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A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

Dom | 14.05.17

O Sítio . Capítulo VII

CAPÍTULO VI

 

CAPÍTULO, O SÉTIMO

 

 

 

A Ema olhou para mim e disse...

 

"Jessyca, eu percebo que estejas nervosa e no limite, mas precisas de ter calma. Tudo vai ficar bem aqui no Sítio, te garanto. Só preciso que confies em mim e na minha família. Nós não somos os maus da fita."

"Eu não confio naquilo que não sei. Quem são vocês? Eu quero saber já ou ligo para o Capitão Cerviço Junior!", ameacei eu.

"Está bem. Deixa-me só ligar ao Tobias. Ele pode contar-te tudo o que precisas. Apenas tem calma e espera.", disse a Ema, saindo da minha beira e do Hugo para ligar ao Tobias.

 

Houve um silêncio enorme por uns momentos e apenas troquei olhares preocupados e nervosos com o Hugo. Ele conhecia-me e sabia que calma é coisa que não consigo ficar quando me escondem coisas, mas tínhamos de esperar pelo Tobias.

A Ema voltou... "Ele está a vir e prometo-te que te vamos contar tudo."

"Ok...", respondi eu em tom sério.

Continuamos em silêncio, pelo menos eu e a Ema, porque o Hugo não parava de espirrar por causa do pó dos cachecol dos Borboletas. 10 minutos depois a campainha toca... era o Tobias.

Abri a porta e ele estava calmo mas com cara trancada. Ainda pensei em "ataca-lo" com perguntas assim que o vi, mas algo nele me mete um pouco de medo e normalmente quando fico com muito medo tenho tendência a ficar com ataques de piscar de olhos, não é muito bonito de se ver, até porque às vezes vem acompanhado de quedo de sobrancelhas.

 

O Tobias entrou e pediu para nos sentarmos todos. Ele manteve-se em pé e começou a falar...

"Antes de começar, quero que prometam que isto não sai daqui e que guardam segredo.".

"Tudo bem. Prometemos.", disse eu após uma troca de olhares afirmativa com o Hugo.

"Muito bem. O meu nome é Tobias Viagem, assim como o resto da minha família. Somos os Viagem, não Custódia. Adoptamos esse nome para poder passar despercebidos. E nesta terra tudo parece demasiado parvo, logo achamos que seria o melhor nome para nos adaptarmos. Sem ofensa.", disse o Tobias.

"Eu senti-me um pouco ofendido, Hugo Foi Virgem não é nome parvo. Mas está bem.", defendeu o Hugo e eu também não gostei do que ouvi, mas pronto. Ele lá continuou...

"Nós fazemos parte de uma organização não-governamental que tem como objectivo a protecção da inocência mental dos cidadãos do planeta Terra. Somos os O.P.I.M., Organização de Protecção da Inocência Mental. O meu bisavô foi responsável pela criação desta organização e toda a minha família faz parte. Foi criada depois do irmão do meu bisavô se ter apaixonado por uma mulher de raça Neptuniana que o levou a pôr em perigo o planeta Terra. O meu bisavô lutou contra o seu irmão para manter a paz e inocência mental no planeta e nós continuamos a fazer o mesmo.".

 

Eu não sabia muito bem como reagir a isto. Tinha vinte mil perguntas e parece que só aumentavam e nada de respostas. A única que pareceu lógica no momento foi...

"Mas porque estão aqui n'O Sítio? Tem alguma coisa haver com a Princesa Maionese?".

"Tem sim. Desde há muito tempo que os meus pais tem seguido a Princesa Maionese pelas paragens que tem feito no planeta Terra em busca da sua cria. Nós evitamos que ela faça mal aos habitantes e tentamos minimizar os problemas que ela possa criar. Nós seguimos a Princesa através de um sinal de Bluetooth que ligamos à sua nave, o que nos levou até cá. Temos evitado as maldições diárias que ela costuma fazer e estamos a tentar descobrir quem é a cria antes que ela o faça.", continuou o Tobias.

"Mas porque a querem descobrir antes dela?", perguntou o Hugo.

"Porque diz a lenda que assim que ela descobrir quem é, irá rebentar com o planeta Terra, num gás anal cheio de ovos podres.", rematou o Tobias.

 

Definitivamente estava assustada. Tudo me parecia surreal e se esta história for verdade, estamos em apuros. Seja como for eu achei que deveríamos contar isto ao Dr. Rato e tentar ajudar os "Custódia", que afinal são os Viagem a encontrar a cria da Princesa Maionese. 

De repente lembrei-me que os meus pais ainda não tinham aparecido...

"Hugo, ainda não sei dos meus pais. Preciso de os encontrar.".

"Eles poderão ter sido raptados pela Princesa Maionese. Ela tem costume de raptar habitantes dos locais por onde passa, tira-lhes a memória com um lamber de cara e faz deles reféns. Estamos a fazer de tudo para saber onde estão. Os teus pais não foram os primeiros a desaparecer.", disse a Ema.

 

Definitivamente estava em pânico e queria ajudar. Precisava de encontrar os meus pais! E sei que o Hugo estava também disposto a ajudar.

"Nós queremos entrar na vossa organização e ajudar.", disse eu.

"Não. Nem pensar. Vocês vão ficar quietos e deixar-nos trabalhar. Vocês não sabem com quem se estão a meter.", disse o Tobias.

Eu não me calei...

"Parece que temos um problema então. Se quiseres tenta parar-me, mas duvido que consigas.".

Eu e o Tobias trocamos olhares e eu controlei os meus piscares de olhos, porque estava com medo mas nervosa e decidida ao mesmo tempo. Ficamos numa troca de olhares por uns segundos e comecei a sentir-me um pouco desconfortável. Algo nele me metia confusa...

"Eu não vou pôr-te em risco.", disse o Tobias.

"E eu?", perguntou o Hugo.

"Sim. Tu também Virgem.", respondeu o Tobias.

 

Ainda estivemos numa discussão um pouco tensa por uns minutos e o Tobias lá concordou pelo menos a levar-nos até à HQ da organização para falar com o chefe, o seu pai.

Fomos até à mansão dos "Custódia", entramos no portão, andamos um pouco e de repente uma porta abriu-se e mostrou uma entrada secreta com a descrição "O.P.I.M.". Era um edifício subterrâneo com aberturas e jardins exteriores disfarçados.

 

Entramos...

 

CAPÍTULO VIII   

 

O SÍTIO.jpg

 

(Esta é uma série que comecei a escrever há pouco tempo e aqui está o sétimo capítulo. Link dos primeiros capítulos no inicio. Hei-de escrever todas as semanas, mas caso tenham sugestões para esta minha pequena história, por favor, contribuam, com pequenas ideias, capítulos, entre outros. Escrevam comigo ou deixem-me escrever para vocês, que acham?!)

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