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A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

08.Ago.17

O Sítio . Capítulo XVI

CAPÍTULO XV

 

 

CAPÍTULO, O DÉCIMO SEXTO

 

 

Mas o que era aquela tatuagem e o que significa um ovo de galinha rachado?

 

Afastei-me daquela pergunta que me pairava na cabeça e comecei a pensar no plano para entrar no O.P.I.M. e libertar a Princesa Maionese e o Dr. Rato.

Só de pensar que aquela história que o Dr. Rato contou sobre a Princesa Maionese podia ser verdade e que o Príncipe era ele mesmo deixava-me em choque, no fundo era uma história de amor que ainda podia ter final feliz. Poderiam reencontrar-se e juntarem-se à sua cria. 

Depois de muitos esboços não cheguei a lado nenhum... precisava da ajuda da Ema. Decidi reunir alguns pontos importantes, fazer os trabalhos de casa e ir dormir.

 

Acordei na manhã seguinte com o som do despertador da Ema, o som era uma mistura de vaca com dragão e penso que acordou até os vizinhos da cidade mais próxima. Já que estava acordada comecei a preparar-me para a escola, desci para tomar o pequeno almoço com os meus pais que continuavam sem ter noção do seu próprio desaparecimento.

"Estás muito calada ó Jessyca. Que se passa?", perguntou a minha mãe.

"Nada mãe. Estou apenas um pouco sonolenta. A Ema?", respondi.

"Está bem. A tua amiga já passou por aqui, pegou numa fatia de carne assada e disse que esperava por ti lá fora. E já agora, tens de lhe dizer que aquele barulho de despertador não é barulho para acordar gente.", disse a minha mãe.

"Eu digo-lhe, fica descansada. Até logo.", disse.

Assim que cheguei lá fora a Ema estava já a falar com o Hugo e o Vasco. Aqueles dois já andavam de mãos dadas e eu só torcia para que desta vez o Hugo tivesse sorte.

"Finalmente Jessyca, estávamos à tua espera. A escola hoje fechou. Houve greve dos talhantes e agricultores. Sabes que sem carne e legumes aquela escola não funciona. Temos o dia livre e podemos começar já pela nossa reunião!", informou-me o Hugo.

"Boa! Precisamos meter mãos à obra. Vamos para a minha garagem.", disse.

 

Fomos para a minha garagem e usei a minha velha mesa de ping-peúga como mesa de reuniões. Já não a usava há algum tempo, mas antes passava a vida a jogar com o meu pai. É um jogo onde cada jogador tem uma raquete e tenta acertar com peúgas sujas num caixote que está nos extremos da mesa, quem chegar primeiro às 6 meias colocadas no caixote ganha. Saudades... mas a reunião tinha de começar.

"Vamos lá então. Ideias e planos! Quem tem?", perguntei.

Ficamos todos a olhar uns para os outros e percebemos que ninguém tinha um plano feito e que teríamos de fazer um brainstroming no momento para chegar a algum lado.

"Como vamos começar?", disse o Vasco.

"Acho que pela planta da base. Vocês sabem-na certo?", perguntei à Ema e ao Vasco.

"Há locais que eu não tive acesso e nem sei como estão protegidos.", disse o Vasco.

"Nem eu.", disse a Ema.

"Então quem é que lá dentro tinha acesso à maior parte da base?", perguntei.

"O Tobias, o meu pai, a minha mãe e outro agente sénior. Todos os outros agentes eram espalhados pelas várias secções e por ali ficavam, não tinham mais informações.", disse a Ema.

"Vamos começar pelo que sabemos de certas secções da O.P.I.M..", disse o Hugo.

 

Depois de uma hora de escrita, fizemos esta lista...

  • Fica na Mansão "Custódia"/Viagem, na Rua Principal
  • Base subterrânea com áreas exterior disfarçadas
  • Controlo de entrada com reconhecimento de voz, leitura ocular, impressão digital e leitura de cartão
  • Entrada protegida por dois guardas/agentes
  • Uma saída de emergência que só abre em caso de emergência
  • Duas salas chamadas "X" e "Y" (não se sabe o que contêm)
  • 8 celas protegidas por 5 guardas
  • Dois jardins e um espaço de treino exteriores, protegidos nas entradas com vedação eléctrica

 

"Já não é mau.", disse.

"Sim, mas era ainda melhor se tivéssemos a planta completa, com os detalhes todos.", disse o Hugo.

"Está mesmo fora de questão meter o Tobias ao barulho?", perguntou o Vasco.

"Sim, mas...", disse.

"Mas o quê?", perguntou a Ema.

Continuei...

"Ontem no encontro que tive com o Barry, encontrei o Tobias e ele disse que queria falar comigo, que era importante e que nós não sabíamos tudo.", disse.

"Vamos falar com ele. Marca um encontro e vamos todos. Assim não estás desprotegida e pelo menos ouvimos o que tem a dizer.", disse a Ema.

Após alguma discussão lá concordei em marcar um encontro com o Tobias para saber afinal o que tinha ele de tão importante para me contar. Mandei-lhe uma mensagem e ele disse-me para o encontrar nas traseiras da minha casa, onde havia um jardim de rodénias. Rodénias eram umas flores que apareceram há 5 anos aqui no Sítio. Diz-se serem flores geneticamente alteradas, uma mistura de Rosas com Gardénias.

