, que se afastou de todos ao mesmo tempo que o Tobias era levado por dois agentes.

 

Já tinha a explicação de quem me tinha enviado o e-mail, mas isso apenas levantou ainda mais questões. Qual a razão da Princesa Maionese estar a contactar-me? Porque estaria o Tobias a tentar incriminar-me?

Um nome, com tantas perguntas por responder...

 

6      2      4      6      6      3      7      3

                                                                          M     A      I       O     N      E     S      E

 

Eu não queria estar aqui, não queria isto... procurei pelo Hugo e não o via em lado nenhum. Perguntei à Ema, que estava em estado de choque e ela não o tinha visto. Fui procura-lo pela agência e encontrei-o numa situação que iria fazer o seu sobrenome ser apenas isso (Virgem, um sobrenome), com o Agente Vasco.

Interrompi, chamei-o à parte e contei-lhe o que se tinha passado. Choque é pouco para descrever a sua reacção.

"Jessyca, nós precisamos falar com o Tobias. Duvido que ele vá dizer algo ao pai.", disse o Hugo

"Isso é a tua pior ideia desde que me pediste para verificar se tinhas febre amarela medindo o tamanho dos teus pelos do nariz! Eu não quero falar com ele. Eu quero ir embora!", respondi.

"Se formos embora nunca mais iremos ter as respostas que queremos. Vamos falar com a Ema, ela pode ajudar-nos.", disse o Hugo.

 

O Hugo acabou por me convencer, até porque ele tinha razão, prefiro sofrer e ter respostas do que sair daqui com mais perguntas do que as que tinha ao entrar.

Estava tudo em alvoroço e conseguia ouvir-se os gritos do Capitão Douradinho Tio Viagem. Fomos em direcção à Ema que estava a tentar defender o irmão de agentes que queriam fazer justiça pelas próprias mãos.

"Ema, precisamos falar contigo!", gritei eu.

"Esperem um pouco e abaixem-se!", disse a Ema para mim e para o Hugo.

Num grito alto, ouviu-se a sua voz máscula...

"SOLTEM A CEBOLA CORTADA!!"

Vários milhares de pedaços de cebola cortada vieram pelo ar e colocaram dezenas de agentes a chorar. Senti uma mão nas costas que me empurrava a mim e ao Hugo para uma sala ao fundo do corredor. Era a Ema que nos tinha retirado da sala principal para podermos falar mais calmamente.

"Aqui podemos falar à vontade.", disse ela.

"Ainda bem. Porque nós queremos falar com o Tobias e só tu nos podes ajudar a entrar naquela sala.", disse.

"Eu ajudo, mas vou convosco.", respondeu.

 

De repente começamos a ouvir uns estrondos cada vez mais fortes que vinham da sala principal. Dirigimos-nos para lá e fomos imediatamente envolvidos em poeira e pedra. Alguém tinha colocado uma bomba numa das paredes da sede do O.P.I.M. e antes que desmaiasse vi um vulto, demasiado familiar.

Era a Princesa Maionese...

 

CAPÍTULO XII 

 

 

(P.S. Como estive duas semanas sem escrever para esta série, irei colocar um capítulo especial este fim de semana!)

O SÍTIO.jpg

 

(Esta é uma série que já faz parte do blog d'A Hipster Chique há algum tempo e aqui está o décimo primeiro capítulo. Link dos restantes capítulos no inicio.)

08
Jun17

O Sítio . Capítulo X

A Hipster Chique

CAPÍTULO IX

 

 

CAPÍTULO, O DÉCIMO

 

 

Havia um traidor entre nós e a Princesa Maionese estava agora um passo à nossa frente.

 

O Capitão levou o Tobias para uma sala para falarem sobre o sucedido. Ficou um ambiente tenso na sala principal do O.P.I.M e todos olhavam com desconfiança para os colegas e amigos.

Eu e o Hugo pensamos que poderíamos ser potenciais candidatos a "traidores", pois éramos novos ali e definitivamente não pertencíamos aquele local. 

Mas quem poderia ser um traidor? Eu pensava que o O.P.I.M era seguro e que me iam ajudar a trazer os meus pais de volta e a restaurar a normalidade aqui no Sítio. 

 

O Tobias estava de volta com o Capitão Douradinho Tio Viagem e as suas caras não traziam boas notícias...

"Ninguém sai deste edifício até descobrirmos quem é o traidor entre nós. Cada um será interrogado por mim e se necessário irei usar a consola da verdade pura.", disse o Capitão.

"O que é a consola da verdade pura?", perguntei eu à Ema.

"É uma máquina que ajuda a saber se estão a dizer a verdade ou a mentir. Não te preocupes, dói só ao início.", respondeu-me com ar muito calmo.

"Como assim dói ao início? Achei que o polígrafo era indolor?!", disse eu assustada e com os meus pânicos no máximo.

