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A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

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11.Out.17

O Sítio . Capítulo XX

CAPÍTULO XX

 

Este capítulo será o último que irei colocar aqui no blog, porque "O Sítio" irá seguir um caminho diferente, irá sair em livro no final do próximo ano. A mesma história, mais detalhes e mais mistérios. Espero que tenham gostado destes vinte capítulos e desta história que não irá acabar aqui.

Para que este meu cantinho não fique sem um pouco de ficção, irei apresentar na próxima semana a nova série que irá fazer parte dos posts semanais. Sem mais demoras, apresento então o último capítulo d'O Sítio, aqui no blog.

 

 

CAPÍTULO, O VIGÉSIMO

 

 

 

A Ema, o Vasco e o Hugo já tinham terminado uma lista gigante de possíveis suspeitos, o Barry trouxe o manuscrito com alguns documentos para tentarmos descobrir o código da cria e eu e o Tobias tínhamos a ideia de um plano para invadir a O.P.I.M..

Por isso parece mesmo que este nosso grupo de amadores, ou S.A.I.D.A.S. como diz o Hugo, vai mesmo cometer suicídio conjunto.

 

Podíamos ter um plano e as coisas pareciam estar a andar para a frente, mas eu estava nervosa. No fundo não passávamos de um bando de adolescentes a tentar invadir uma base secreta de uma organização de força quase militar. 

Mesmo com tudo isto o meu nervosismo estava também ligado ao beijo que o Tobias me deu. Ele fez tanta porcaria nos últimos tempos e deixou-me de pé atrás com isto tudo, que fará se eu misturar sentimentos mais íntimos... Preciso de o tirar da cabeça.

"Jessyca, concordas?", perguntou o Hugo.

"Ah? Não estava a ouvir, desculpa. Concordo com o quê?", perguntei.

"Antes de irmos ao ataque da O.P.I.M. devíamos ir dar uma volta pelo Sítio para tentar identificar outros que tenham a tatuagem de ovo rachado, para diminuir a nossa lista. Dividimo-nos em três grupos de dois e procurávamos em diferentes locais onde a malta da nossa idade se encontra.", explicou o Hugo.

"Boa ideia, sim. Mas não podemos adiar muito o assalto à O.P.I.M.", disse.

"Vamos agora durante o dia procurar potenciais jovens com as tatuagens de ovo rachado e vamos depois do jantar para a O.P.I.M. porque durante a noite não tem tantos agentes e conseguimos fugir melhor. Se nos conseguirmos safar pensamos em decifrar os códigos da cria com a ajuda de quem mais interessa aqui, o Rato e a Maionese", disse o Tobias.

"Concordo! Excelente ideia. Vamos então sair e procurar possíveis não-crias.", disse.

"Ou sortudos!", rematou o Barry.

 

Fizemos três grupos de dois com papéis retirados de uma tigela e nem de propósito fiquei com o Tobias para ir para o parque, o Barry ficou com o Hugo e foram para o café do Xavier e o Vasco com a Ema que ficaram com a biblioteca e sala de estudo.

No parque estavam vários grupos e como ainda estava tempo quente, vestiam pouca roupa, logo podíamos ver bem o pulso de cada um. Levei um bloco de notas e fui apontando os nomes para depois retirar da lista.

  • Gaspar Costelo
  • Branca Fisga
  • Edgar Ganso
  • Tatiana Tavira
  • Miguel Ião
  • Viviana Guarda

Cerca de dez pessoas não tinham tatuagem nenhuma, logo entravam na lista de possíveis crias. Mais à frente no parque reparei que um palco estava montado com um cartaz que anunciava o concerto dos Pingos Soltos, que estavam nesse preciso momento a fazer o sound-check.

Decidimos sentar-nos um pouco e apenas ficamos calados a ouvir a música "Levitar um Porco no Churrasco", uma balada da banda...

 

"Às vezes não sei o que te dizer

Às vezes só fico apenas a olhar

Porque mesmo sentindo demais

Preciso deixar-te ir

 

Eu não sei como te prender

Eu não sei se tu vais ficar

Eu só sei que tu não vais ver

Quando eu levitar um porco no churrasco

No churraaasco, no churraaaasco..."

 

De repente o Tobias olha para mim e eu sabia que ia ser um pouco impossível não falar sobre o que nos aconteceu...

"Tu estás chateada comigo?", perguntou.

"Não. Apenas fiquei um pouco em choque e sinceramente preferia não falar do que aconteceu.", disse.

"Quando podemos falar?", perguntou o Tobias.

"Quando isto tudo estiver resolvido. Porque nós precisamos de estar focados no assalto à O.P.I.M..", disse.

"Combinado. Devíamos ir ter com os outros porque esta música está a fazer-me sangrar dos ouvidos.", disse o Tobias.

