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A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

16.Nov.17

O Órfão . Capítulo III

CAPÍTULO II

 

 

P.S. Novo post no blog da rubrica "50 nomes que se dão...". O tema desta semana, Portistas.

E fiquem a resposta vencedora do Giveaway, do Triptofano.. If I Were a Girl.

 

 

III

 

 

Lá pensei no dia que tinha passado, no porquê da Fitipa não me falar, a introdução da aula de história com aquele Dr. e naquela mulher que me fez sentir ameaçado.

Bom começo para quem queria um ano lectivo calmo...

 

Já eram dez da noite e eu continuava no telhado a olhar para as estrelas e a aproveitar o silêncio que sabia que não tinha dentro do orfanato. Assim que voltasse para dentro ia levar com os dramas desportivos do Jaimi, a nova doença do Figo, que é hipocondríaco e com o Sr. Godofredo a mandar-nos dormir a cada cinco minutos porque não conseguimos sossegar antes da meia noite. Normalmente paramos antes se ele trouxer a Fiona, porque aquela cabra foi treinada para morder assim que ouvir a palavra "Coça". Até hoje não sei a ligação entre coçar e morder...

Acabei por ir para dentro e o Jaimi lá estava a discutir tácticas de lacrosse com outro rapaz e eu resolvi ir para a cama escrever no blog. Assim que pego no computador o Figo já estava ao meu lado...

"Barry, preciso que me vejas um sinal que tenho na barriga! Está com uma cor estranha, alaranjada e acastanhada e eu tenho comichão.", disse o Figo.

"Figo, já te disse que isso são coisas da tua cabeça e que tens de te acalmar. Já tomaste a medicação de hoje?", disse.

"Já! Não é da minha cabeça, prometo. Vê, por favor!", implorou o Figo.

"Está bem. Mostra lá a mancha.", disse.

Assim que o Figo levantou a camisola não havia dúvidas sobre o que se estava a passar.

"Figo, isso não é um sinal. Isso é uma mancha de molho de tomate da bolonhesa do jantar. Tenta limpar com água e vais ver que passa.", disse, já sem paciência.

O Figo em vez de seguir o meu conselho, levou o dedo à boca e toca de usar saliva como lava tudo e conseguiu limpar o tal "sinal" assustador. 

"B, obrigado. Estava mesmo assustado. Agora posso estar descansado.", disse o Figo.

"E podes também ter mais higiene.", pensei eu. Ele era bom rapaz, mas há limites. 

 

Abri o computador e finalmente deixei-me embarcar no mundo do meu blog...

 

 

Entrada #41

 

Olá...

o dia hoje foi estranho. Já aqui vos contei da parvoíce que foi aquela apresentação do Dr. Rato, mas o que ainda me incomoda é o facto da Fitipa não me falar. Sempre fomos amigos e já não nos víamos há umas semanas, mas estava tudo bem antes, o que será que mudou?...

Provavelmente estar a ler isto F, e podias-me dizer que raio se passou... Enfim.

Vi a Madonna na escola e lá estava ela, linda de morrer e com o brilho mais angelical do mundo. Escrevi uma música para ela e agora só me falta encontrar os acordes perfeitos. Talvez consiga ter coragem e um dia cantar-lhe e este "talvez" é mais "quando ela estiver solteira", sim, porque eu vou esperar.

Posso colocar aqui apenas um pedaço do refrão da música que tem como título "Olhos Quadrados":

 

"Tu sobes e desces,

tu saltas e cais,

Com esse teu brilho ,

Como não te amar mais,

 

A vida perdeu-se,

Nos teus olhos dourados,

Mas no fundo eu sei,

Que eles são apenas quadrados"

 

Profundo, eu sei.

Pode ser que depois de mostrar esta letra com os acordes ao Storbot 4567, ele vai finalmente deixar-me abrir um Glee Club lá na escola, porque a música é outra das minhas paixões. Sou um romântico incurável.

Bem, por aqui fico que se está a fazer tarde e já começo a ver o Figo a vir na minha direcção agarrado ao nariz, uma cavidade com o qual não me apetece confraternizar.

 

O Órfão

 

Fui dormir na esperança de acordar e ter um dia muito melhor.