"Polígrafo é coisa do passado, a consola da verdade pura é mais complexa e fácil. Nós usamos uma máquina onde és colocada lá dentro e dói quando te apertam a máquina ao corpo. Depois lá dentro podem fazer-te de tudo para te fazer dizer a verdade. Ouvi dizer que uma vez tiveram de usar penas de galinhas para fazer cócegas nos pés de um suspeito.", explicou a Ema.

"É daí que vem o boato que os teus pais são procurados por crimes de falsificação de penas de galinha?", perguntei.

"O quê? N..."... A Ema mal conseguiu acabar a conversa comigo pois a confusão estava a começar e o Capitão imediatamente deu um grito que meteu todos em ordem e chamou o primeiro suspeito, o Hugo.

 

Estava um pouco nervosa e agitada porque tudo era novo para mim e para o Hugo e parecia que estava a viver um pesadelo. 

Ali estava eu, sentada num canto da sala principal a ouvir música, neste caso Madonna - Like a Virgin, uma música que me acalma e que retrata a minha vida, pelo menos no título, quando um toque no ombro me alertou. Era o Tobias que me trouxe um chá e companhia. Estava a gostar muito de o conhecer e de estar perto dele, mas não queria sentir algo que pudesse pôr-me em sofrimento ou que me desviasse da missão.

"Não fiques assim. Vamos descobrir quem é o traidor e depois continuaremos com a missão. Seja quem for pode acabar por nos dar informações sobre a Maionese.", disse o Tobias.

"Sim, isso é verdade. Mas tudo isto é novo para mim e apenas estou num processo mais lento de aceitação. Obrigada pela companhia e pelo apoio.", disse eu.

"Tudo isto irá acabar bem, eu sei que sim. Mas não fiques aqui no chão frio, vem para a nossa beira. O Hugo está quase a sair.", disse o Tobias.

"Sim, realmente já começo a ficar com frio. Aqui em baixo faz-me lembrar o filme "Frozen - Elsa Strikes Again and Don't Let It Go".", disse eu numa tentativa de piada.

"Estás com frio? Fica com o meu casaco. A sala de investigação ainda é mais fria e não te quero mal.", disse o Tobias entregando-me o seu casaco.

 

Confesso que se estaria tornar difícil ignorar a presença tão próxima do Tobias e talvez quando tudo acabasse poderíamos estar juntos num ambiente mais normal.

Voltei para a beira da Ema, do Agente Vasco e do Agente Quintas. Entretanto a porta da sala de investigação abriu-se e um Hugo em estado de choque saiu de lá. Fui logo ao seu encontro para tentar perceber o que se tinha passado.

"Que se passou Hugo? Estás bem? Fala comigo!", perguntei.

"Foram tantas penas e tantos hamsters...", disse o Hugo com uma voz trémula.

"Calma, já passou. Agora estás connosco.", tentei eu acalma-lo.

O Hugo puxou o meu braço e aproximou-me dele...

"Jessyca, nós temos de sair daqui. Esta gente é maluca. Aquela máquina é medieval e maquiavélica. Não é deste mundo!".

O Agente Vasco aproximou-se e disse que tinha de levar o Hugo para descansar, comer e beber algo. Eu pouco ou nada consegui dizer porque assim que o Hugo viu o sorriso dele, foi como se eu não estivesse ali.

A verdade é que talvez o Hugo tivesse uma oportunidade de finalmente ser feliz. A sua última relação foi com um primo dele em quarto grau, um tocador profissional de oboé que fazia tours regionais com a sua banda "Oboé Mix 2000". Em cada freguesia, cada enfeite para o Hugo.

 

"Jessyca Jessica!", gritou o Capitão Douradinho Tio Viagem... "É a tua vez.".

Estremeci da cabeça aos pés, mentalizei-me, olhei para o Tobias que sorriu para mim e acenou a cabeça e lá fui eu. Entrei numa sala toda azul com uma mesa e uma máquina gigante com o formato do corpo humano. O Capitão disse-me que tinha de tirar o casaco e os sapatos e colocar-me em posição em frente da máquina.

Lá o fiz e assim que tirei o casaco um pequeno cartão caiu do bolso. Olhei para o chão e vi que era um cartão branco com algo escrito em dourado.

 

Naquele cartão podia ler-se "62466373"...

Voltei atrás na minha memória e aquele número era o mesmo que assinou o e-mail que falava dos meus pais. Antes que pudesse pensar muito mais e absorver tudo o que se estava a passar o Capitão colocou-me em posição em frente à máquina e em segundos fiquei trancada dentro de uma espécie de túmulo da múmia.

 

Por um bocado estava tudo silencioso, tudo menos a minha mente... Não podia acreditar...

O 62466373 era o Tobias!

  

CAPÍTULO XI 

 

O SÍTIO.jpg

 

 

(Esta é uma série que já faz parte do blog d'A Hipster Chique há algum tempo e aqui está o décimo capítulo. Link dos restantes capítulos no inicio. Hei-de escrever todas as semanas, mas caso tenham sugestões para esta minha pequena história, por favor, contribuam, com pequenas ideias, capítulos, entre outros. Escrevam comigo ou deixem-me escrever para vocês, que acham?!)

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