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A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

Dom | 07.05.17

O Sitio . Capítulo VI

CAPÍTULO V

 

CAPÍTULO, O SEXTO

 

 

Entramos no estádio...

 

O estádio estava completo, 340 pessoas gritavam das bancadas pelas suas equipas. Havia mais apoiantes dos Borboletas e eu estava ansiosa por ver o Castor, o jogador novo que definitivamente era a minha nova crush.

Sentámo-nos e fiquei entre o Hugo e o Tobias. O Hugo tinha de manter um pouco o silêncio pois estávamos numa zona de Borboletas e se ele desse muito nas vistas como Galo, algo ia correr mal. 

Os apoiantes dos borboletas são muito ferrenhos.

Mesmo sendo apoiantes dos Borboletas, os irmãos Custódia pareciam estar um pouco confusos com tudo o que estavam a ver e pareceu-me que era o primeiro jogo de Galetas que assistiam.

"Já tinham vindo a um jogo de Galetas?", perguntei eu ao Tobias.

"Não, este é o primeiro. Mas se queres honestidade, eu nem sei como funciona este jogo. Normalmente sou mais pessoa de futebol.", respondeu-me.

Primeiro achei estranho por ele me dirigir a palavra de uma maneira tão "normal", em segundo, já não me lembro do que é futebol, desde a morte de Cristiano Ronaldo que decidiram acabar com o mesmo, fala-se de um motim de adeptos por todo o mundo que ameaçaram matar o presidente da Federação com garrafas de iogurte líquido caso ele não acabasse com o futebol... e em terceiro, eu tinha de explicar a esta pobre alma como funcionava o jogo de Galetas.

"Futebol é história. Galetas agora é o jogo do momento. Tens 7 jogadores de cada lado, 7 galos e 7 borboletas. Em cada lado do campo tens 3 troncos e o objectivo é colocar os troncos do adversário abaixo. O que exige muita força física e por isso mesmo os Borboletas ganham a maior parte das vezes. É um jogo de adrenalina e diverte.", eu expliquei entusiasmada.

"Os Borboletas são levados ao colinho e conseguem sempre pôr os troncos a baixo porque o árbitro não "vê" as chapadas de asas que eles mandam!", ripostou o Hugo... com muita azia.

"Humm... ok.", respondeu o Tobias e algo me diz que estava pouco impressionado.

 

O jogo começou.

 

Uns 30 minutos depois e no ecrã já se podia ver o resultado de 1-1 e adeptos nada contentes com o resultado. Deu-me a fome e o Tobias ofereceu-se para ir buscar comida e bebida comigo.

Havia algo nele que me deixava estranha, cada troca de olhares era intensa mas ao mesmo tempo eu tinha um certo medo de me aproximar dele.

Chegamos ao bar e o Tobias pediu 4 cachorros com batatas e 4 sodas. Eu insisti em pagar e ele concordou. No momento em que ele pegou na comida eu vi algo no pulso dele que me deixou alerta. Era uma tatuagem em forma de ovo de galinha, mas rachado.

Pensei de imediato que ele era um traidor e estaria a torcer pela equipa dos Galos, mas tentei ignorar porque aquele rabo espetado distraiu-me.

 

Voltamos para o nosso lugar e o resultado do jogo estava igual. Fiz sinal ao Hugo para olhar para o pulso do Tobias. Depois de muitas posições de vinda de AVC o Hugo lá percebeu e ficamos ambos a pensar qual o significado daquilo...

 

O jogo continuava e a 5 minutos do fim começamos a ouvir um zumbido e de repente uma luz branca acompanhada por uma explosão bateu no campo. O cheiro a frango de churrasco e de borboleta a pequim começava a anunciar o pior, todos os jogadores dos Borboletas e dos Galos estavam mortos. A luz branca e um fumo de cor amarela continuava a inundar o estádio e eu só procurava de forma confusa pelo Hugo, a Ema e o Tobias.

Vi de relance o Tobias a abandonar o local das bancadas e ainda chamei por ele. Ele olhou para mim e continuou.

Senti um braço no ombro e era o Hugo e a Ema. Tentamos procurar pela saída com muitos empurrões e gritos de pânico. Chegamos finalmente ao exterior do estádio e a Ema perguntou "Onde está o Tobias?", eu disse que ele tinha saído das bancadas e que nunca mais o tinha visto.

Ela ligou-lhe e após uma conversa voltou para a nossa beira como se nada fosse. Decidimos ir para minha casa porque a SECS tinha chegado e nós não queríamos ser apanhados na confusão.

 

"Que raio se passou?", perguntou o Hugo.

"Não sei mas foi assustador. Já passou é o que interessa.", disse a Ema.

"Não é bem assim Ema. Isto chegou a um limite! Já chega! O Sítio era um local calmo e agora tudo mudou. Morreram as equipas mais prestigiadas de Galetas e há coisas sem resposta. Precisamos falar com o Dr. Rato e acabar com isto. E o teu irmão tem algo a esconder Ema, não digas que não. Que se passa com a vossa família? Que tem a esconder??", gritei eu, que tinha chegado a um limite e precisava de resposta.

 

A Ema olhou para mim e disse...

 

CAPÍTULO VII   

 

O SÍTIO.jpg

 

 

(Esta é uma série que comecei a escrever há pouco tempo e aqui está o sexto capítulo. Link dos primeiros capítulos no inicio. Hei-de escrever todas as semanas, mas caso tenham sugestões para esta minha pequena história, por favor, contribuam, com pequenas ideias, capítulos, entre outros. Escrevam comigo ou deixem-me escrever para vocês, que acham?!)

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