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A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

Seg | 22.05.17

O Sítio . Capítulo VIII

CAPÍTULO VII

 

CAPÍTULO, O OITAVO

 

 

 

Entramos...

 

A entrada da organização e o seu interior pareciam saídos de um filme de ficção científica. Imediatamente vi várias pessoas com um casaco preto vestido onde se podia ler "O.P.I.M. - Organização de Protecção da Inocência Mental" e o nome do agente. O Tobias e a Ema vestiram o seu assim que entraram e "Agente Tobias Viagem" e "Agente Ema Viagem" ainda me metiam um pouco de confusão. Custódia era um nome com mais charme a meu ver, mas pronto, Viagem seria. 

Pensei que iríamos em direcção ao chefe da organização, o pai do Tobias, mas em vez disso eu e o Hugo fomos levados para uma sala branca. O Tobias e a Ema abandonaram a sala e trancaram-na.

"A sério que nos vão deixar aqui como prisioneiros?", disse eu em altos gritos.

"É para vossa protecção. Primeiro precisamos de falar com o meu pai. Não se preocupem, não são nossos prisioneiros.", respondeu o Tobias.

Os irmãos Viagem afastaram-se e pouco ou nada se via através daquela sala branca onde apenas se encontrava um sofá, uma mesa e um par de cadeiras, também todos brancos. 

"Sinto-me um pouco claustrofóbico e tanto branco faz-me mal ao fígado, tu sabes.", disse-me o Hugo.

"Eu sei, vais ver que não ficamos aqui muito tempo.", disse eu.

"Tu confias neles?", perguntou o Hugo com cara de desconfiado.

"Por enquanto apenas tento confiar. Contudo acho que eles sabem mais do que nos estão a contar. Vamos ver como corre.", respondi eu.

 

Duas horas passadas e continuávamos na sala branca sem ver alma viva. De repente vejo o Tobias a vir em direcção à sala branca na companhia de um senhor alto e atlético com o nome "Capitão Douradinho Tio Viagem", presumi que fosse o seu pai. Assim que entraram na sala, o senhor apresentou-se...

"Boa noite, o meu nome é Capitão Douradinho Tio Viagem, o chefe desta organização. Mas podem-me tratar por Tio Viagem."

"Tio? Achei que o pai do Tobias e da Ema é que era chefe desta organização, não o tio.", disse eu.

"E sou o pai. O meu nome é Tio Viagem. Não tio de tio, Tio de Tio nome.", respondeu o pai do Tobias?!

"Quer o quê?", disse o Hugo

"Esquece Hugo. Eu queria saber porque estamos a ser tratados como prisioneiros e porquê tanto secretismo. Afinal já sei que isto é uma organização secreta e que vocês tem algo a ver com a Princesa Maionese e que ela muito provavelmente raptou os meus pais. Como pensa resolver isso? Nós queremos ajudar e somos capazes.", disse eu confiante.

O Capitão trocou olhares com o Tobias e fez-lhe um pequeno sinal com a cabeça, o que levou o Tobias a abrir a porta da sala branca. O Capitão olhou para mim e para o Hugo e disse...

"Acompanhem-nos..."

 

Andamos um bocado por um túnel e fomos dar a uma sala gigante onde se podia ver diversos monitores, quadros gigantes, vários agentes, salas e até armas nada convencionais, estas tinham aspecto de pepino.

O Capitão continuou...

"Bem-vindos à HQ da O.P.I.M., a Organização de Protecção da Inocência Mental. Somos uma organização com mais de cem anos que foi criada pelo meu avô para protecção da Terra contra invasores de outros planetas, galáxias e até universos. Neste momento estamos com uma missão que já dura há 17 anos, onde acompanhamos um ser extra-terrestre chamada de Princesa Maionese na sua busca pela sua cria. Já passamos por quase todos os continentes, mas temos razões fortes para acreditar que a cria está realmente aqui em Sítio."

