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A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

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Qui | 24.08.17

#dia 222 - Casa Público-Privada

Descobri um texto antigo que cheguei a colocar num blog que tive há algum tempo e é um texto que me deu muito gozo a escrever. Decidi então liberta-lo para este meu canto. Esta é uma história sobre uma casa e uma senhora, digamos que é ficção, inspirada em factos reais.

 

De todas as casas habitadas naquele buraco de mundo existe uma que recebe a meu ver uma nomeação de Público-Privada. E vejamos o porquê.

Aquela casa pertence a uma senhora não muito adorada pelo povo que por ali vive e muito se deve também ao facto de ser a actual dona de um Bordel local, o “Tásaqui Tásempé” e de num passado ter tido como profissão algo entre cabeleireira e quenga.

Nada contra este tipo de profissão, mas não poderia deixar de demonstrar aqui o meu choque com a forma como ela desempenhava a sua profissão.

Senhora dos seus 50 e muitos, com uma casa ainda arranjadinha mas com um estranho movimento em frente a ela. Todo o tipo de boatos chegaram-me aos ouvidos mas nunca acreditei em nenhum, pelo menos não por inteiro.

Entre esses boatos existia:

“aquela porca tem ali uma casa de put*s” - vizinha farta do barulho

 

“aquilo é uma fila de homens que nunca mais acaba” - mulher desinteressada no assunto

 

“ela leva barato mas alguns até lhe pagam casa de férias” - mulher traída

 

“até por computadores ela faz, não sei como mas faz” - mulher fora do prazo de validade recomendado

 

Nunca sabendo o que era mentira ou verdade, possuída ou não, lá fui eu armada em coscuvilheira passar em frente à casa da senhora e qual foi a minha surpresa quando vi carros e carros, muitos em segunda fila e avistei ao longe na porta o que me pareceu uma lista de preços igual à que se encontra nas portas dos cabeleireiros.

Quando me aproximei mais dei comigo a ler algo do género:

 

“Casa da Dona”

 

(x badalhoquice)                                                               5€/h

(x badalhoquice)                                                              15€/h

(x badalhoquice ainda maior)                                          50€/por pessoa

(x badalhoquice + extra porcalhice)                                25€ + 5€/por brinquedo

(x badalhoquice online)                                                   30€ (pago antecipadamente)

 

... E quanto mais lia mais necessidades terapêuticas precisava...

No fim desta linda lista podia ainda ler-se:

 

Por motivos de lei rodoviária, por favor não deixe o carro estacionado em segunda fila (algo não respeitado, acredito ser por causa do desespero sentido na genitália de cada homem que ali parava).

Para marcações por favor ligue o número abaixo indicado e lembre-se que tem um custo de 9,99€ a acrescentar ao tratamento que efectuará neste estabelecimento.

Não aceito cartão de crédito ou débito. (mas segundo o povo aceita também casa de férias).

 

A gerência

 

E assim o negócio funcionava e parece que hoje em dia acabou ou apenas mudou de estabelecimento. Estes negócios modernos dão cabo de mim...

 

Descubram o que é ficção e o que é realidade. 

 

A Hipster Chique

 

 

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