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A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

15.Set.17

O Sítio . Capítulo XIX

CAPÍTULO XVIII

 

 Este capítulo é especial por um motivo, será dividido em três partes e não serão narradas pela Jessyca, cada uma delas será narrada por três personagens diferentes. Esta escolha terá muito mais lógica lá para a frente. Espero que gostem.

 

 

CAPÍTULO, O DÉCIMO NONO

(Capítulo Especial)

 

 

"Boa. Faz isso! Já chega, temos de tentar decifrar os códigos e fazer um plano definitivo para entrar na O.P.I.M.. Ema, Hugo e Vasco, vocês vão fazer uma lista de possíveis suspeitos de serem a cria, jovens entre os 17 anos, Barry, vai buscar o manuscrito e o Tobias e eu ficamos a fazer um plano de entrada na O.P.I.M..", disse a Jessyca.

 

 

BARRY

 

Afastei-me da casa da Jessyca e ia à casa que tinha alugado no AirSóB buscar o manuscrito, pois tinha trazido vários materiais de pesquisa que eram do Dr. Rato e acho que até poderiam ajudar nesta busca.

Eu já sabia há algum tempo que o Dr. Rato tinha tido uma paixão com a Princesa Maionese e que andavam ambos, em separado, à procura da sua cria e que o primeiro passo que ele queria tomar era encontrar o filho ou filha que ambos tinham em conjunto. Mesmo assim não me recordo de quando ele me fez a tatuagem, mas acredito que o tenha feito para me proteger de possíveis ataques do O.P.I.M..

Ele é como um pai para mim, visto que sou órfão e estive até aos 16 anos num orfanato, antes do Dr. me dar trabalho e um tecto. Todas as pessoas lá da cidade pensam que ele é maluco, eu acho-o genial e vou fazer de tudo para o encontrar.

 

Cheguei a casa e andava à procura do manuscrito...

"Onde é que eu o meti?", falava eu comigo mesmo, algo que penso que o Dr. passou para mim. Trouxe uma mala cheia de documentos, diários e notebooks.

"Encontrei!", gritei assim que pus a mão ao diário que tinha o manuscrito e suas anotações, pois o manuscrito estava escrito em xhosa, uma língua da África do Sul, para protecção de dados. Eu aprendi um pouco de xhosa, mas não o suficiente para uma tradução sem apoio das anotações.

Toc, Toc, Toc... tocaram à porta. Estranho, porque não dei a minha morada a ninguém e devia ser apenas a senhoria da casa a querer saber se estava tudo bem. Arrumei os documentos, guardei o diário e abri a porta... era um homem alto acompanhado por outro vestido com farda da polícia.

"Boa tarde jovem, o meu nome é Capitão Viagem e trabalho para a polícia local. Soube que é novo na cidade e queria dar-lhe as boas vindas e fazer algumas perguntas de rotina. Algo que costumamos fazer com visitantes, turistas, estrangeiros no geral. Podemos entrar?", perguntou.

"Eu estava de saída e com alguma pressa, mas posso ir à Estação de Polícia para falar convosco assim que estiver livre. Pode ser ainda hoje.", respondi. Eu sabia que o nome dele não me era estranho e lembrei-me do nome do chefe do O.P.I.M., Capitão Douradinho Tio Viagem, não podia ser coincidência.

"Insistia que fosse agora. É rápido.", insistiu o Capitão.

"Peço desculpa, tenho mesmo de ir. Com licença.", disse, fechando a porta. Apanhei o máximo de documentos importantes e material do Dr. para uma mochila ou tudo o que pudesse denuncia-lo pois sabia que não poderia voltar cá e que assim que saísse, o O.P.I.M. ia invadir a casa. Saí a correr em direcção à casa da Jessyca após recolha dos documentos. Fiz alguns desvios porque não queria ser seguido.

 

Assim que cheguei a casa da Jessyca, percebi que tinha sido o primeiro a despachar-me na minha tarefa, pois a Ema, o Hugo e o Vasco ainda não tinham acabado de terminar a lista sobre os sujeitos que poderiam ser a cria e a Jessyca e o Tobias estavam lá em cima a discutir planos. Começava a sentir algo pela Jessyca, mas talvez com o Tobias por perto eu estivesse em desvantagem. Então fiquei ali numa mesa à parte da garagem a analisar o manuscrito e tentar pôr tudo em ordem para quando nos juntássemos todos.

 

 

HUGO

 

A tarefa que a Jessyca deu a mim, ao Vasco e à Ema, não era assim tão fácil quanto parecia. Como eu já vivo aqui neste buraco há 17 anos, eu teria de fazer a maior parte do trabalho onde o Vasco inspirava-me a pensar e a Ema apenas dava comigo em doido com a mania do controlo.

"Hugo, faz por ordem de idades! Primeiro os que tem 17 anos e depois os que fizeram 18 anos à menos de 2 meses. Tem mais lógica assim. E não esqueças de nos adicionar.", gritava a Ema, sim, porque ninguém fazia a bicha histérica ladrar mais baixo.

"Ema, querida, sossega sim! Não interessa as idades por ordem, porque nós nem sabemos a data de nascimento do ET e recuso-me a acreditar que os meus pais me adoptaram.", disse.

"Eu não me recuso a acreditar, ó desastre. Porque para que conste, eu fui criada numa sede de uma organização de terroristas que querem lutar com E.T's, por isso nada me espanta se eu for filha de uma Princesa Maionese e um Dr. que nem diploma deve ter com um website ilegal chamado Website Estranho. Eu adoro ketchup, tudo é possível.", disse a Ema.

