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A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

18.Abr.17

#dia 94 - Os meus '90

Sou menina dos '90 e com muito gosto. 

Não sei como tive tanto tempo sem escrever algo sobre o que considero uma época de ouro para mim. Eu era feliz nessa altura, não é que não seja agora, apenas alcançar a felicidade era algo muito simples. SIMPLES, a palavra maravilhosa que resume essa altura.

Altura onde a tecnologia não abafava a interacção humana. Eu preferia contacto humano a uma peça electrónica. Mesmo assim, este post será uma retrospectiva um pouco geek do que foi os meus anos 90. 

 

Tamagotchi (1996)

Assim começou o curso de paternidade e maternidade, era assim que se aprendia a educar e a tratar um filho. Durante quase um ano que mantive o meu vivo e de boa saúde o que é um bom presságio. A porca da professora é que me proibiu de o levar para a escola e quando cheguei a casa estava morto... Um crime pelo qual ela nunca pagou!

E o mais interessante dos Tamagotchi é que mesmo sendo um pedaço de tecnologia podias juntar os amigos e fazer o teu bichinho ser amigo dos bichinhos deles... e isto ficou estranho... Próximo!

 

Nintendo '64 (1996)

Para além de ser uma consola de vídeo e que pode viciar, eu tinha controlo e não jogava mais que uma hora por dia e por vezes ficava dias sem jogar. O dia que a recebi foi um dos dias mais felizes da minha vida. Quando amigos iam lá a casa, jogávamos International Superstar Soccer 64 e eu queria ser sempre da Argentina, sabe-se lá porquê e sozinha jogava Super Mario 64 e Pokemon Snap. Não interessa quantas Playstation's venham, nada será tão bom. Até mesmo quando tinha de soprar para dentro das cassetes para tirar o pó porque o jogo não estava a funcionar. Era boa aspiradora e olhando para trás, não vejo que seria assim tão saudável e isto ficou estranho outra vez porque aspiradora é tão mau... Próximo!

 

Bola de Futebol

Não, não era das Adidas, não era da Nike, nem tinha um desenho todo XPTO. Era preta e branca, por vezes toda rota, mas os jogos duravam horas, sem regras, as balizas eram duas pedras e só parávamos quando o dono da bola tivesse de ir embora ou quando as mães nos atacavam com a colher de pau. Eram ameaças que se cumpriam!! Meu rico rabo... Próximo!

 

Pokemon (1995)

Aqui divido este tema:

- Tazos .. Era a loucura, a adrenalina, aquelas batalhas no recreio pelo tazo mais poderoso, pelo Pikachu, para mostrar colecções aos amigos. Passávamos horas a falar do assunto e aos fins de semana víamos os desenhos animados do Pokemon e comentávamos uns com os outros, não por redes sociais, mas no recreio cara-a-cara, chocante não é! Ainda me lembro daquela batalha doida onde um colega meu apostou o seu Pikachu, já todo gasto e de eu suar para o ganhar. Ganhei, mas perdi um amigo...

- Cartas .. A mesma loucura e adrenalina, mas com estratégia e pensamento calculista. Tudo era pensado ao mínimo pormenor em cada jogada. Ganhava muitos encontros de batalha, mas perdi muitos também... amigos!

Um grande obrigado a Satoshi Tajiri por trazer esta maravilha ao mundo. Próximo!

 

Walkman

Não que tenha sido algo criado nos anos 90, mas fez parte dos meus anos 90. Uma cassete gravada com música que passava na rádio, tudo gravado manualmente e com o mínimo ruído possível. Se alguém fizesse barulho enquanto eu estava a gravar a música para a cassete, havia fúria, pelo menos até a minha madrinha me ameaçar com farinha de pau para o jantar e a minha mãe me mostrar o rolo da massa, quando não havia massa para amassar (digam tudo muito rápido). 

Lá andava eu, a ouvir música gravada da rádio, sem poder passar para a música seguinte e sempre com medo de que a fita da cassete desse nó ou que as pilhas acabassem. Era o meu momento e eu andava pela rua a ouvir música como se estivesse no meu próprio vídeo clip. Depois espantava-me de ser mal falada... Próximo!

 

Árvores

Eu e uma amiga costumávamos ir pelas árvores de casas alheias, subíamos e roubávamos cerejas. Fico espantada de não ter cadastro ou pelo menos a cabeça partida. Bons momentos, até a porca da vaca da minha amiga mostrar que apanhou mais cerejas que eu e não querer dividir o saque. Hoje em dia não nos falamos, pergunto-me o porquê...

 

Fim

 

A Hipster Chique (feliz criança era eu)

 

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