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A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

27.Abr.17

O Sítio . Capítulo IV

CAPÍTULO III

 

CAPÍTULO, O QUARTO

 

 

O zumbido intensificava-se e lá dentro estava...

 

... um homem magro de cabelo loiro e com um dedo torto virado para o oeste. O homem estava a mexer numa máquina ligada a um ecrã com uma luz azul e branca que piscava incessantemente. No ecrã podia ver-se pequenos símbolos que eu não entendia o que eram, mas que por algum motivo me pareciam familiares. 

Chamei o Hugo para espreitar e tentar perceber o que se estaria ali a passar e quem seria o homem e ficamos ali os dois a tentar decifrar o que estava no ecrã, até que de repente a imagem estabilizou e apareceu a silhueta da dita Princesa Maionese. Com o susto, o Hugo deu um passo para trás calcando uma silva e fazendo um barulho que chamou a atenção do homem dentro do barracão. Fugimos o mais depressa que conseguimos dali e só paramos na porta de minha casa.

 

Ainda a recuperar da corrida que demos e daquilo que vimos, olhamos um para o outro e penso que palavras não seriam precisas, os Custódia tinham alguma coisa a ver com isto da Princesa Maionese. 

"Será que foi tudo uma partida dos Custódia?", perguntou o Hugo.

"Aquilo não parecia ser uma partida. Algo de muito estranho se anda a passar Hugo. A cidade não é a mesma e desde que aquela família chegou, tudo piorou. Nós precisamos descobrir o que raio se anda a passar.", disse eu em tom suficientemente decisivo.

Fomos ver se tinha resposta do Dr. Rato e nada. Combinamos então de nos encontrar na manhã seguinte antes das aulas para falar melhor.

 

Assim que entrei em casa reparei imediatamente no silêncio, o que não é normal. O meu pai tem sempre a televisão ligada no canal desportivo, onde acompanha os jogos de Galetas, que é o desporto local, uma espécie de futebol entre galos e borboletas. Cá em casa somos obrigados a ser dos Borboletas até morrer!

A minha mãe também não estava em casa, porque não sentia o cheiro da sua experiência culinária do dia de hoje. Estranho...

Fui para o meu quarto estudar e recebo um e-mail. Ainda pensei que fosse a resposta do Dr. Rato, mas não.

 

"Para: jessycajessica_nseleoy@sitiosa.com

 De: 62466373@teamf.com

 

Quando se sabe demais, perde-se demais. Há laços parentais mais fortes que cordão de fígado de vassoura e o deles não era, adeus.

 

62466373"

 

... O meu primeiro pensamento foi que talvez alguém tivesse fumado demasiada casca de banana com esferovite, mas como começava a ficar confusa e demasiado assustada decidi ligar ao Hugo e pedir para vir passar a noite cá a casa. Enquanto esperava liguei para ambos os meus pais e os números não se encontravam disponíveis. Que se estaria a passar?

 

O Hugo chegou e vinha acompanhado da Ema Luca Custódia.

Lá me explicaram que na nossa intromissão no terreno dos Custódia, a Ema viu-nos a fugir e decidiu ir falar com o Hugo. O homem no barracão era o pai, mas até ela desconhecia o que ele estaria ali a fazer. Nunca tinha ouvido falar da Princesa Maionese e garantiu que não tinha sido uma partida por parte dela e do irmão.

Mesmo um pouco desconfiada, decidi dar o benefício da dúvida.

 

Mostrei o e-mail suspeito aos dois e reacção nem vê-la. Talvez fosse algo relacionado com os meus pais, mas porquê? E quem era o 62466373?

No meio de tanto esquema e pensamento, o Hugo recebeu um email e para nossa surpresa era a resposta ao email que enviamos ao Dr. Rato...

 

"Para: jessycajessica_nseleoy@sitiosa.com

 De: drrato_pussy65@websiteestranho.com

 

Boa tarde Jessyca Jessica,

fiquei intrigado ao ler o teu e-mail. Não tinha conhecimento da vossa cidade até porque no Instagram Maps ela não aparece muitas vezes. Não são de tirar muitas selfies pois não?

Bem, o meu site retrata sim acontecimentos sobrenaturais ou estranhos que o Governo abafa para o público.

Já ouvi falar da Princesa Maionese, mas como a maior parte das coisas com que lido, apenas pensei que fosse uma lenda.

Conta-se que existe um planeta na nova Via do Leite Achocolatado onde um povo, os Molhos, viviam em paz até há 18 anos atrás onde a filha dos reis, a Princesa Maionese, decidiu que queria casar com um príncipe que vinha de um planeta e galáxia diferentes. Os Reis não aceitavam o amor de ambos e ameaçaram começar uma guerra caso a filha não desistisse do príncipe e se casasse com o Dom Mostarda, um amigo da família real. 

O Príncipe foi expulso do planeta e mandado para o seu, a Terra, mas antes o Rei tirou-lhe a memória.

Para evitar uma guerra a Princesa e o Príncipe desistiram do seu amor e ela casou com o Dom Mostarda. No dia do casamento a Princesa Maionese descobriu que estava grávida do Príncipe e quis levar a gravidez em frente. 

Há 17 anos atrás nasceu o bebé da Princesa que lhe foi retirado pelos seus pais e entregue a uns viajantes que passavam pelo planeta dos Molhos. Com raiva, a Princesa Maionese amaldiçoou o seu planeta e jurou procurar o seu bebé por toda a eternidade e quando a encontra-se iria lançar uma maldição diária até lhe ser entregue a sua cria.

Claro que nunca houve provas de que esta lenda fosse verdade, mas talvez devesse ir até aí para tentar perceber o que se passa.

 

Até amanhã,

Dr. Rato"

 

Finalmente tínhamos algo! Senti que estávamos perto de resolver o mistério da Princesa Maionese e de saber o que se estaria a passar no Sítio.

 

Mal sabia eu no que me estava a meter...

 

CAPÍTULO V   

 

O SÍTIO.jpg

 

 

(Esta é uma série que comecei a escrever há pouco tempo e aqui está o quarto capítulo. Link dos primeiros capítulos no inicio. Hei-de escrever todas as semanas, mas caso tenham sugestões para esta minha pequena história, por favor, contribuam, com pequenas ideias, capítulos, entre outros. Escrevam comigo ou deixem-me escrever para vocês, que acham?!)