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A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

14.Jul.17

O Sítio . Capítulo XIII

CAPÍTULO XII

 

 

CAPÍTULO, O DÉCIMO TERCEIRO

 

 

 

"Não é bem verdade!", a porta abriu-se e já sem o seu fato espacial estávamos de caras com a própria Princesa Maionese, continuou...

"Eu vou precisar da vossa ajuda.".

 

"Ninguém aqui te vai ajudar!", disse olhando para os restantes à espera que alguém concordasse comigo.

"Eu quero propor algo que vai fazer com que todos saiam a ganhar desta confusão. Estás disposta a ouvir?", disse a Princesa Maionese

Confesso que sem o seu fato espacial era como se estivesse a falar com uma pessoa normal. Mas esta pessoa normal era apenas um alien que tinha feito muito mal à raça humana e que tinha os meus pais presos. Quanto aos restantes habitantes, por mim poderiam ser trocados por especiarias extra-terrestres, principalmente a jagunça da Carolina Banana.

"Acho que ouvir-te não irá fazer mal. Que queres?", disse a Ema.

"Penso que todos aqui sabem a minha história e penso que ando a tomar as decisões erradas. Mas se me ajudarem a encontrar a minha cria, eu vou embora, devolvo os habitantes e não lanço bomba nenhuma.", disse a Princesa.

Nós decidimos pedir um tempo para pensar em grupo. A Princesa Maionese concordou em dar-nos espaço e deixou connosco uma pasta com algumas informações que nós poderíamos querer ver.

 

Estávamos todos a discutir o assunto calmamente quando o Tobias se aproxima e antes que pudesse dizer algo eu afastei-me e agarrei o braço do Hugo. O Tobias tinha traído a minha confiança e continuava a ser alguém estranho, o melhor que tinha a fazer era afastar-me.

"Penso que podemos ajudá-la. Iria ser bom para ambos, logo que ela cumpra a parte dela.", disse o Agente Vasco.

Todos concordamos com ele e fomos dar a nossa resposta à Princesa.

"Falo em nome de todos e aceitamos ajudar-te. Só não sei ao certo o que podemos fazer.", disse.

"Simples. Eu tenho a certeza absoluta que dentro desta cave está a minha cria, porque o sensor aponta nesta direcção, mas preciso de conhecimento humano e electrónico que o meu staff não me pode dar. Podem encontrar tudo sobre a minha cria nessa pasta.", respondeu a Princesa.

 

Eu abri a pasta e dei com as seguintes informações, que fazia do "tudo", muito pouco:

Nome_Mostarda Antiga

Idade_850

Último Avistamento_Via Láctea

Principais características_Visão turva em dias com o número 3, veias do lado esquerdo mais grossas que a do lado direito, falante de 34 línguas e dialectos e sem fígado, nasceu com dois pâncreas. Sangue GCS.

 

Estava difícil de chegar lá e não sabia como íamos conseguir identificar a cria com tais características, mas uma característica podia ser a solução.

"O que é sangue GCS?", perguntei.

"É sangue Grosso Com Sal. Vem da mistura do meu sangue de Molhos com o sangue humano. Mas não conseguimos fazer análises sem o pai presente.", respondeu a Princesa.

"Onde está o pai da cria?", perguntou o Tobias.

"Não sei. Desde que saiu do meu planeta que perdemos o contacto. E o meu pai fez-lhe alguma coisa à cabeça que o impede de se lembrar do nosso amor e do fruto que críamos.", disse a Princesa.

"Mas como se chamava ele? Apenas Príncipe?", perguntei.

"Não. Isso foi o que utilizaram nas lendas e contos. O nome dele é João Hérnia. Lindo de morrer. Quem me dera encontra-lo...", respondeu a Princesa, triste.

"Acho que sei quem pode ajudar. Sigam-me.", disse o Tobias.

A início achava que estava a levar-nos na direcção do Doutor Rato, que tinha sido feito refém pelo O.P.I.M. e era especialista em coisas sobrenaturais mas o Tobias tinha outros planos...

 

Estavamos a descer em direcção às salas de detenção e o Tobias abriu uma porta.

"Por aqui Princesa.", disse ele.

