Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

Sab | 15.07.17

O Sítio . Capítulo XIV

CAPÍTULO XIII

 

 

CAPÍTULO, O DÉCIMO QUARTO

(Capítulo Especial)

 

 

 

A Ema ficou na minha garagem a dormir e a descansar, o Hugo foi com o Vasco para casa dele e eu fiquei no meu quarto a pensar, o que se tornava difícil porque ainda não queria acreditar na traição do Tobias.

Eu começava a gostar dele...

 

No dia seguinte a vida parecia que tinha voltado ao normal, os meus pais estavam como se nada fosse e eu já não podia mais faltar às aulas. Era quarta-feira, dia 7 de Setembro e estava um dia quente e estes 6 dias foram uma loucura.

Por muito que quisesse ignorar tudo e voltar à minha rotina, a prisão da Princesa Maionese, a traição do Tobias e as verdadeiras intenções do O.P.I.M. estavam na minha cabeça.

Fui acordar a Ema, tomamos o pequeno-almoço e fomos até à escola, onde tínhamos combinado encontrar com o Hugo e assim que chegámos à porta vimos a Carolina Banana e o seu grupo de varetas de pau. Ela parecia normal, dentro do género para alguém que tinha sido raptada e infelizmente estava bem de saúde.

Quem também deu à costa foi o Tobias, que apenas nos olhou e continuou na sua vida e o Hugo lá apareceu.

"Bom dia meninas. Como estão?", perguntou.

"Estamos bem, dado a situação. Onde está o Vasco?", disse.

"Foi procurar um local para ficar por cá. Não pode ficar por minha casa, a minha mãe matava-me. Visto ainda não aceitar muito bem que sou gay, tratou o Vasco como se fosse um objecto inanimado que eu trouxe da rua.", disse o Hugo.

 

A conversa ia estender-se, não fosse os nossos olhares centrarem-se num rapaz que estava a sair da sua mota. Um rapaz alto, moreno, de olhos verdes, cabelo brilhante e óculos. Penso que não houve uma única alma que não tivesse olhado para ele que ao passar por nós piscou o olho e continuou.

Confesso que a escola começava a parecer muito mais interessante, já que estávamos na presença de um deus grego que fez o meu útero dar cambalhotas.

A campainha tocou e lá fomos nós para a aula de História aprender quantos pêssegos foram apanhados no dia da liberdade do Sítio, que outrora fora invadida por asiáticos com problemas respiratórios. Qual foi a nossa surpresa por dar de caras com o deus grego que veio na nossa direcção e nesta fase o meu útero, as minhas trompas, o útero da Ema e a próstata do Hugo estavam a ter uma rave.

"Olá. Sabem-me dizer se esta é a aula de História do 12º ano dada pelo Prof. Goma?", disse o deus grego.

Sabe-se lá com que coragem, eu decidi abri a boca...

"Olá. O meu nome é Jessyca Jessica, não se lê o "y" e sim, esta é a aula de História dada pelo Goma.".

"Ainda bem, não me queria enganar no meu primeiro dia. O meu nome é Bartolomeu Querido, mas podem chamar-me Barry, lê-se o "y".", respondeu o Barry.

Todos soltamos uma gargalhada, alguns com uma frequência mais elevada que outros e sentamos-nos todos juntos. Fazia-nos bem fazer amigos.

 

As aulas todas passaram e o Barry já estava em bom funcionamento com o nosso grupo. Ignoramos o Tobias o dia todo e eu sei que mesmo tendo sido difícil para a Ema, ela sabia que estávamos ali ao lado dela. Eu cá, escondia que era difícil para mim...

O Barry esteve connosco no fim das aulas a falar e depois foi-se embora na sua mota. Ficamos a saber que ele se tinha mudado da cidade grande com os pais, era fã de motociclismo e tinha uma paixão por iogurtes de sabores tropicais. Era simpático.

Agora que estávamos sozinhos, resolvemos ir para minha casa para falar sobre a nossa missão e o nosso grupo, os S.A.I.D.A.S (Somos A Irmandade Do Amável Sítio). Juntamos-nos na garagem e o Vasco juntou-se a nós.

"Temos de começar a pensar o que fazer.", disse o Vasco.

"Tens razão. Vamos apontar o que sabemos sobre a O.P.I.M..", respondeu a Ema.

O Hugo pegou num papel e começou a escrever:

  • Localização: Mansão da Rua Principal (cave)
  • Segurança: Código de entrada com 7 dígitos e impressão digital
  • Salas de contenção estão no nível -2... Presos: Princesa Maionese (cela 269) e Dr. Rato (cela 412)

"Como assim Dr. Rato?", perguntei.

"Eu fui reservar um quarto para mim na Pensão Xavier e foi de lá que o levamos e as malas dele ainda estão no quarto e o O.P.I.M. continua a pagar pelo mesmo. Ainda o tem como prisioneiro.", respondeu o Vasco.

"Mas porquê? Porque o prenderam em primeiro lugar?", continuei.

"Só soube que tinha de ser levado para uma cela porque era perigoso e podia incomodar as investigações. Só fiz o que o Tobias me mandou.", respondeu o Vasco.

"Quanto a isso talvez eu possa ter mais informações.", disse a Ema.

"A sério? Conta!", disse.

 

"O Dr. Rato não é só um homem estranho que tem um website sobre coisas sobrenaturais. Ele é o primeiro suspeito de ser o Príncipe ou João Hérnia que tivemos em anos.", disse a Ema.

"E só agora estás a dizer isso?", disse, um pouco exaltada.

"Eu não sabia o plano do meu irmão, nem o que realmente pretendia a Princesa Maionese. Estou a dizer agora!", disse a Ema.

Na altura todos pensamos que tinha lógica o Dr. Rato ser o Príncipe, porque ele sabia da lenda e era obcecado por coisas sobrenaturais ou extra-terrestres e como a sua memória foi apagada ele nunca saberia o porquê desta sua obsessão.

 

"Já temos a mãe e o possível pai, só nos falta saber quem é a cria.", disse.

"Isso e como lhe vamos contar que a sua mãe lhe meteu o nome de Mostarda Antiga, ninguém merece, não é nome de gente.", disse o Hugo.

 

 

O SÍTIO.jpg

 

(Esta é uma série que já faz parte do blog d'A Hipster Chique há algum tempo e aqui está o décimo quarto capítulo. Link dos restantes capítulos no inicio.) 

6 comentários

Comentar post