Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

Dom | 25.06.17

O Sítio . Capítulo XII

CAPÍTULO XI

 

 

CAPÍTULO, O DÉCIMO SEGUNDO

(Capítulo Especial)

 

 

 

Alguém tinha colocado uma bomba numa das paredes da sede do O.P.I.M. e antes que desmaiasse vi um vulto, demasiado familiar.

Era a Princesa Maionese...

 

Não sei ao certo quanto tempo passou. Sei que acordei numa sala escura, desorientada e ainda com uma audição um pouco afectada por causa da explosão.

Olhei para os lados e vi a Ema, o Hugo, o Agente Vasco e outros agentes, todos com caras confusas e sem saber muito bem o que fazer. 

Na minha mente eu só pensava no que tinha visto depois da explosão... era a silhueta da Princesa Maionese, mas desta vez eu vi quem realmente ela era ou como parecia. Era uma mulher normal, num fato que parecia ser espacial que em sombra fazia-a parecer um bicho gigante. Confesso que sempre a tinha imaginado um E.T. com um grave problema de acne de tanto leite achocolatado que poderia consumir, já que vinha da Via do Leite Achocolatado.

"Como teria conseguido ela chegar até cá?", podia ser a pergunta que mais me invadia a mente, mas cada vez mais fazia sentido de que o Tobias era de facto um espião para ela.

 

"Não vos cheira a couratos?", disse o Hugo um pouco baralhado, nada que uma chapada à polaca da Ema não resolve-se.

"O que se passou? Porque estamos na sala de contenção?", perguntou a Ema.

"Não sei. Só me lembro da explosão e de ver a Princesa Maionese, depois desmaiei e acordei aqui.", respondi.

"A Princesa Maionese está cá??!", disseram a Ema e o Hugo quase em uníssono.

"Sim. Eu lembro-me da silhueta dela. Mas ela é apenas uma figura humana com um grande fato estranho vestido.", disse.

"Nós temos de sair aqui. Os outros podem estar em perigo, ela é perigosa! Procurem possíveis saídas ou ajudas, gritem, alguma coisa!", disse a Ema que começava a entrar em pânico.

Nós começamos todos a procurar, havia agentes que ainda estavam adormecidos e eu rezava para que fosse mesmo um sono pesado, porque nós no Sítio temos uma superstição de que se estivermos na presença de um morto por mais de 30 minutos ficávamos com erupções cutâneas no umbigo até ao fim da vida, por isso os funerais não duravam mais de 15 minutos. Havia uma porta, mas era muito pesada para conseguir deitar a baixo e as paredes pareciam ser feitas de um material anti-som.

Estávamos presos e só nos bastava esperar...

 

Passado um tempo começamos a ouvir vozes e a porta abriu-se. Vi o Tobias acompanhado por dois homens que nunca tinha visto que o lançaram para dentro da nossa sala fechando a porta com agressividade.

O Tobias estava sério e com algumas marcas de ter sido agredido. Ficamos todos a olhar para ele e eu não quis perder tempo...

"Que se está a passar?", perguntei.

Obtive silêncio e um olhar triste por parte do Tobias.

"Tobias, fala. Que se está a passar lá fora? Tu tens alguma coisa a ver com a Princesa Maionese?", perguntou a Ema.

Continuamos sem respostas. De repente o Hugo levantou-se foi ao encontro do Tobias e pegando na sua camisola encostou-o à parede com força e gritou...

"Ouve lá, eu estou cansado e com dores! Todos nós estamos! Não tenho a minha bomba de ar e ainda estou com as alergias no máximo por causa dos cachecóis da casa da Jessyca. Quem é a Princesa Maionese? O que se passa? E que raio tens tu a ver com isto tudo!? Responde ou eu não respondo por mim!". 

O Hugo estava de punho levantado e bastante nervoso. Nunca o tinha visto assim. Eu e a Ema já nos estávamos a preparar para o acalmar quando o Tobias decidiu falar...

"Calma. Eu falo. Eu conto tudo...".

"Estamos à espera!", disse o Hugo.

 

Fez-se um segundo de silêncio e o Tobias começou a falar...

"Há um ano atrás fui contactado por e-mail por alguém que assinava como "62466373" a dizer que queria encontrar-se comigo para me dar informações sobre o caso da Maionese. Como tinha acabado de ser indicado como líder de operações do caso e estava com poucas informações decidi ir ao encontro desta pessoa desconhecida que acabou por ser a Princesa Maionese. Em primeiro eu estava um pouco a medo mas fiquei para ouvir a história dela..."

"E ficaste com tanta pena que decidiste trair toda a gente?", interrompeu a Ema.

"Não. Eu apenas percebi o que ela andava a fazer e cheguei a um acordo com ela. Eu ajudava-a a encontrar a cria com certas ferramentas e informações do O.P.I.M e fazia com que ela não fosse presa e ela não lançava o gás anal cheio de ovos podres. Contudo tinha de manter o meu disfarce aqui na agência e continuar o meu trabalho. Mantinha contacto com ela a partir do cartão que foste encontrar no meu casaco.", continuou o Tobias.

Percebi que se dirigia a mim...

"Mas então porque estás aqui e qual a razão de ela ter rebentado o O.P.I.M.?", perguntei.

"Porque existe mesmo um traidor e não sou eu. Alguém lhe foi dizer que a cria estava em nosso poder e que tinha provas disso. A Carolina não é a cria e eu não sei quem é. Ela achou que eu estava a engana-la e a mentir sobre a identidade e fez o ataque.", disse o Tobias.

"Como podemos sair daqui?", perguntou o Hugo.

"Não podemos. Estamos presos até ela encontrar a cria.", respondeu o Tobias.

"Não é bem verdade!", a porta abriu-se e já sem o seu fato espacial estávamos de caras com a própria Princesa Maionese, continuou...

 

"Eu vou precisar da vossa ajuda.".

 

 

CAPÍTULO XIII

O SÍTIO.jpg

 

(Esta é uma série que já faz parte do blog d'A Hipster Chique há algum tempo e aqui está o décimo segundo capítulo. Link dos restantes capítulos no inicio.)

4 comentários

Comentar post