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A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

Qui | 08.06.17

O Sítio . Capítulo X

CAPÍTULO IX

 

 

CAPÍTULO, O DÉCIMO

 

 

Havia um traidor entre nós e a Princesa Maionese estava agora um passo à nossa frente.

 

O Capitão levou o Tobias para uma sala para falarem sobre o sucedido. Ficou um ambiente tenso na sala principal do O.P.I.M e todos olhavam com desconfiança para os colegas e amigos.

Eu e o Hugo pensamos que poderíamos ser potenciais candidatos a "traidores", pois éramos novos ali e definitivamente não pertencíamos aquele local. 

Mas quem poderia ser um traidor? Eu pensava que o O.P.I.M era seguro e que me iam ajudar a trazer os meus pais de volta e a restaurar a normalidade aqui no Sítio. 

 

O Tobias estava de volta com o Capitão Douradinho Tio Viagem e as suas caras não traziam boas notícias...

"Ninguém sai deste edifício até descobrirmos quem é o traidor entre nós. Cada um será interrogado por mim e se necessário irei usar a consola da verdade pura.", disse o Capitão.

"O que é a consola da verdade pura?", perguntei eu à Ema.

"É uma máquina que ajuda a saber se estão a dizer a verdade ou a mentir. Não te preocupes, dói só ao início.", respondeu-me com ar muito calmo.

"Como assim dói ao início? Achei que o polígrafo era indolor?!", disse eu assustada e com os meus pânicos no máximo.

"Polígrafo é coisa do passado, a consola da verdade pura é mais complexa e fácil. Nós usamos uma máquina onde és colocada lá dentro e dói quando te apertam a máquina ao corpo. Depois lá dentro podem fazer-te de tudo para te fazer dizer a verdade. Ouvi dizer que uma vez tiveram de usar penas de galinhas para fazer cócegas nos pés de um suspeito.", explicou a Ema.

"É daí que vem o boato que os teus pais são procurados por crimes de falsificação de penas de galinha?", perguntei.

"O quê? N..."... A Ema mal conseguiu acabar a conversa comigo pois a confusão estava a começar e o Capitão imediatamente deu um grito que meteu todos em ordem e chamou o primeiro suspeito, o Hugo.

 

Estava um pouco nervosa e agitada porque tudo era novo para mim e para o Hugo e parecia que estava a viver um pesadelo. 

Ali estava eu, sentada num canto da sala principal a ouvir música, neste caso Madonna - Like a Virgin, uma música que me acalma e que retrata a minha vida, pelo menos no título, quando um toque no ombro me alertou. Era o Tobias que me trouxe um chá e companhia. Estava a gostar muito de o conhecer e de estar perto dele, mas não queria sentir algo que pudesse pôr-me em sofrimento ou que me desviasse da missão.

"Não fiques assim. Vamos descobrir quem é o traidor e depois continuaremos com a missão. Seja quem for pode acabar por nos dar informações sobre a Maionese.", disse o Tobias.

"Sim, isso é verdade. Mas tudo isto é novo para mim e apenas estou num processo mais lento de aceitação. Obrigada pela companhia e pelo apoio.", disse eu.

"Tudo isto irá acabar bem, eu sei que sim. Mas não fiques aqui no chão frio, vem para a nossa beira. O Hugo está quase a sair.", disse o Tobias.

"Sim, realmente já começo a ficar com frio. Aqui em baixo faz-me lembrar o filme "Frozen - Elsa Strikes Again and Don't Let It Go".", disse eu numa tentativa de piada.

"Estás com frio? Fica com o meu casaco. A sala de investigação ainda é mais fria e não te quero mal.", disse o Tobias entregando-me o seu casaco.

 

Confesso que se estaria tornar difícil ignorar a presença tão próxima do Tobias e talvez quando tudo acabasse poderíamos estar juntos num ambiente mais normal.

Voltei para a beira da Ema, do Agente Vasco e do Agente Quintas. Entretanto a porta da sala de investigação abriu-se e um Hugo em estado de choque saiu de lá. Fui logo ao seu encontro para tentar perceber o que se tinha passado.

"Que se passou Hugo? Estás bem? Fala comigo!", perguntei.

"Foram tantas penas e tantos hamsters...", disse o Hugo com uma voz trémula.

"Calma, já passou. Agora estás connosco.", tentei eu acalma-lo.

O Hugo puxou o meu braço e aproximou-me dele...

"Jessyca, nós temos de sair daqui. Esta gente é maluca. Aquela máquina é medieval e maquiavélica. Não é deste mundo!".

O Agente Vasco aproximou-se e disse que tinha de levar o Hugo para descansar, comer e beber algo. Eu pouco ou nada consegui dizer porque assim que o Hugo viu o sorriso dele, foi como se eu não estivesse ali.

A verdade é que talvez o Hugo tivesse uma oportunidade de finalmente ser feliz. A sua última relação foi com um primo dele em quarto grau, um tocador profissional de oboé que fazia tours regionais com a sua banda "Oboé Mix 2000". Em cada freguesia, cada enfeite para o Hugo.

 

"Jessyca Jessica!", gritou o Capitão Douradinho Tio Viagem... "É a tua vez.".

Estremeci da cabeça aos pés, mentalizei-me, olhei para o Tobias que sorriu para mim e acenou a cabeça e lá fui eu. Entrei numa sala toda azul com uma mesa e uma máquina gigante com o formato do corpo humano. O Capitão disse-me que tinha de tirar o casaco e os sapatos e colocar-me em posição em frente da máquina.

Lá o fiz e assim que tirei o casaco um pequeno cartão caiu do bolso. Olhei para o chão e vi que era um cartão branco com algo escrito em dourado.

 

Naquele cartão podia ler-se "62466373"...

Voltei atrás na minha memória e aquele número era o mesmo que assinou o e-mail que falava dos meus pais. Antes que pudesse pensar muito mais e absorver tudo o que se estava a passar o Capitão colocou-me em posição em frente à máquina e em segundos fiquei trancada dentro de uma espécie de túmulo da múmia.

 

Por um bocado estava tudo silencioso, tudo menos a minha mente... Não podia acreditar...

O 62466373 era o Tobias!

  

CAPÍTULO XI 

 

O SÍTIO.jpg

 

 

(Esta é uma série que já faz parte do blog d'A Hipster Chique há algum tempo e aqui está o décimo capítulo. Link dos restantes capítulos no inicio. Hei-de escrever todas as semanas, mas caso tenham sugestões para esta minha pequena história, por favor, contribuam, com pequenas ideias, capítulos, entre outros. Escrevam comigo ou deixem-me escrever para vocês, que acham?!)

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