Era também o jardim onde há noite havia meninas, galdérias como a minha mãe as chamava.

A hora chegou e fomos todos ao encontro do Tobias...

 

"Pensei que virias sozinha.", disse o Tobias.

"Não e ou falas com nós todos, ou não falas com ninguém.", respondi.

"Tudo bem. Tenho quase a certeza que as vossas mentes brilhantes estão a preparar algo para tentarem entrar na O.P.I.M.. Mas não vão conseguir, pelo menos não sem mim.", disse o Tobias.

"Como assim? Afinal estás de que lado?", disse a Ema.

"Estou do lado da verdade. Eu ajudei sim, a prender a Princesa. Fiz jogo triplo com ela, com vocês e com o O.P.I.M., mas apenas porque queria descobrir a verdade. Eu não sei as verdadeiras intenções do O.P.I.M., mas também não sei as verdadeiras intenções da Princesa Maionese e precisava que ela libertasse os reféns. Fazendo-a prisioneira posso ter controlo do que lhe fazem. Há laboratórios e salas secretas dentro do O.P.I.M. e agora que os reféns estão soltos e que parece que tudo voltou ao normal, acho que está na hora de libertar o Dr. Rato e a Princesa e saber exactamente quem são e o que pretendem.", explicou o Tobias.

"Tu precisas de ajuda com tanta personalidade e confusão que tens... Nunca falhes a medicação!", disse o Hugo.

"A partir de agora os meus objectivos são descobrir a cria e saber as intenções da Princesa e do Dr. Rato.", disse o Tobias.

"Porquê tanto jogo sujo?", perguntou a Ema.

"Porque acho que o pai nos mente em relação ao O.P.I.M.... Não acho que seja assim uma organização tão boa para o mundo. Deixem-me ajudar-vos.", disse o Tobias.

 

Houve um momento de silêncio e penso que falei por todos quando me dirigi ao Tobias...

"Precisamos de uma planta da base do O.P.I.M. e que nos arranjes maneira de entrar lá dentro. Assim talvez possamos começar a pensar em confiar em ti.".

"Combinado. Não vos consigo arranjar uma planta original, mas posso ajudar-te a desenhar uma.", disse o Tobias.

Decidimos ir para a minha garagem e após uma meia hora tínhamos uma amostra de planta.

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"Não está má...", disse o Vasco.

"Não está não. Agora só precisamos de um plano para lá entrar.", disse.

"Isso eu consigo arranjar. Prometo que estou aqui para ajudar. Só quero que tudo fique bem e por enquanto o meu pai ainda confia em mim e consigo ter acesso à base.", disse o Tobias.

"Ok, fica lá com as tuas promessas e faz mas é aquilo a que te comprometeste.", disse a Ema, que no fundo era a que estava a sofrer mais com isto tudo pois virou as costas à família...

Enquanto o Vasco, o Hugo e a Ema davam mais uma vista de olhos na planta, eu aproveitei o momento para fazer uma pergunta ao Tobias, que me estava entalada há algum tempo...

"Posso fazer-te uma pergunta?".

"Claro que sim.", disse oTobias.

"Essa tatuagem que tens no pulso, o ovo rachado, o que quer dizer?", perguntei.

"Ah, esta tatuagem. Hum, pois... hum... acho que não sei.", respondeu o Tobias.

"Como assim não sabes? Quando fizeste essa tatuagem? E o que significa?", perguntei outra vez.

"Não sei, não me lembro de a fazer... não sei mesmo o que significa... juro... hum... não, não sei...", disse o Tobias.

 

Eu tinha todos os motivos para não acreditar nele, mas a verdade é que aquela confusão parecia-me legítima. O Tobias não sabia onde e quando tinha feito a tatuagem, nem o seu significado...

Resolvi mandar mensagem ao Barry...

Para: Barry

"Olá, tudo bem? Desculpa incomodar mas ontem reparei que tinhas uma tatuagem no teu pulso, que parecia um ovo rachado e gostei bastante do tipo de desenho. Fizeste cá?"

 

Esperei...

De: Barry

"Hey Jess, tudo bem e contigo? Olha, a verdade é que não lembro muito bem onde fiz..."

 

Respondi...

Para: Barry

"Tudo bem também. Achei que pudesse ter algo relacionado com a equipa dos Galos. Hahaha, eu sou dos Borboletas!"

 

A resposta do Barry em nada me acalmou...

De: Barry

"Não... quer dizer, não sei. Não me lembro mesmo onde fiz e o que quer dizer. Talvez tivesse com os copos Hahahah."

 

Não podia ser coincidência. Ambos tinham a mesma tatuagem no pulso e não se lembravam onde tinham feito e o que significava... Seria algo relacionado com a Princesa Maionese? Será que o Barry está ligado a esta confusão toda?

 

 

CAPÍTULO XVII

 

O SÍTIO.jpg

 

(Esta é uma série que já faz parte do blog d'A Hipster Chique há algum tempo e aqui está o décimo sexto capítulo. Link dos restantes capítulos no inicio.) 

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