Assim que a Princesa entrou o Tobias fechou a porta trancando-a dentro da sala. O seu olhar era diferente, agressivo e ninguém estava a perceber porque estava ele a fazer isto quando todos concordamos ajuda-la. Eu fui a primeira a demonstrar desagrado.

"Que foste fazer? Abre imediatamente a porta! Nós podemos ajudá-la!".

"Eu não a quero ajudar! Um dos objectivos da O.P.I.M. sempre foi prende-la e traze-la à justiça. Ela fez muito mal aos humanos e agora vai finalmente pagar por isso. Acabou! Temos a nave dela e podemos libertar todos e ela nunca mais irá sair desta sala sem supervisão.", disse o Tobias.

Não estava à espera desta reacção e não sabia que podíamos fazer. O Tobias ordenou que nos acompanhassem a todos para a sala principal. 

 

Estávamos todos reunidos quando ouvimos a voz do Capitão Douradinho Tio Viagem...

"Finalmente! A vitória! O meu filho e a sua equipa conseguiram apanhar a terrível Princesa Maionese e esta luta chegou ao fim. Podemos finalmente devolver os prisioneiros à sua vida normal e apagar a sua memória deste acontecimento horrível. Viva!".

"VIVA!", gritou um grupo de agentes. 

Eu, o Hugo, a Ema e o Agente Vasco ficamos calados e chocados com tudo o que se estava a passar. Como não estávamos de acordo com o que se tinha sucedido, fomos convidados a abandonar a O.P.I.M. depois de assinar um contracto de confidencialidade. Custou-me ver a Ema a abandonar o local, porque aquilo era a casa dela e ela tinha-se sentido abandonada e traída pelo próprio irmão e até pai.

Já fora da O.P.I.M. convidei todos para minha casa para falarmos.

 

Assim que cheguei a casa o ar estava puro e nem uma ponta de pó no ar. A minha mãe estava de volta às limpezas, neste caso estava na 29ª, o meu pai a chorar pela morte da equipa das Borboletas e a rir pela morte dos Galos, ambos como se nada fosse. Disse "Olá" e continuei para o meu quarto com a Ema, o Hugo e o Vasco.

Ficámos em silêncio e percebi que ao menos algo de bom tinha vindo disto. O Hugo estava feliz com o seu novo namorado, o Agente Vasco, ou Vasco, mas algo tinha de ser feito.

"Não me interessa quem manda ali e as intenções do Tobias. Isto não é justiça. Temos de libertar a Princesa Maionese, descobrir a cria e acabar com isto como deve ser. Quem está comigo?", disse.

"Nós estamos contigo!", ouvi eu quase em uníssono.

"Sei perfeitamente por onde começar.", disse.

"Espera!! Temos de dar um nome ao nosso pequeno grupo. Que tal S.A.I.D.A.S.?", disse o Hugo.

"Saídas por onde?", perguntou a Ema.

"Não é saídas de sair. É S.A.I.D.A.S., sigla para Somos A Irmandade Do Amável Sítio. Porreiro, não é?", perguntou o Hugo.

"Porque não! Mas vamos continuar a pensar. Por agora sei por onde começar... as nossas saídas?!", disse.

 

Eu não sabia por onde começar! A confiança que tentava passar era falsa de momento, mas eu precisava de nos manter unidos.

Decidimos então que seria melhor se voltássemos à vida normal para ninguém desconfiar e marcávamos pequenas reuniões para tomar decisões e fazer planos sem a interferência do O.P.I.M..

A Ema ficou na minha garagem a dormir e a descansar, o Hugo foi com o Vasco para casa dele e eu fiquei no meu quarto a pensar, o que se tornava difícil porque ainda não queria acreditar na traição do Tobias.

 

Eu começava a gostar dele...

 

 

CAPÍTULO XIV

 

 

P.S. O Sítio esteve parado por algum tempo, por causa das minhas férias, mas vai voltar em grande. Este fim-de-semana sai o novo capítulo especial, com a entrada de uma nova personagem. Fiquem atentos!

O SÍTIO.jpg

 

(Esta é uma série que já faz parte do blog d'A Hipster Chique há algum tempo e aqui está o décimo terceiro capítulo. Link dos restantes capítulos no inicio.)

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