 

7h00

Credo, hoje não consegui acordar mais cedo e levei com o berro da Fiona e nunca acordo bem disposto depois de tal alarme. Nem o banho me ajudou e o pequeno-almoço são papas de aveia, por isso já imaginava que o dia não fosse de facto ficar melhor. Esperei pelo Jaimi nas escadas do orfanato e fomos para a escola, onde mais uma vez a Fitipa se encontrava no portão e eu estava decidido a falar com ela e perceber o que se passava.

Pedi ao Jaimi para me deixar ir ter com ela sozinho e ele foi indo para a sala.

"Bom dia F! Tudo bem?", disse.

"Olá Barry.", respondeu a Fitipa com um ar seco.

"Podemos falar? É importante.", disse.

"Não precisas de falar muito Bar, eu vi o teu post no blog. Eu não estou chateada, apenas ando sem cabeça e com alguns problemas familiares. Desculpa se te fiz pensar que estava chateada.", explicou a Fitipa.

"A sério? Ainda bem. Não queria nada perder uma amiga como tu.", disse.

"Não perdes. Eu vou tentar andar mais sociável e deixar o mau humor em casa. Como tens estado? Adorei a tua música para a Madonna.", disse a Fitipa.

E lá ficamos nós a falar e a pôr os assuntos em dia. Confesso que já tinha saudades.

 

Deu o primeiro toque de entrada e lá fomos nós ter com o Jaimi para a primeira aula do dia, matemática, com o Storbot Pi. Gosto desta aula porque a Madonna Pitéu senta-se ao meu lado e costumamos ficar em grupo nos projectos, mas hoje ela não veio à aula e eu fiquei um pouco preocupado.

Seguiu-se a aula de Espanhol, Educação Física e Geografia e nada de Madonna, logo tomei a decisão de ir a casa dela ver se estava tudo bem e levar os apontamentos das aulas.

Perguntei se a Fitipa e o Jaimi queriam vir comigo, mas ambos estavam ocupados com as actividades extra-curriculares da escola, como o treino de lacrosse e claque. Fui então sozinho em direcção à moradia dos Pitéu que ficava num dos bairros mais ricos da cidade, o Pitéu Hills. Quando lá cheguei toquei à campainha e apresentei-me...

"Boa tarde. Eu sou o Barry, colega da Madonna, vinha trazer-lhe os apontamentos da escola e saber se estava tudo bem.".

Não obtive resposta, mas o portão abriu-se o que levei como se fosse uma resposta afirmativa e entrei. Assim que cheguei à porta da casa, nem precisei bater porque estava alguém a sair. Era a mulher que estava a discutir com o segurança do SuperPitéu que com cara de poucos amigos se despediu do Dr. Fizvaldo Pitéu. 

"Boa tarde. Deves ser o Barry, o colega da minha filha Madonna. Obrigada por trazeres os apontamentos. Contudo a minha filha não está disponível de momento, mas podes deixar os apontamentos comigo.", disse o Dr. Pitéu.

"Claro. Mas está tudo bem com a Madonna?", perguntei.

"Sim, está. Foi só uma pequena indisposição. Obrigada pela preocupação.", disse o Dr. Pitéu enquanto lhe entregava os apontamentos. 

Despedi-me e fui embora em direcção ao orfanato. Tinha um trabalho de Geografia para escrever e esta não é a minha melhor disciplina.

Antes de chegar ao orfanato vi a mulher misteriosa a caminhar em direcção ao parque e num acto de estupidez decidi segui-la e assim que entra na zona dos limites do bosque Pitesco desaparece. Literalmente! O corpo da mulher foi evaporado! Fui ao limite do bosque e não vi nada. 

Fiquei um pouco assustado e comecei a correr para sair do parque em direcção ao orfanato e só parei quando cheguei ao meu quarto. Fui para o telhado e ainda assustado tentei pensar no que vi e percebi que não havia uma explicação lógica para o que tinha acabado de ver. 

 

Tomei então a decisão de contactar o Dr. Rato, pois o homem lida com coisas estranhas, não fosse o seu site o Website Estranho e ia pedir ajuda com isto. Não vejo mais ninguém que fosse acreditar num miúdo.

Quem é aquela mulher e o que raio lhe aconteceu?

 

 

CAPÍTULO IV

O ÓRFÃO.jpg

 

 

(Esta é a nova série aqui do blog, é um spin-off d'O Sítio sobre a personagem Barry e aqui está o terceiro capítulo, uma introdução. Espero que gostem. Um capítulo novo todas as semanas.)  

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