"Sim, com sorte és tu. Já te imagino com uma palhinha na cabeça, que te irá crescer nesse mar de óleo a que chamas cabelo assim que vires a mamã ET e o papá Doutor juntos.", disse com o meu tom de sempre, sarcástico.

 

"Podem parar os dois?! Isto é ridículo. Vamos tentar pôr o nome de todos os jovens de 17 e 18 anos que não tem tatuagem e ponto. Temos de levar isto a sério.", disse o Vasco.

Eu concordei porque não conseguia dizer não àquela cara linda. Desde o Malaquias, o meu ex e primo em quarto grau, que não me apaixonava por ninguém e o Vasco conquistou-me rápido. Não sabia onde a nossa relação ia ter e como iria fazer se ele tivesse de ir embora, mas gosto tanto dele.

Tenho saudades da normalidade e de quando podia falar com a Jessyca sobre os meus devaneios amorosos. Não conseguia aceitar a ideia de ser um ET, ou o Vasco... Precisamos resolver isto.

 

Peguei numa caneta e comecei a escrever os nomes dos meus colegas de turma e tentei preencher o máximo possível com outros de outras turmas e pessoas que mesmo com 17 e 18 anos já não andavam na escola. Eram cerca de 200 nomes. Seria algo estranho andar a pedir a todos para ver o pulso em busca de tatuagem de ovo rachado ou completo. E perguntar estava um pouco fora de questão.

"E se a cria é alguém que esteve cá, mas já cá não está. O tempo não para só porque andamos nesta missão.", questionou o Vasco.

"Tens razão, mas temos de jogar com as cartas que temos.", disse a Ema.

Entretanto ouvimos a porta da garagem a abrir e era o Barry, que penso que está com um fraquinho pela Jessyca, mas a Jessyca tem uma crush enorme pelo Tobias, que penso que sente o mesmo mas comporta-se como um atrasado mental. Um triângulo amoroso em tempo de guerra, parece o Pearl Harbor dos tempos modernos. Adoro!

Demos uma última vista de olhos na lista e fomos ter com o Barry para ver o manuscrito enquanto o Tobias e a Ema estavam lá em cima a discutir os planos, ou a fazer outras coisas, sabe-se lá.

 

 

TOBIAS

 

Eu não tinha ideia de como ia meter este grupo de amadores dentro da organização super protegida do meu pai, mas ao menos comigo tinham melhores hipóteses e podia estar perto da Jessyca.

Nunca fui uma pessoa de sentimentos e tentei sempre evitar apaixonar-me porque queria ser como o meu pai um dia e focar-me na carreira militar. Até isso me estava a incomodar. Eu achava que o O.P.I.M. era uma organização do bem e que estávamos a proteger a população, mas afinal não, apenas parecem interessados em poder.

"Estás a prestar atenção ao que estou a dizer?!", disse a Jessyca.

"Sim, estou. Estavas a dizer?", perguntei.

"Eu acho que talvez haja uma boa oportunidade de entrarmos pela portas das traseiras, a da emergência.", disse a Jessyca.

"Como?!", perguntei um pouco confuso.

 

"Causando uma emergência claro. Tu tens de causar uma emergência! Nos documentos da O.P.I.M. diz que quando há uma emergência seguida de uma falha de energia o gerador demora cerca de 3 minutos a ligar.", explicou a Jessyca.

"Ok. Então tu queres que eu crie uma emergência e desligue a energia de uma base enorme, de preferência uma que chame os guardas para a Sala Principal. A energia fica em baixo por 3 minutos, vocês os quatro entram pela porta de emergência, libertam a Princesa e o Dr. Rato e saem todos pela mesma porta. Tudo em menos de 3 minutos?", perguntei.

"Sim. Nem mais! Que achas? Achas possível?", perguntou a Jessyca.

"Não acho impossível e isso já é alguma coisa. Precisamos estudar bem o plano e os timings e principalmente que emergência será essa.", respondi.

A cara da Jessyca mudou. Estava a sorrir e eu adorava aquele sorriso e todo aquele positivismo. Estávamos a trocar olhares, contentes com o nosso pré-plano e eu não resisti... beijei-a.

 

Foram apenas alguns segundos, mas foi como se de repente nada se passasse, não houvesses crias, nem Princesas, nem ET's, nada.

"Porque fizeste isto?", sussurrou a Jessyca.

"Desculpa, sei que não devia. Fiquei contente com o nosso plano e deixei-me levar. Desculpa.", expliquei, de certa maneira mentindo. Eu queria fazer aquilo, queria beija-la há muito tempo.

"Tudo bem. Acho que devíamos ir, devem estar todos à nossa espera.", disse a Jessyca com uma cara atordoada...

Saímos do quarto e fomos em direcção à garagem. Lá já estavam todos à nossa espera.

A Ema, o Vasco e o Hugo já tinham terminado uma lista gigante de possíveis suspeitos, o Barry trouxe o manuscrito com alguns documentos para tentarmos descobrir o código da cria e eu e Jessyca tínhamos a ideia de um plano para invadir a O.P.I.M..

Por isso parece mesmo que este grupo de amadores, ou S.A.I.D.A.S. como diz o Hugo, vai mesmo cometer suicídio conjunto.

  

 

CAPÍTULO XX

 

O SÍTIO.jpg

 

(Esta é uma série que já faz parte do blog d'A Hipster Chique há algum tempo e aqui está o décimo nono capítulo. Link dos restantes capítulos no inicio.)

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