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A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

A Hipster Chique

As trivialidades de uma geek, talvez um pouco hipster, com algum sentido de humor e criatividade q.b..

Dom | 07.05.17

#dia 113 - Carta aberta à minha mãe

Olá mãe,

 

é a tua filha, em caso de não teres reparado ainda. Sei que acompanhas este blog há algum tempo e já deves estar um pouco traumatizada comigo ou pelo menos a pensar em deserdar-me. Mesmo assim há umas coisas que te quero dizer...

 

Mãe, todos precisam admitir as suas falhas e tu tens de admitir as tuas... tu não és boa ao tiro ao alvo, aquela frigideira nem me passou pela orelha e era suposto ir parar ao nariz. Acho que nem com prática lá vais, mas eu gosto de ti na mesma.

Sabes quando tens aquele hábito horrív... 

E sabem que mais, este podia ser mais um post de humor d'A Hipster Chique em que eu fazia a vida negra à minha mãe, mesmo gostando dela mais que muito, mas não. Este post, a partir de agora, mostrará talvez o meu lado mais sensível e caramba, como tento esconde-lo.

 

Eu nasci há mais ou menos 25 anos e desde o dia do meu nascimento que penso que na minha cabeça algo esteve sempre presente, a minha mãe. 

Podia estar chateada porque ela não me dava aquele rebuçado, mas continuava a precisar de vê-la todos os dias e para além disso a minha madrinha dava-mo às escondidas, desculpa mãe...

 

Nunca fui de demonstrar muito os sentimentos, por coisas alheias a mim própria e desde cedo tive uma relação um pouco complicada com a minha mãe, nunca por culpa dela e sinceramente, nem minha. Fomos um pouco vítimas da vida.

A questão é, eu voltaria atrás no tempo para modificar essas coisas? Claro que não!

Eu e a minha mãe precisamos das discussões, dos choros, dos problemas da vida e dos problemas por nós causados e até da distância para podermos chegar onde chegamos... ao dia de hoje.

Hoje eu e a minha mãe temos a relação que eu sempre quis. Eu falo com ela sobre (quase) tudo, porque até nas relações entre mãe e filha deve haver um pouco de mistério.

Eu preciso dela e ela de mim. Fico orgulhosa de ela aprender a finalmente mandar mensagens e que faça chamadas de Skype comigo.

 

A minha vida não tem de ser perfeita, até porque não gosto dessa palavra. A minha vida é boa, eu sou feliz e grande parte se deve à presença da mulher que me criou, à mulher que discutiu comigo e à mulher que por vezes pensei odiar, o que nunca foi verdade.

O que sinto é orgulho, amor, saudade e amizade.

 

Se mudaria alguma coisa entre nós? Sim... a distância. Amo-te muito mãe!

 

P.S. Um feliz dia da mãe também para as minhas mães adoptivas, Orca e Xana e minha segunda mãe, a minha madrinha.

 

A Hipster Chique

 

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