"Mas sabem quem pode ser?", perguntei eu.

"Temos as nossas desconfianças e de momento um suspeito muito forte. Contudo estamos a agir de acordo como nos outros locais. Apagamos qualquer referência sobre a Princesa Maionese do servidor de internet local, retiramos todos os livros com a palavra maionese e tentamos evitar possíveis maldições que a Princesa possa causar. Infelizmente não fomos bem sucedidos hoje de tarde, onde infelizmente as equipas Galos e Borboletas foram assassinados e onde felizmente muita gente vai ter dores de barriga após comer tanta galinha frita.", explicou o Capitão.

 

O Capitão continuou a falar mas eu já pouco ouvia, até porque ele começou a falar da história da organização e da importância de continuarem a ser segredo para o resto do mundo. Eu muito sinceramente não queria saber, apenas queria acabar com isto de uma vez, mandar a Princesa Maionese para o arco mais velho, ter os meus pais de volta e voltar à normalidade.

Continuamos na visita à HQ da organização e ficamos a conhecer as máquinas que usam, que as armas que parecem pepinos afinal chamam-se "beringelarmas", visitamos as salas de reunião, de convívio e até as salas dos actuais prisioneiros que estavam todas trancadas não permitindo ver quem estaria lá dentro.

 

Um grupo de três agentes veio na nossa direcção e o Capitão apresentou-os...

"Estes são os agentes Vasco, Pardal e Quinta. Fazem parte da missão Maionese com os meus filhos Tobias e Ema."

Imediatamente o Hugo fixou os olhos no Agente Vasco e os seus olhares foram bem recebidos. Mas por muito que quisesse que o meu melhor amigo finalmente encontrasse o amor eu não poderia perder o foco para aquilo que se estaria a passar. Então disse...

"Penso que já visitamos tudo e tivemos uma óptima tour, mas continuo sem perceber o que estão a fazer e como pretendem travar a Princesa Maionese e recuperar as pessoas raptadas. E que fique bem claro que quero ajudar. Eu e o Hugo, e não vamos a lado nenhum."

"Muito bem. Se querem tanto ajudar penso que podem ficar como consultores e ajudar o Tobias, a Ema e os restantes a conseguir o sucesso desta missão.", disse o Capitão pegando em duas pastas. Continuou...

"Estão aqui todas as informações sobre a missão. Estudem-nas. Já agora, o Dr. Rato foi feito nosso prisioneiro até este assunto passar. Não podemos ter um lunático à procura de respostas a andar por aí. Ele estará a dormir o tempo todo e iremos liberta-lo assim que tudo acabar. Será como se nada se tivesse passado."

Não tinha tanta certeza disso...

 

O Capitão e os agentes afastaram-se e eu e o Hugo pegamos nas pastas para ler. Sentámos-nos numa mesa e começamos a devorar informação.

Na lista de possíveis raptos ou pessoas desaparecidas encontrava-se:

  • Gonçalo Traveca
  • Joaquim Jessica
  • Joaquina Jessica
  • Rute Hélio
  • Francisco Jaime
  • Cristiano Ronaldo Banana Júnior

 

Reparei que para além dos meus pais o pai da Carolina Banana também era uma das pessoas desaparecidas. Estranho ela não ter demonstrado nada, de tão histérica que é. Estranheza que pouco tempo durou quando cheguei à parte onde dizia "Suspeitos de Cria" e o único nome que encontrei foi...

Carolina Banana.

 

CAPÍTULO IX   

 

O SÍTIO.jpg

 

 

(Esta é uma série que comecei a escrever há pouco tempo e aqui está o oitavo capítulo. Link dos primeiros capítulos no inicio. Hei-de escrever todas as semanas, mas caso tenham sugestões para esta minha pequena história, por favor, contribuam, com pequenas ideias, capítulos, entre outros. Escrevam comigo ou deixem-me escrever para vocês, que acham?!)

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