Fiquei desagradada com aquela afirmação porque eu adorava esta música, mas ele é estranho e eu não quero pensar nos gostos dele ou nele no geral.

 

Fomos ter com os outros à garagem e em conjunto conseguimos quarenta e seis nomes de pessoas com a tatuagem de ovo rachado que provavelmente nem sabiam porque tinham tal desenho no pulso.

"A Carolina Banana estava de camisola de manga comprida e não conseguimos ver se tinha tatuagem. Ainda lhe perguntamos as horas, mas ela nem respondeu.", disse o Hugo.

"Mas ela supostamente foi raptada. Se fosse a cria a Princesa Maionese tinha descoberto, parado com a busca e não tínhamos ido tão longe.", disse o Tobias.

"Então porque raio estava toda tapada num dia em que estão 39º?", perguntei.

"Não podemos agora perder tempo com isso. Temos de nos preparar para o assalto.", disse a Ema e com razão.

 

Vestimos roupas pretas, preparamos lanternas, o Tobias foi para a O.P.I.M. e ficou combinado que às 21h ele desligava a electricidade e lançava uma granada de fumo na sala principal para ser criada uma emergência que destrancasse a porta das traseiras e fizesse com que todos os agentes fossem para a sala. Tínhamos até às 21h03 para entrar, seguir para as salas de detenção, colocar o código "4391" na porta das celas, retirar a Princesa Maionese e o Dr. Rato e sair pela porta das traseiras.

Estava tudo pronto, eram 20h50 e estávamos à espera do sinal do Tobias...

"Desde que quase matei a minha avó quando me assumi gay que não tinha tanta adrenalina no meu corpo.", sussurrou o Hugo.

"Hugo, não é o momento apropriado.", disse a Ema.

"Calem-se, está quase na hora.", disse.

Mal acabei de falar recebo uma mensagem do Tobias para irmos para a porta das traseiras e assim que lá chegamos ouvimos uma sirene e as portas destrancaram-se automaticamente.

Entramos a correr e ainda vimos um último agente a dirigir-se para a sala principal. Continuamos caminho e a Ema abriu a porta que dava acesso ao túnel das celas.

Chegamos à primeira cela e com o código que o Tobias nos deu abrimos a porta e para surpresa nossa, estava vazia. Seguimos para a outra cela que vazia estava. Não percebemos o que se estava a passar e o Tobias entretanto já se tinha reunido connosco para nos ajudar por isso decidimos entrar numa das celas para procurar por pistas. Assim que entramos todos, uma porta de vidro cai e forma uma barreira nas nossas traseiras.

Tentamos sair de todas as maneiras, mas nada. Ouvimos um barulho e de repente um vulto aproxima-se da porta de vidro... era o Capitão Douradinho Tio Viagem.

"Que grupinho que eu aqui tenho e que desilusão ver que te juntaste aos fracos, Tobias.", disse o Capitão.

"Tira-nos daqui! Nós só viemos salvar o Dr. Rato e a Princesa Maionese que tu ilegalmente prendeste!", respondeu o Tobias.

"Eles são uma ameaça para nós, humanos.", disse o Capitão.

"Vocês querem encontrar a cria para a usar como uma arma!", disse.

"Sim! E nós até temos uma lista de suspeitos que nunca iremos entregar. São cerca de cento e tal pessoas, mas nós vamos conseguir diminui-la porque há certas pessoas aqui na população do Sítio que até podem parecer aliens por certas atitudes, como o Joaquim da Ramada que anda a recolher assinaturas para poder casar com uma boca de incêndio, mas ...", disse o Hugo quando o interrompi, porque ele quando fica nervoso, perde o filtro e a inteligência.

"Uma lista de cento e tal? Ena, tantos. Pois, eu também tenho a minha lista e é bem mais pequena.", disse o Capitão.

"Tem?! Como? Quem está nessa lista?", perguntei.

"Boa pergunta Jessyca! Eu não tinha essa lista até agora. Mas a partir do momento em que esta porta de vidro se fechou e vocês ficaram aí dentro, a minha lista tem agora apenas seis suspeitos. Porque ambas as celas foram programadas para reconhecer os traços genéticos da cria e assim que ela coloca-se um pé aí dentro, automaticamente a cela fechava-se.", explicou o Capitão.

"Está a querer dizer?...", disse.

O Capitão fez uma pausa, olhou para mim e disse...

 

"Sim Jessyca, um de vocês é a cria!"

 

 

E este é o fim da série "O Sítio" aqui no blog! A história completa com mais detalhes, mas mistérios e a revelação da verdadeira identidade da cria irão ser divulgados em livro, que irá ser lançado daqui a um ano.

A nova série que irá substituir "O Sítio", irá ser um spin-off sobre uma das suas personagens que será apresentado na próxima semana. Espero que tenham gostado!

 

O SÍTIO.jpg

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